Quem nunca precisou de um táxi, mototáxi ou transporte por aplicativo? Ou pediu uma pizza no conforto de casa, um remédio na farmácia ou alguma coisa comprada pela internet?
A impressão que tenho é que motorista é a profissão do momento. Tem carro, moto e caminhão por todo lado... e todos eles precisam de um piloto!
Difícil está sendo encontrar pedreiro, pintor, marceneiro, encanador...
Estava assistindo a uma matéria na TV sobre os carros autônomos, pilotados por inteligência artificial. Parece algo distante? Mas não é.
Algumas cidades americanas já contam com serviços de robotáxi operando comercialmente, sem motorista. E isso talvez seja apenas o começo.
E no agro?
Quem frequenta as grandes feiras do setor já percebeu que essa revolução está acontecendo em ritmo acelerado. Falamos de tratores e colheitadeiras autônomas, orientados por GPS de precisão e capazes de operar sem ninguém na cabine; drones de pulverização guiados por visão computacional; e até caminhões e equipamentos de transbordo desenvolvidos para trabalhar de forma autônoma.
Não dá para saber até onde essa tecnologia vai chegar. Mas gostaria de trazer uma reflexão:
Admitindo que ela evolua a ponto de concentrar boa parte do transporte em veículos autônomos, que profissão terão, no futuro próximo, os motoristas de hoje?
Talvez assistamos a uma migração desses profissionais para os serviços e ofícios manuais — aqueles que a robótica ainda encontra dificuldade para substituir.
Também haverá espaço para aqueles que necessitam de presença humana, empatia e cuidado, como o transporte escolar.
Essas coisas não acontecem de um dia para o outro. Como isso vai afetar nossas rotinas? Quais profissões vão desaparecer, quais vão surgir e quais simplesmente vão mudar?
Não sabemos.
Mas uma coisa parece certa: a largada foi dada.
Talvez a grande questão não seja saber onde a inteligência artificial vai chegar, mas onde estaremos posicionados quando a corrida começar a ganhar velocidade.
Um forte abraço!