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Diesel mais caro: atenção ao consumo de combustível nas máquinas agrícolas

Manutenção preventiva ajuda a controlar o consumo de combustível


Foto: Pixabay

A alta do preço do diesel pressiona os custos da produção agrícola e reforça a importância de controlar o consumo de combustível durante a safra. Com o avanço das operações de plantio em diferentes regiões do Brasil, planejamento, manutenção preventiva, condução adequada e tecnologia podem ajudar os produtores a evitar desperdícios e melhorar a eficiência das máquinas.

O diesel está entre os principais custos das operações mecanizadas, e o consumo varia conforme a atividade realizada, as condições do terreno, a regulagem da máquina, a tecnologia embarcada e a forma de condução do equipamento.

Segundo Edison Souza, gerente comercial de Pós-Vendas da AGCO América Latina, algumas medidas permitem aproveitar melhor cada litro de combustível e reduzir desperdícios durante o trabalho no campo.

Organizar a sequência das operações ajuda a evitar deslocamentos desnecessários. O uso do piloto automático, por exemplo, orienta a máquina ao longo das linhas de plantio, reduz passadas sobrepostas e contribui para melhorar a eficiência do consumo.

Também é importante definir previamente os talhões, os trajetos e os pontos de abastecimento. A escolha da velocidade e da configuração da máquina deve levar em conta o tipo de atividade, as condições do solo e a demanda de potência.

A conservação dos filtros, do sistema de injeção, dos pneus e dos componentes do motor influencia diretamente o desempenho das máquinas agrícolas. A manutenção preventiva permite identificar problemas antes que provoquem perda de potência ou aumento do consumo de diesel.

A qualidade do combustível e as condições de armazenamento também exigem atenção. No Brasil, a adição de 15% de biodiesel ao diesel reforça a importância dos cuidados com a conservação e o armazenamento do produto.

O uso de aditivos e bactericidas, conforme as recomendações técnicas aplicáveis, também é apontado como uma medida importante para preservar a qualidade do combustível e o funcionamento do motor. A presença de água e impurezas no sistema pode comprometer componentes e prejudicar o desempenho da máquina. Por isso, o abastecimento deve ocorrer em estruturas adequadas, com os cuidados recomendados pelo fabricante.

A forma como o operador conduz o equipamento também interfere no consumo ao longo da jornada. Trabalhar na faixa de rotação adequada, selecionar corretamente a marcha ou a configuração da transmissão e evitar acelerações desnecessárias são medidas que ajudam a utilizar a potência disponível de maneira mais eficiente.

Nos deslocamentos para transporte, a velocidade deve ser compatível com as condições da via e da carga. Sempre que possível, evitar exigências desnecessárias do motor contribui para reduzir o consumo de combustível.

O monitoramento do consumo ajuda a avaliar o desempenho das máquinas durante as operações. Sistemas de telemetria e gestão de equipamentos podem reunir informações sobre horas trabalhadas, consumo de combustível e rendimento, facilitando a identificação de desvios e de oportunidades de melhoria. “Para o produtor, acompanhar o consumo durante a safra ajuda a identificar desperdícios e tomar decisões sobre manutenção, condução e planejamento. Em períodos de preços mais altos, cada hora de trabalho e cada litro de diesel utilizado ganham peso na conta da operação”, ressalta Souza.

O acompanhamento desses indicadores permite avaliar como as decisões operacionais afetam os custos e auxilia no planejamento das atividades ao longo da safra.

Além dos cuidados operacionais, a tecnologia empregada nas máquinas agrícolas pode contribuir para reduzir o consumo de combustível. Sistemas inteligentes de transmissão ajustam o funcionamento do motor à carga exigida, buscando manter o desempenho necessário com menor consumo e desgaste dos componentes.

Um exemplo citado pela AGCO é o trator MF 8S, da Massey Ferguson, equipado com transmissão Dyna-VT. Em testes comparativos realizados em condições reais de campo, durante uma operação de plantio direto com implementos de 18 linhas, o equipamento registrou consumo de 24,19 litros por hora, ante 33,75 litros por hora do modelo utilizado como referência.

A diferença corresponde a uma redução de 28,33% no consumo por hora, conforme os resultados apresentados pela empresa para as condições avaliadas. “A eficiência energética se consolida como um dos principais critérios técnicos na escolha do maquinário agrícola pelo produtor. Reduzir o consumo de combustível sem comprometer o desempenho das operações contribui para melhorar o aproveitamento dos recursos e dar maior previsibilidade aos custos da atividade”, explica Souza.

Com o diesel mais caro, combinar planejamento, manutenção, condução adequada e monitoramento do desempenho torna-se uma estratégia importante para controlar os custos das operações mecanizadas. A escolha de máquinas eficientes também pode contribuir para melhorar o aproveitamento do combustível durante a safra.

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