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Maio: clima e possíveis impactos no campo

Chuvas e calor vão impactar lavouras de milho, algodão e pastagens em maio


Foto: Pixabay

A previsão climática para maio de 2026 indica volumes de chuva acima da média em áreas das regiões Norte e Nordeste, enquanto outras localidades devem registrar precipitações abaixo do padrão histórico para o período. As informações constam em boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

Para a Região Norte, o Instituto Nacional de Meteorologia informa que “são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima, centro-sudeste do Tocantins, centro do Acre e em todo o Amapá”. Por outro lado, “são previstos volumes abaixo da média no centro-oeste do Amazonas e centro-norte de Roraima”.

Em relação à Região Nordeste, o órgão aponta que “é prevista chuva acima da média em todos os estados”, com destaque para o litoral de Alagoas e Sergipe, onde são esperados maiores desvios positivos. O boletim acrescenta que “a previsão indica volumes de chuva próximos à climatologia em quase toda a Bahia, exceto no nordeste do estado, onde há possibilidade de chuva acima da média”. Para a Região Centro-Oeste, o Instituto Nacional de Meteorologia destaca que “a previsão indica chuva abaixo da média no centro-sul do Mato Grosso do Sul e extremo sudoeste do Mato Grosso”, enquanto nas demais áreas predominam volumes próximos à média histórica do mês.

Na Região Sudeste, o prognóstico aponta que “volumes abaixo da média” devem ocorrer no centro-sul de Minas Gerais, centro-leste de São Paulo, extremo sul do Espírito Santo e porções do Rio de Janeiro. Nas demais áreas, a tendência é de chuva próxima à climatologia. Para a Região Sul, o instituto informa que “a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul”, ao passo que “para todo o Paraná e o centro-leste de Santa Catarina é prevista chuva abaixo da média”.

Em relação às temperaturas, o Instituto Nacional de Meteorologia projeta valores acima da média em grande parte do país, com maior intensidade na faixa centro-norte.

Na Região Norte, “predominam temperaturas acima da média de maio”, com desvios em torno de 0,6 °C, enquanto áreas do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Pará devem registrar valores próximos à média. No Nordeste, a previsão indica temperaturas até 1 °C acima da média em estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além do MATOPIBA, enquanto o restante da região deve manter padrões próximos à climatologia. Para o Centro-Oeste, o prognóstico aponta temperaturas até 1 °C acima da média em grande parte de Goiás, Mato Grosso e centro-oeste de Mato Grosso do Sul.

No Sudeste, as temperaturas devem ficar acima da média em Minas Gerais, enquanto áreas do extremo sul de São Paulo, centro do Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo podem registrar valores abaixo da média. Na Região Sul, o instituto prevê temperaturas acima da média no centro-oeste do Paraná e abaixo da média no sul do Rio Grande do Sul, com as demais áreas próximas ao padrão histórico.

No campo, o Instituto Nacional de Meteorologia avalia que, na Região Norte, “a previsão de volumes de chuva próximos ou acima da média, associada a temperaturas do ar acima da média, deve continuar favorecendo a manutenção dos estoques de água no solo”, o que beneficia culturas como o milho segunda safra e pastagens, embora aumente o risco de doenças em cultivos como cacau e banana.

Na Região Nordeste, o cenário de chuvas dentro ou acima da média, aliado a temperaturas elevadas, tende a manter a umidade do solo em áreas do Maranhão, Piauí e Bahia, favorecendo lavouras de algodão e milho segunda safra, mas com possibilidade de aumento de doenças fúngicas e dificuldades nas operações de manejo.

Para o Centro-Oeste, a combinação de chuvas próximas ou abaixo da média e temperaturas elevadas pode reduzir a umidade do solo e provocar déficit hídrico, com impactos sobre o algodão e as pastagens, enquanto áreas do norte de Mato Grosso podem enfrentar dificuldades na colheita de arroz devido a volumes acima da média.

No Sudeste, o cenário de chuvas abaixo ou próximas da média e temperaturas elevadas tende a reduzir a umidade do solo, podendo afetar culturas de segunda safra, café e citros, embora favoreça as operações de colheita e manejo.

Já na Região Sul, o instituto indica que a redução das chuvas no Paraná e em parte de Santa Catarina pode prejudicar a implantação das lavouras de inverno e o desenvolvimento do milho segunda safra, enquanto no Rio Grande do Sul a previsão de chuvas acima da média tende a favorecer a disponibilidade hídrica, mas pode dificultar operações de campo e elevar o risco de doenças.

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