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Cochonilha no algodão: quando controle químico é necessário

Avanço da infestação e risco para maçãs devem orientar a decisão


Foto: Pixabay

A presença de cochonilha no algodão não deve levar automaticamente ao uso de Inseticidas. O controle químico precisa ser definido a partir do monitoramento da lavoura, considerando o avanço da infestação, o estágio da cultura e o risco de prejuízo econômico.

A cochonilha se alimenta da seiva da planta e pode reduzir o vigor do algodoeiro. A praga também libera uma substância açucarada, chamada melada, que favorece o surgimento de fumagina, uma camada escura que pode prejudicar a fotossíntese, a abertura das maçãs e a qualidade da fibra.

O acompanhamento deve começar ainda na fase vegetativa e se intensificar com o início da frutificação. Ramos, folhas, hastes, botões, flores e maçãs devem ser avaliados para identificar colônias, presença de melada e sinais de fumagina.

O sinal de maior atenção ocorre quando a infestação deixa de estar restrita a poucos focos e passa a atingir estruturas reprodutivas. O aumento de plantas atacadas de uma semana para outra e a presença de melada nas maçãs também indicam maior risco.

Quando o controle químico for necessário, devem ser utilizados produtos registrados para a cultura e para a praga, com tecnologia de aplicação adequada e rotação de modos de ação. O tratamento deve ser seguido de novo monitoramento para avaliar a eficiência do controle.

O manejo também inclui eliminação de tigueras, rotação de culturas, equilíbrio da adubação e preservação de inimigos naturais. Toda aplicação deve seguir rótulo, bula, receituário agronômico e orientação de profissional habilitado.

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