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Soja exige atenção com plantio acelerado nos EUA

Oferta global ampla limita altas


Foto: Pixabay

A soja atravessou abril em equilíbrio entre pressão de oferta e sustentação pelo óleo. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, os preços em Chicago ficaram praticamente estáveis, enquanto no Brasil a comercialização avançou para 55% da safra.

Na CBOT, a média da soja fechou abril em US$ 11,67 por bushel, queda de 0,4% em relação a março. A ampla oferta global, impulsionada pela colheita recorde no Brasil e pelo bom início da safra americana, limitou movimentos de alta mais consistentes. No mercado brasileiro, os preços internos permaneceram pressionados pela elevada disponibilidade durante o período de colheita. Em Sorriso, a média foi de R$ 101,60 por saca, leve alta de 0,2% frente ao mês anterior.

A comercialização avançou porque muitos produtores buscaram honrar compromissos financeiros e reforçar caixa. O volume negociado chegou a cerca de 99 milhões de toneladas, de um total projetado de 180 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o plantio da soja alcançou 33% da área prevista, acima dos 28% registrados no mesmo período de 2025 e da média de cinco anos, de 23%.

O ritmo acelerado reduz, por ora, os prêmios de risco climático. O principal suporte ao complexo veio do óleo de soja, favorecido pela demanda ligada à política de biocombustíveis nos Estados Unidos e pela valorização do petróleo. Ainda assim, a oferta global confortável mantém o mercado sensível a qualquer sinal de aumento adicional de produção.

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