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Mercado de açúcar recua com pressão da oferta

Nesta semana, os preços do açúcar apresentaram movimento predominantemente baixista


Nesta semana, os preços do açúcar apresentaram movimento predominantemente baixista Nesta semana, os preços do açúcar apresentaram movimento predominantemente baixista - Foto: Pixabay

O mercado de commodities energéticas e agrícolas atravessa um período de ajustes, marcado por pressões de oferta e mudanças nas relações de preços entre produtos substitutos. Dados divulgados pela StoneX indicam que o açúcar segue em trajetória de queda, enquanto o etanol perde competitividade frente à gasolina no principal mercado consumidor do país.

Nesta semana, os preços do açúcar apresentaram movimento predominantemente baixista, com o contrato maio/26 em Nova Iorque acumulando desvalorização e encerrando próximo de US¢ 15,00 por libra-peso. Mesmo com tentativas pontuais de recuperação ao longo dos pregões, o mercado perdeu força e operou em queda durante todo o período. O cenário foi influenciado principalmente pela ampla oferta global, com destaque para a produção robusta na Tailândia, que mantém os fluxos comerciais em níveis confortáveis.

Além disso, a correção nos preços do petróleo ao longo da semana reduziu o suporte indireto ao açúcar por meio do etanol, contribuindo para o viés negativo das cotações. Ainda que o mercado energético tenha registrado momentos de alta, o adoçante não reagiu, refletindo um ambiente de curto prazo marcado por excesso de oferta e menor interesse comprador.

No segmento de combustíveis, a paridade entre etanol hidratado e gasolina comum voltou a cair no estado de São Paulo, conforme dados da ANP. A relação atingiu 64,8% após recuo de três pontos percentuais entre os dias 29 de março e 4 de abril. No período, a gasolina registrou alta de R$ 0,28 por litro, chegando a R$ 6,97 na média estadual.

Desde o fim de fevereiro, quando teve início a Guerra no Irã, o combustível acumula aumento de 71 centavos por litro. O avanço nos preços da gasolina tem alterado a competitividade relativa entre os combustíveis, pressionando o etanol e reforçando o movimento de queda na paridade.
 

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