Spirosul
| Geral | ||
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Nome Técnico:
Enxofre; Espirodiclofeno.
Registro MAPA:
31426
Empresa Registrante:
SML |
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| Composição | ||
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| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Enxofre (Sulfur) | 800 g/kg | |
| Espirodiclofeno | 25 g/kg | |
| Classificação | ||
|---|---|---|
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Técnica de Aplicação:
Terrestre
Classe Agronômica:
Acaricida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Granulado Dispersível (WG)
Modo de Ação:
Não sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não |
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Indicações de Uso
| Citros | Recomendação | Dosagem | Produtos Similares | |
|---|---|---|---|---|
| Brevipalpus phoenicis (Ácaro da leprose) | veja aqui | |||
| Phyllocoptruta oleivora (Ácaro da falsa ferrugem) | veja aqui | |||
| Polyphagotarsonemus latus (Ácaro branco) | veja aqui | |||
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Não Lavável | Saco | Plástico | Flexível | Líquido | 1 e 5 KG |
INSTRUÇÕES DE USO
SPIROSUL é um e acaricida não sistêmico pertencentes aos grupos químicos inorgânico e cetoenol. A mistura de Enxofre e Espirodiclofeno atua com rápida ação via contato e curta persistência.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO
Efetuar inspeções periódicas no pomar, sendo a cada 7 dias no verão e 15 dias no inverno.
Observar frutos, folhas e ramos, utilizando uma lupa com 10 a 12 aumentos. Tratar os talhões com níveis de infestação como os indicados, imediatamente após a constatação: Ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis): Inspecionar frutos, folhas e ramos, principalmente na parte interna da planta. Quando 5% ou mais das partes vistoriadas apresentarem 1 ácaro por cm², efetuar o tratamento. Utilizar a dose mais baixa de 3840 g. p.c./ha para controle de pragas em
área onde as infestações sejam reconhecidamente baixas. A dose maior, 4800 g. p.c./ha deverá ser utilizada para níveis de infestações médios a altos. O volume de calda indicado é de 2000 L/ha. Efetuar no máximo 2 aplicações.
Ácaro-da-falsa-ferrugem (Phyllocoptruta oleivora): Efetuar inspeções periódicas em frutos, folhas e ramos, principalmente na parte externa da planta e iniciar as aplicações quando forem encontrados 20% de frutos ou folhas com presença de ácaro (1 ou mais ácaros por campo visual/1 cm²) ou quando 10% ou mais das partes vistoriadas apresentarem 20 ou mais ácaros por cm².
Utilizar a dose mais baixa de 3840 g p.c./ha para controle de pragas em área onde as infestações sejam reconhecidamente baixas. A dose maior, 4800 g p.c./ha deverá ser utilizada para níveis de infestações médios a altos. O volume de calda indicado é de 2000 L/ha. Efetuar no máximo 2 aplicações.
Ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus): Inspecionar frutos, folhas e ramos e, uma vez constatada a presença do ácaro, efetuar o tratamento. Utilizar a dose mais baixa de 3840 g p.c./ha para controle de pragas em área onde as infestações sejam reconhecidamente baixas. A dose maior, 4800 g p.c./ha deverá ser utilizada para níveis de infestações médios a altos. O volume de calda indicado é de 2000 L/ha. Efetuar no máximo 2 aplicações.
MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO
Para o controle dos ácaros-da-falsa-ferrugem e ácaro-branco, utilizar o equipamento turboatomizador; para o controle do ácaro-da-leprose, utilizar o equipamento tipo pistola. Estas aplicações devem atingir muito bem a parte externa e interna das plantas.
Preparo de Calda: Para o preparo da calda, deve-se utilizar água de boa qualidade, livre de coloides em suspensão (terra, argila ou matéria orgânica), a presença destes pode reduzir a eficácia do produto; O equipamento de pulverização a ser utilizado para a aplicação do SPIROSUL deve estar limpo de resíduos de outro defensivo.
Preencher o tanque do pulverizador com água até a metade de sua capacidade, inserir a dose recomendada do SPIROSUL, completar a capacidade do reservatório do pulverizador com água, mantendo sempre o sistema em agitação e retorno ligado durante todo o processo de preparo e pulverização para manter homogênea a calda de pulverização.
Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo após sua preparação.
Na ocorrência de algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação.
