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Milho recua com oferta maior no mercado

Na B3, o vencimento maio de 2026 encerrou a R$ 65,23


Na B3, o vencimento maio de 2026 encerrou a R$ 65,23 Na B3, o vencimento maio de 2026 encerrou a R$ 65,23 - Foto: Nadia Borges

O mercado brasileiro de milho registrou baixa nas principais referências, em um cenário de maior oferta esperada, liquidez limitada e compradores cautelosos. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros negociados na B3 fecharam em queda nesta quarta-feira, influenciados pelos dados do USDA que indicaram aumento da safra no Brasil e na Argentina.

Com a perspectiva de maior produção, parte do mercado buscou proteção de preços diante da possibilidade de recuo nas cotações do cereal. A alta do dólar no fim do dia, associada a fatores políticos, foi observada com cautela e não chegou a ser incorporada de forma consolidada aos preços.

Na B3, o vencimento maio de 2026 encerrou a R$ 65,23, com baixa diária de R$ 0,56 e queda semanal de R$ 1,11. Julho de 2026 fechou a R$ 67,10, recuando R$ 1,04 no dia e R$ 0,35 na semana. Setembro de 2026 terminou a R$ 70,20, com perda diária de R$ 0,35 e alta semanal de R$ 0,71.

No Rio Grande do Sul, o mercado local segue com liquidez limitada e negociações pontuais. As indicações variam de R$ 56,00 a R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,12, leve recuo de 0,12% na semana. A menor pressão de venda e a reposição pontual sustentam os preços, mas produtores permanecem seletivos e compradores atuam com cautela.

Em Santa Catarina, o descompasso entre pedidas próximas de R$ 70,00 por saca e ofertas ao redor de R$ 65,00 mantém os negócios travados. No Paraná, a percepção de oferta confortável e a expectativa de segunda safra robusta limitam a reação dos preços, com demanda perto de R$ 60,00 CIF e indicações em torno de R$ 65,00.

Em Mato Grosso do Sul, a ampliação da oferta pressiona as cotações, que variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca. O setor de bioenergia segue como canal relevante de absorção, mas a recuperação dos preços depende de exportações mais firmes e maior demanda interna no segundo semestre.
 

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