Trigo segue vulnerável ao clima no Hemisfério Norte
Nos Estados Unidos, parte do trigo de inverno enfrenta limitações de umidade
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O trigo continua vulnerável às condições climáticas no Hemisfério Norte, mesmo com recuperação moderada no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a seca em áreas produtoras dos Estados Unidos e adversidades em outros países mantêm volatilidade nas cotações.
Nos Estados Unidos, parte do trigo de inverno enfrenta limitações de umidade. Esse quadro sustenta atenção sobre produtividade e qualidade da safra.
Além dos EUA, o relatório cita problemas climáticos em regiões produtoras da Austrália e China. Esses fatores impedem uma leitura plenamente confortável sobre a oferta global.
No Brasil, a dependência da paridade de importação segue elevada durante a entressafra. Com menor disponibilidade interna, os preços domésticos acompanham de perto o custo do trigo importado.
A valorização do real, porém, suaviza parte da pressão externa. Isso limita repasses ao mercado interno, mesmo quando há sustentação nos preços internacionais.
Para o produtor brasileiro, a próxima safra dependerá do equilíbrio entre clima, câmbio e demanda da indústria. Um eventual El Niño pode reduzir risco de geadas severas, mas aumentar problemas de chuva na colheita.