Equipamento de aplicação:
Aplicação Terrestre: Utilizar pulverizadores estacionários munidos de mangueiras ou turboatomizadores.
Equipamento estacionário manual (barra ou pistola):
Utilizar pulverizador estacionário munido de barra com ponta de pulverização do tipo leque (jato plano) ou com pistola com gatilho de abertura e fechamento dotado de ponta de pulverização hidráulica e
calibrar o equipamento para que a cada acionamento do gatilho, a vazão seja constante.
Manter velocidade de deslocamento constante de modo que não se prejudique a condição da formação das gotas e mantenha o mesmo volume de calda em toda a área tratada.
Realizar movimentos uniformes com a barra ou pistola evitando sobreposições, deriva ou concentração de calda em um único ponto gerando assim, escorrimento e desperdício da calda.
Hidropneumáticos (Turbo-atomizadores):
Utilizar pulverizador tratorizado montado, semi-montado ou de arrasto, dotado de ponta do tipo cone vazio com espaçamento entre pontas determinado pelo fabricante. As pontas devem ser direcionadas para o alvo, as pontas superiores e inferiores podem ser desligados para que não seja feita a pulverização no solo ou acima do topo da cultura, além do emprego de pontas com perfil de gotas variando entre grossa e muito grossa nas posições superiores, a fim de evitar a perda dessas gotas por deriva.
A regulagem do ventilador deve oferecer energia suficiente para que as gotas sejam impulsionadas para o interior do dossel da cultura, conferindo a melhor cobertura no interior da estrutura da planta.
O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas.
Recomendações gerais para evitar deriva:
- Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental.
- Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
- O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização (independente dos equipamentos utilizados para a pulverização, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura).
- O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar. Evitar a deriva é responsabilidade do aplicador.
Diâmetro das gotas:
- A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar com o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle, ou seja, de média a grossa.
- A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado, condições meteorológicas, estádio de desenvolvimento da cultura, entre outros devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando-se gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições desfavoráveis.
Técnicas gerais para o controle do diâmetro de gotas:
- Volume: use pontas de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível considerando suas necessidades práticas. Pontas com vazão maior produzem gotas maiores.
- Pressão: use a menor pressão indicada para a ponta. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração através das folhas da cultura. Quando maiores volumes forem
necessários, use pontas de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.
- Tipo de Ponta: use o modelo de ponta apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria das pontas, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de pontas de baixa deriva.
- O equipamento de aplicação deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de desgaste e vazamentos.
Ventos:
- A aplicação aérea deve ser realizada quando a velocidade do vento for superior a 3,0 km/h e não ultrapassar 10 km/h.
Temperatura e Umidade:
- Aplicação aérea deve ser feita quando a temperatura for inferior a 30°C e quando a umidade relativa do ar for superior à 55%.
- Em condições de clima quente e seco regule o equipamento para produzir gotas maiores a fim de evitar a evaporação.
Inversão térmica:
- O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral.
Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr do sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser identificada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que se a fumaça for rapidamente dispersa e com movimento ascendente, há indicação de um bom
movimento vertical de ar.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO
Pode existir risco de fitotoxicidade nas seguintes situações:
• Algumas espécies ou variedades de plantas podem ser sensíveis ao produto;
• O produto não deve ser aplicado durante o período de floração;
• Em temperaturas acima de 30ºC, usar a menor dose recomendada ou suspender o tratamento.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Incluir outros métodos de controle de pragas (ex.: controle cultural, biológico etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.
• Qualquer agente de controle de ácaros pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se a praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas - IRAC-BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência, visando prolongar a vida útil dos acaricidas/inseticidas:
• O uso sucessivo de acaricidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de ácaros resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
• Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos acaricidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de acaricidas com mecanismos de ação distintos do Grupo UN para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
GRUPO UN ACARICIDA
• Adotar outras práticas de redução da população de ácaros, seguindo as boas práticas agrícolas tais como, rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis etc.;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos acaricidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em acaricidas no controle de ácaros devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Entomológica do Brasil (SEB: https://www.seb.org.br), ao Comitê de Ação à Resistência de Inseticidas (IRAC-BR: https://www.irac-br.org) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).
• A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
• Para manter a eficácia e longevidade do SPIROSUL como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as estratégias recomendadas.