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Óleo de soja sustenta complexo, mas pressão pode aumentar

Alta do petróleo e biocombustíveis puxou preços em abril


Foto: United Soybean Board

O farelo e óleo de soja tiveram abril positivo, com destaque para a valorização do óleo no mercado internacional. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o óleo foi o principal vetor de sustentação do complexo soja em Chicago.

Na CBOT, a média do óleo de soja subiu 6% ante março, para 69,7 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi impulsionado pela valorização do petróleo e pela expectativa de demanda firme do setor de biocombustíveis nos Estados Unidos. No Brasil, o óleo acompanhou o viés externo. No Mato Grosso, a média subiu 4% em abril, alcançando R$ 6.066 por tonelada. A valorização do real, porém, atuou como fator moderador dos preços internos.

O farelo também avançou. Em Chicago, a média de abril chegou a US$ 325 por tonelada, alta de 2,4% sobre março. Foi a terceira alta mensal consecutiva, mesmo em ambiente de ampla disponibilidade global. Em Rondonópolis, o farelo subiu 6%, para R$ 1.585 por tonelada. A

sustentação veio da demanda firme e da valorização externa, apesar do conforto no balanço global de oferta e demanda. Para as próximas semanas, o relatório aponta possibilidade de maior pressão sobre os preços. O avanço da colheita na Argentina deve ampliar a oferta global de farelo e óleo, aumentando a concorrência com o produto brasileiro no mercado internacional.

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