- É fácil para as Américas e para a Europa contribuírem para a garantia da segurança alimentar de toda a humanidade. Basta, nos próximos cinco anos, aumentarem em cerca de 800 milhões de toneladas a sua produção anual de grãos.
Fazer isto, é quase um esforço natural de aproveitamento das condições já estruturadas de desenvolvimento das economias agrícolas dos países membros dos dois continentes.
Suplementariam as necessidades asiáticas e africanas. China e Índia que, juntas, tem 1 bilhão de camponeses carentes destes ocidentais grãos salvadores, adquiriram um estágio de desenvolvimento econômico, onde suas indústrias e serviços podem dar o respaldo capaz de proporcionar esta conquista alimentar subsidiada.
Da mesma forma, os povos africanos carentes podem ser assistidos e garantidos pelos grãos suplementares da Europa e das Américas. E, não seria um auxílio caridoso, os africanos pagariam com a produção de energia renovável – oriunda, principalmente, da cana e da lenha, graças à fartura de terras e do clima favorável à produção de energia através dos vegetais.
Essa oportunidade de produção abundante de energia renovável biocombustiva, recém desenvolvida e em desenvolvimento, pelas economias dos povos e países intertropicais, é que, de repente, (revelada nesta segunda metade de década, pelo encarecimento do barril de petróleo,) traz a clareza sobre a questão agrícola, ainda sob os impasses dos problemas dos subsídios e do protecionismo e do liberalismo comercial agrícola.