Entidades comemoram isenção do café brasileiro em tarifa dos EUA
Café brasileiro escapa de nova tarifa nos EUA
Foto: Divulgação
As entidades representativas da cadeia cafeeira brasileira comemoraram a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o café brasileiro da lista de produtos sujeitos à tarifa adicional de 25%. O anúncio foi feito na noite de 15 de julho pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e encerra uma mobilização iniciada após o primeiro anúncio de sobretaxas, em 2025, e reforçada durante audiências públicas realizadas nos dias 6 e 7 de julho. A medida beneficia tanto o café verde quanto os produtos industrializados, incluindo o café solúvel.
Em comunicado conjunto, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informaram que a atuação coordenada com a National Coffee Association (NCA) e o apoio dos importadores norte-americanos garantiram dois resultados considerados estratégicos. Segundo as entidades, houve a manutenção dos cafés que já figuravam na lista de exceção da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, além da ampliação dessa lista para incluir o café solúvel não aromatizado.
As entidades destacaram que a decisão assegura que o café verde, o café solúvel e os demais produtos industrializados do Brasil permaneçam fora da aplicação da tarifa adicional de 25% sobre as exportações destinadas ao mercado norte-americano.
“Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café – na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial – e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos”, afirmam Abic, Abics e Cecafé no comunicado.
Apesar do resultado, as entidades alertam que ainda existe uma segunda investigação em andamento no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o comunicado, esse processo pode resultar em uma nova proposta de tarifa de 12,5% sobre o café brasileiro.
Diante desse cenário, Abic, Abics e Cecafé afirmam que continuarão acompanhando as negociações e defendendo os interesses da cadeia cafeeira brasileira. “Seguiremos em permanente trabalho de representação da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil em todo o mundo, de maneira que os interesses de todos os atores da cadeia produtiva sejam defendidos e contemplados”, concluem as entidades.