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Novo inseticida aposta no controle rápido de pragas

UPL aposta em nova formulação


Foto: Divulgação

O controle de pragas em diferentes sistemas de produção é o foco do novo inseticida Sucessor, apresentado pela UPL Brasil para as culturas de soja, milho e algodão. O lançamento utiliza a tecnologia de formulação Blast, desenvolvida para combinar dois ingredientes ativos, e tem como principal característica, segundo a companhia, a rapidez de ação contra insetos como percevejos e o bicudo-do-algodoeiro.

De acordo com Leandro Valerim, gerente de inseticidas da UPL Brasil, o Sucessor representa o principal lançamento da empresa nesta safra. A proposta é oferecer uma alternativa para produtores que precisam controlar diferentes pragas ao longo do ciclo produtivo, especialmente em propriedades que trabalham com mais de uma cultura.

Entre os diferenciais apresentados pela companhia está o chamado efeito de choque extremo, associado à velocidade de controle dos insetos. Segundo Valerim, estudos conduzidos durante o desenvolvimento do produto registraram ação em poucos minutos contra determinadas pragas. A eliminação dos insetos avaliados ocorreu, em média, entre 30 minutos e uma hora. A empresa também atribui ao produto um efeito residual prolongado, que busca ampliar o período de controle após a aplicação.

A tecnologia Blast é um dos principais componentes do desenvolvimento do Sucessor. Sua função é permitir a combinação de ingredientes ativos que apresentam dificuldades de compatibilidade quando utilizados em uma mesma formulação.

Conforme explica Valerim, a tecnologia utiliza coformulantes desenvolvidos para condições de agricultura tropical, favorecendo a interação entre as duas moléculas do inseticida. Na avaliação do gerente, essa característica contribui para melhorar a distribuição dos ingredientes ativos sobre as folhas e aumentar a persistência da ação, com o objetivo de manter a consistência do controle em diferentes ambientes de produção.

A empresa considera essa adaptação importante porque as condições climáticas e as características das lavouras variam entre as regiões produtoras brasileiras.
Segundo a UPL, a combinação entre rapidez de ação e efeito residual também pode contribuir para reduzir a necessidade de novas aplicações e a velocidade de reinfestação das áreas tratadas.

A possibilidade de utilização em soja, milho e algodão é outro aspecto destacado pela companhia. Valerim explica que o desenvolvimento considerou produtores que cultivam diferentes espécies ao longo do ano e precisam organizar o manejo fitossanitário de acordo com os desafios de cada lavoura.

Na soja, o Sucessor é direcionado ao controle do complexo de percevejos, incluindo o percevejo-marrom. No milho, os alvos incluem o percevejo-barriga-verde e a cigarrinha-do-milho. Para o algodão, a proposta contempla o bicudo-do-algodoeiro.

O gerente diz que a abrangência do produto pode facilitar o planejamento do manejo em propriedades com diferentes sistemas produtivos.

O lançamento é resultado de um processo de pesquisa e desenvolvimento que, segundo a empresa, ultrapassou dez anos. Durante esse período, foram realizados estudos e avaliações em diferentes regiões do Brasil.

Entre os pesquisadores envolvidos está Geraldo Papa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O desempenho do Sucessor nos ensaios foi comparável ao de inseticidas utilizados como referência no controle de percevejos e do bicudo-do-algodoeiro.

Agricultores participam do desenvolvimento de soluções

Além das características técnicas do inseticida, a UPL relaciona o lançamento à estratégia de identificar demandas diretamente no campo.
Robison Serafim, CMO da UPL Brasil, explica que o desenvolvimento de novas tecnologias começa pela escuta de agricultores, distribuidores e cooperativas em diferentes regiões do país.

Segundo o executivo, esse contato permite compreender as necessidades específicas de cada sistema produtivo e direcionar os esforços de pesquisa para problemas identificados pelos próprios produtores.

A partir dessas informações, a companhia desenvolve tecnologias e realiza testes em diferentes regiões brasileiras, buscando adaptar as formulações às condições encontradas nas lavouras.

Na avaliação de Serafim, o Sucessor representa a aplicação desse modelo de desenvolvimento, que procura aproximar as demandas dos agricultores das pesquisas conduzidas pela empresa.

Adaptação às condições climáticas

A diversidade das condições ambientais brasileiras também foi considerada no desenvolvimento do inseticida, conforme explica Valerim.

O gerente destaca que a agricultura enfrenta variações climáticas capazes de influenciar as condições de produção e menciona a preocupação com os possíveis efeitos do El Niño e do estresse climático nesta safra.

Nesse cenário, a UPL afirma buscar formulações que apresentem estabilidade e mantenham o desempenho em diferentes condições de campo.

Para Valerim, a tecnologia Blast integra essa estratégia ao favorecer o aproveitamento dos ingredientes ativos e a consistência da ação do produto.

A companhia pretende posicionar o Sucessor como uma alternativa para o manejo de pragas em sistemas de produção que envolvem soja, milho e algodão, reunindo em uma mesma formulação características de velocidade de ação, persistência e adaptação às condições tropicais.

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