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Agronegócio tem superávit de US$ 13,49 bilhões em agosto

Agronegócio paulista manteve saldo positivo, apesar da queda nas exportações


Foto: Divulgação

A balança comercial brasileira encerrou agosto com saldo positivo de US$ 7,39 bilhões, alta de 23,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, o agronegócio teve participação importante no resultado, com exportações de US$ 15,18 bilhões e saldo positivo de US$ 13,49 bilhões.

As exportações do agronegócio cresceram 6,7% em agosto, enquanto as importações avançaram 5,0%, para US$ 1,68 bilhão. Com isso, o saldo comercial do setor aumentou 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro, a soja em grãos permaneceu na liderança. Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, o produto movimentou US$ 4,41 bilhões em vendas externas, alta de 14,0% na comparação anual.

Também apresentaram crescimento as exportações de café verde, que avançaram 24,1%, celulose, com alta de 30,2%, carne de frango in natura, com aumento de 39,4%, e farelo de soja, que cresceu 35,9%.

As exportações de bovinos vivos tiveram alta de 182,6% e atingiram o maior valor mensal da série para o produto. A carne de frango in natura também registrou avanço de 39,4%, tendo a China como principal destino.

Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, o resultado da carne de frango ocorre em contraste com o ano anterior, quando a China havia suspendido as compras brasileiras entre maio e novembro devido à ocorrência de gripe aviária.

Na outra ponta, as exportações de carne bovina in natura recuaram 19,7%, para US$ 1,21 bilhão. Também apresentaram queda as vendas externas de milho, com redução de 25,3%, açúcar de cana em bruto, que caiu 41,9%, e suco de laranja, com retração de 47,4%.

Em São Paulo, o comportamento da balança comercial foi diferente do registrado no país. As exportações totais do estado alcançaram US$ 6,43 bilhões em agosto, alta de 6,4%, enquanto as importações chegaram a US$ 8,38 bilhões, crescimento de 17,1%.

Com o avanço mais acentuado das compras externas, o déficit da balança comercial paulista aumentou de US$ 1,1 bilhão em agosto de 2025 para US$ 1,9 bilhão no mesmo mês de 2026.

O agronegócio paulista, porém, manteve saldo positivo de US$ 1,6 bilhão. Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, o resultado representa retração de 21,7% na comparação anual.

As exportações paulistas do agronegócio somaram US$ 2,04 bilhões em agosto, queda de 16,6%. O complexo sucroenergético teve forte influência nesse resultado, com retração de 45,0% nas vendas de açúcar de cana em bruto, 21,2% no açúcar refinado e 58,9% no álcool etílico.

Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, nos três produtos a redução do valor exportado ocorreu tanto pela queda das quantidades embarcadas quanto dos preços médios. A menor quantidade comercializada teve maior contribuição para o resultado.

As exportações paulistas de suco de laranja também recuaram, com queda de 58,5%. O estado ainda registrou redução nas vendas externas de carne bovina in natura, de 30,6%, sebo bovino, de 28,0%, e café verde, de 18,8%.

Em sentido contrário, alguns produtos apresentaram forte crescimento nas vendas externas. Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, as exportações paulistas de farelo de soja aumentaram 160,9%, enquanto as de algodão não cardado nem penteado cresceram 136,8%.

As vendas externas de café solúvel avançaram 169,8%, e as de óleo essencial de laranja tiveram alta de 101,6%. De modo geral, o crescimento desses produtos esteve associado principalmente ao aumento das quantidades embarcadas.

Nas importações paulistas de produtos do agronegócio, o movimento também foi de alta. As compras totalizaram US$ 485,5 milhões em agosto, crescimento de 5,6% na comparação anual.

Os salmões ocuparam a primeira posição da pauta de importações, com aumento de 48,4%. Também cresceram as compras de papel, com alta de 14,9%, vestuário e outros produtos de algodão, com 41,8%, trigo, com 46,7%, e leite em pó, com 25,8%.

Segundo dados divulgados pelo Departamento Econômico da Faesp, de modo geral, o avanço das importações esteve associado ao aumento das quantidades adquiridas. No caso dos salmões e do trigo, também houve elevação dos preços médios.

Os resultados de agosto mostram, portanto, comportamentos distintos entre o comércio exterior brasileiro e o paulista. Enquanto o agronegócio nacional ampliou as exportações e o saldo comercial, o setor em São Paulo registrou retração nas vendas externas, embora tenha mantido resultado positivo.

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