CI

Nematóides em algodoeiro: Causa ou Conseqüência?

Nematóides em algodoeiro: Causa ou Conseqüência?

Nematóides em algodoeiro: Causa ou Conseqüência?

Há três espécies de nematóides que ocorrem com maior freqüência na cultura do algodoeiro: o nematóide das galhas (Meloidogyne incognita), o nematóide reniforme (Rotylenchulus renififormis) e o nematóide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus). Dependendo da densidade populacional, qualquer um deles pode causar danos de grande monta ao algodoeiro, a exemplo do que historicamente ocorreu nos Estados de São Paulo e Paraná.

Se os danos ao algodoeiro são diretamente dependentes da densidade dos nematóides nos solos agrícolas (número de nematóides em determinado volume de solo), é razoável afirmar que toda prática que ajude a aumentar a população desses nematóides no solo é indesejável. Sendo os nematóides fundamentalmente parasitas obrigatórios (organismos que só vivem alimentando-se de raízes de plantas vivas), quanto maior a disponibilidade de sistemas radiculares de plantas suscetíveis no tempo e no espaço, maior será o crescimento das populações no solo. Ou seja, sob esta ótica, altas populações de nematóides nos solo ocorrem como conseqüência do manejo inadequado da propriedade; por exemplo, devido ao cultivo continuado de culturas suscetíveis, tais como o algodoeiro. Por outro lado, os nematóides passam a ser causa de danos ao algodoeiro, quando, pelo manejo inadequado da propriedade, sua população ultrapassar o limite de danos à cultura.

Trabalhos experimentais têm demonstrado que, mesmo estando presentes no solo, os nematóides permanecem em densidades populacionais abaixo do nível de danos, quando há diversificação das atividades na propriedade, a exemplo da rotação de culturas ou da integração lavoura-pecuária.

Com base no exposto, sugere-se que as ações para o controle dos nematóides sejam previstas de forma a evitar que eles atinjam altas populações no solo. Em casos em que, como conseqüência do manejo inadequado da propriedade, os nematóides tenham atingindo populações de danos, todo esforço deverá ser feito para a diminuição das quantidades aos níveis de equilíbrio, ou seja, abaixo do nível de danos. É importante ressaltar que, uma vez atingidas as populações de danos, o retorno às baixas populações é, por vezes, lento e poderá exigir medidas que limitem a rentabilidade da área considerada. É mais um caso em que vale a máxima do conhecimento popular: é melhor prevenir do que remediar!

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7