CI

Uso de defensivos cresce 4,5% no primeiro semestre

Área tratada chega a 1,2 bilhão de hectares


Foto: Pixabay

A área tratada com defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pela Kynetec Brasil, em levantamento encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), foram 1,2 bilhão de hectares de área potencial tratada (PAT) nos seis primeiros meses do ano, 59 milhões de hectares a mais que no ano anterior. O volume total de defensivos agrícolas utilizados também aumentou, com alta de 4,5% no período. O avanço ocorreu em um cenário de maior pressão de pragas, que ampliou a adoção de tecnologias de proteção das lavouras. Entre os principais desafios esteve o controle de lagartas, percevejos e, principalmente, da mosca-branca na soja. Segundo dados divulgados pela Kynetec Brasil, as condições climáticas e os desafios do final do ciclo favoreceram a expansão dos manejos voltados ao controle dessas pragas. Os tratamentos realizados no primeiro semestre refletem tanto o manejo final da safra de verão 2025/26 quanto a implantação e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, com destaque para o algodão e o milho safrinha.

Segundo dados divulgados pela Kynetec Brasil, o milho respondeu por 35% da área tratada com defensivos agrícolas nos primeiros seis meses de 2026. A soja veio na sequência, com 29%, enquanto o algodão representou 14%. As pastagens responderam por 6% da área, seguidas por cana-de-açúcar, com 4%. Hortifruti, feijão, citros, arroz e trigo tiveram participação de 2% cada, enquanto outras culturas somaram 3%. A pesquisa utiliza a métrica de área potencial tratada (PAT), que considera a quantidade de aplicações e o número de produtos utilizados. A metodologia permite avaliar não apenas a área cultivada, mas também a adoção e a intensidade de uso das tecnologias de proteção.

Na análise do volume total aplicado, os herbicidas representaram 41% do consumo de defensivos agrícolas no primeiro semestre. Os inseticidas responderam por 29%, enquanto os fungicidas representaram 22%. Quando considerada a distribuição pela área tratada, os inseticidas lideraram, com 35% da cobertura. Os herbicidas responderam por 19% e os fungicidas, por 17%.

O tratamento de sementes representou 6% da área protegida. Outros produtos, incluindo adjuvantes e reguladores de crescimento, responderam pelos 23% restantes. Segundo dados divulgados pela Kynetec Brasil, as escolhas dos produtores foram orientadas pela busca por eficiência e controle sanitário preventivo, levando em consideração a relação custo-benefício das tecnologias e a adoção de soluções de alta performance.

Na distribuição regional da área tratada, Mato Grosso e Rondônia responderam juntos por 35% do consumo de produtos para proteção de cultivos no primeiro semestre de 2026. São Paulo e Minas Gerais representaram 18%, enquanto a região do BAMATOPIPA respondeu por outros 15%, segundo dados divulgados pela Kynetec Brasil. Os números mostram a distribuição do uso de tecnologias de proteção entre as principais regiões produtoras e refletem os diferentes manejos adotados ao longo das safras agrícolas.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7