Milho sobe com apoio do dólar e mercado externo
No fechamento, setembro de 2026 ficou em R$ 70,33
No fechamento, setembro de 2026 ficou em R$ 70,33 - Foto: Canva
O mercado de milho encerrou a quarta-feira em alta, apoiado pelo avanço das cotações internacionais e pela valorização do dólar, embora a pressão da colheita da safrinha tenha limitado um movimento mais forte. Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre câmbio e mercado externo sustentou os contratos futuros na B3, enquanto a maior oferta doméstica manteve os ganhos mais moderados.
No fechamento, setembro de 2026 ficou em R$ 70,33, alta de R$ 0,52 no dia e de R$ 2,00 na semana. Novembro encerrou a R$ 75,35, com avanço diário de R$ 0,65 e semanal de R$ 2,37. Janeiro de 2027 fechou em R$ 77,64, alta de R$ 0,51 no dia e de R$ 1,37 na semana. O mercado também acompanha a demanda internacional, diante da expectativa de aumento de até 27% na necessidade de milho pela Europa e dos problemas logísticos enfrentados pela Ucrânia.
No Rio Grande do Sul, os negócios seguem pontuais, com indicações entre R$ 58,00 e R$ 63,00 por saca e média estadual de R$ 59,26, avanço semanal de 0,54%. A melhora das exportações no início de agosto aumenta a importância da demanda externa, apesar de os embarques ainda ficarem abaixo do mesmo período de 2025.
Em Santa Catarina, as referências seguem próximas de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00. No Paraná, compradores também atuam com cautela, com indicações perto de R$ 60,00 e demanda ao redor de R$ 55,00 CIF. Já em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, com a indústria de bioenergia absorvendo parte da oferta. Em todos esses mercados, as compras seguem concentradas em reposições e volumes pontuais, enquanto vendedores aguardam melhores condições.