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Açúcar fica estável em NY, enquanto etanol reage

A movimentação refletiu um mercado em compasso de espera


A movimentação refletiu um mercado em compasso de espera A movimentação refletiu um mercado em compasso de espera - Foto: Pixabay

O mercado internacional de açúcar encerrou a semana praticamente estável, em meio a operações limitadas, dólar forte e incertezas sobre o clima na Índia. Segundo análise da StoneX, o contrato NY #11 registrou alta marginal de 8 pontos no período, negociado em intervalo estreito entre USc 14,00 e USc 14,70/lb.

A movimentação refletiu um mercado em compasso de espera, especialmente diante do início oficial das monções indianas, fator considerado relevante para as projeções de oferta da safra 2026/27. Além disso, o feriado de Corpus Christi reduziu o fluxo de vendedores brasileiros, contribuindo para a menor liquidez nas negociações.

No ambiente macroeconômico, a retração do petróleo Brent para a faixa de US$ 93 por barril pressionou o complexo de commodities agrícolas e favoreceu quedas intradiárias no açúcar bruto. Por outro lado, a desvalorização do real elevou as cotações do açúcar em moeda brasileira em 3,4%, para a região de R$ 1.660 por tonelada, o que acabou desestimulando vendas voltadas à exportação.

No mercado do açúcar refinado, o contrato LDN #5 avançou 2% na semana, encerrando o período em US$ 446,9 por tonelada. O white premium de curto prazo, em aceleração desde março, segue no radar como possível fator de suporte ao açúcar bruto nas próximas semanas, embora a recente acomodação do Brent levante dúvidas sobre a sustentação desse diferencial.

Já no mercado de etanol, o hidratado base Ribeirão Preto fechou a semana em alta de 2,6%, cotado a R$ 2,79 por litro. Após iniciar o período em queda, o biocombustível recuperou preços ao longo dos dias, impulsionado pela maior participação de grandes distribuidoras no mercado spot antes do feriado.

Mesmo com a reação nos preços, os estoques totais de etanol chegaram a 3,1 milhões de metros cúbicos na segunda quinzena de maio, alta de 29,8% frente à quinzena anterior e 63% acima do mesmo período da safra 2025/26. O avanço foi observado tanto no hidratado quanto no anidro, refletindo a intensificação da moagem no Centro-Sul e a pressão estrutural de oferta neste início de ciclo.

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