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Soja surpreende e avança em praças-chave

No Rio Grande do Sul, as cotações internas permaneceram nos mesmos patamares


No Rio Grande do Sul, as cotações internas permaneceram nos mesmos patamares No Rio Grande do Sul, as cotações internas permaneceram nos mesmos patamares - Foto: United Soybean Board

O mercado físico de soja no Sul e no Centro-Oeste manteve comportamento firme nesta sexta-feira, com estabilidade em parte das praças e avanços pontuais sustentados por câmbio, paridade de exportação e ajustes regionais de oferta. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento ocorreu em um cenário de safra praticamente encerrada em estados importantes e de atenção crescente ao avanço das operações de inverno e da segunda safra de milho.

No Rio Grande do Sul, as cotações internas permaneceram nos mesmos patamares do fechamento anterior, apoiadas pela alta do dólar. A colheita da soja 2025/26 chegou a 99% da área, favorecida pelo tempo seco, que também reduziu a umidade média dos grãos recebidos. No interior, Ijuí e Cruz Alta ficaram em R$ 124,00 por saca, Passo Fundo em R$ 126,00 e Santa Rosa em R$ 127,00. No Porto de Rio Grande, a referência subiu 0,76%, para R$ 132,00.

Em Santa Catarina, o mercado seguiu estável, com ritmo calmo de negócios e sem registro de grandes volumes. As referências de cooperativas como Cravil, em Rio do Sul, e Coopertradição, em Palma Sola, não tiveram alteração. No Porto de São Francisco, a saca ficou em R$ 131,00.

No Paraná, o destaque foi a alta das ofertas spot no Porto de Paranaguá, a R$ 130,00. A colheita está finalizada, e o Deral projeta safra de 21,78 milhões de toneladas, 3% acima do ciclo anterior. No interior, Cascavel ficou em R$ 120,00, Maringá em R$ 121,00, Ponta Grossa em R$ 124,00 e Pato Branco em R$ 122,00.

Em Mato Grosso do Sul, os preços mostraram sustentação, com destaque para Maracaju, onde a saca chegou a R$ 115,00. Já em Mato Grosso, a soja está totalmente colhida, enquanto a safrinha de milho alcançou 1,94% da área. O IMEA estima produção de 52,6 milhões de toneladas de milho em 2025/26 e aponta aumento no custeio da soja 2026/27, pressionado por fertilizantes e defensivos importados.
 

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