Óleos vegetais fecham semana em queda
A partir de quinta-feira, porém, o mercado passou por uma realização de lucros
A partir de quinta-feira, porém, o mercado passou por uma realização de lucros - Foto: United Soybean Board
Os mercados de óleos vegetais encerraram a semana com perdas, depois de registrarem forte valorização nos primeiros dias e alcançarem níveis que não eram vistos há vários anos. Segundo análise da StoneX, tanto o óleo de soja negociado em Chicago quanto o óleo de palma na Malásia foram pressionados no fim do período por movimentos de realização de lucros e por fatores ligados à oferta.
Na semana encerrada em 5 de junho, o contrato de julho do óleo de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) chegou a avançar de forma significativa. Na sessão de segunda-feira, a cotação atingiu US¢ 79,09 por libra-peso, o maior patamar desde junho de 2022. O movimento foi sustentado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo ambiente regulatório considerado favorável aos biocombustíveis americanos, cenário que deu suporte às cotações no início da semana.
A partir de quinta-feira, porém, o mercado passou por uma realização de lucros mais intensa. O contrato recuou 3,1%, para US¢ 76,29 por libra-peso, e terminou a sexta-feira em torno de US¢ 74,12 por libra-peso, acumulando desvalorização de 4,6% em relação aos níveis observados anteriormente.
No mercado de óleo de palma, o comportamento foi misto ao longo da semana. A quarta-feira foi marcada por uma alta de 2,43%, levando o contrato de agosto negociado na Bursa a US$ 1.172 por tonelada. O avanço ocorreu com a retomada dos negócios após o feriado nacional na Malásia. Já na sexta-feira, parte dos ganhos foi devolvida. O contrato de agosto encerrou a US$ 1.131 por tonelada, com queda de 1,4%, pressionado pela expansão dos estoques malaios.