Balança comercial tem superávit de US$ 2,52 bilhões
Soja e algodão ajudam a elevar exportações em agosto
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As exportações brasileiras cresceram 32,2% na primeira semana de agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, e alcançaram US$ 9,30 bilhões. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o resultado, combinado ao avanço de 20,7% das importações, levou o superávit da balança comercial a US$ 2,52 bilhões, alta de 77,3%.
Os dados foram divulgados pelo MDIC nesta segunda-feira (10/8), na primeira atualização da balança comercial de agosto. A corrente de comércio também cresceu 27,1% e chegou a US$ 16,08 bilhões.
Segundo dados divulgados pelo MDIC, a Agropecuária registrou crescimento de 22,9% nas exportações na primeira semana de agosto, com US$ 1,94 bilhão. A Indústria Extrativa apresentou avanço de 53,3%, alcançando US$ 2,62 bilhões. Já a Indústria de Transformação cresceu 27%, com US$ 4,71 bilhões em vendas externas. Na Agropecuária, entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão o café não torrado, com alta de 23,2%, a soja, com crescimento de 30%, e o algodão em bruto, que avançou 80,9%.
Na Indústria Extrativa, destacaram-se os minérios de Cobre e seus concentrados, com alta de 622,6%, os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus, com crescimento de 44,3%, e o minério de Ferro e seus concentrados, com avanço de 4%. Já na Indústria de Transformação, as vendas de carnes de aves e suas miudezas comestíveis cresceram 92,5%. Os embarques de farelos de soja e outros alimentos para animais aumentaram 111,2%, enquanto os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos avançaram 78,4%.
Apesar do crescimento geral, alguns produtos tiveram redução nas exportações. Na Agropecuária, o milho não moído caiu 11,2%, o tabaco em bruto recuou 93,1% e as sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 15%.
Na Indústria Extrativa, as exportações de fertilizantes brutos recuaram 23%, enquanto pedra, areia e cascalho tiveram queda de 63,6%. Entre os produtos da Indústria de Transformação, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caiu 9,3%. As vendas de açúcares e melaços recuaram 32,9%, enquanto ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas diminuíram 50,9%.
Segundo dados divulgados pelo MDIC, as importações somaram US$ 6,78 bilhões na primeira semana de agosto, alta de 20,7% em relação ao mesmo período de 2025. A Agropecuária registrou crescimento de 2%, com US$ 0,11 bilhão em compras externas. A Indústria Extrativa recuou 19,2%, para US$ 0,34 bilhão, enquanto a Indústria de Transformação avançou 24,8%, para US$ 6,32 bilhões.
Entre os produtos agropecuários, as importações de cevada não moída cresceram 168,6%, enquanto as compras de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado avançaram 18,9%. O trigo e centeio não moídos tiveram alta de 12,2%.
Na Indústria Extrativa, as compras de minério de ferro e seus concentrados registraram alta de 13.833.503,7%. Também cresceram as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base, com avanço de 19,4%, e de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus, com alta de 39,8%.
Na Indústria de Transformação, os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos cresceram 128,9%. As importações de medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários, aumentaram 86,9%, enquanto válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores avançaram 73,8%. No acumulado de janeiro até a primeira semana de agosto de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 227,85 bilhões, crescimento de 10,9% ante o mesmo período de 2025.
Segundo dados divulgados pelo MDIC, as importações alcançaram US$ 176,29 bilhões, alta de 5,9%. Com isso, o superávit da balança comercial chegou a US$ 51,56 bilhões, avanço de 32,2%. A corrente de comércio acumulada atingiu US$ 404,15 bilhões, aumento de 8,6% na comparação com o período correspondente de 2025.