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O melhor Chardonnay do Brasil é da NOVA

Qualidade que avança em diferentes estilos


Foto: Jeferson Soldi

Único Chardonnay varietal entre as 16 amostras representativas da Safra 2026, vinho branco reforça evolução enológica da vinícola cooperativa mais antiga do Brasil, que também classificou oito amostras entre os 30% mais representativos

O Chardonnay da NOVA Vinhos e Espumantes, unidade de negócios da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, conquistou um lugar de destaque na 34ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2026, sendo o único vinho varietal dessa uva selecionado entre as 16 amostras que representam a produção brasileira. Apresentado na categoria Vinho Fino Branco Não Aromático, o vinho integrou a degustação comentada realizada neste sábado, 17 de outubro, em Bento Gonçalves (RS), durante a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo. A conquista ganha ainda mais relevância com a classificação de oito amostras da NOVA entre os 30% mais representativos da Safra 2026, evidenciando a consistência de um trabalho enológico que vem avançando em diferentes variedades e estilos.

A presença da NOVA entre as 16 amostras pelo segundo ano consecutivo evidencia uma evolução que não se limita a uma única variedade. Em 2025, o destaque foi um Cabernet Sauvignon. Agora, em 2026, é um Chardonnay da Campanha Gaúcha que traduz o resultado do trabalho conduzido pelo enólogo-chefe André Gasperin e sua equipe. A alternância entre um tinto e um branco, ambos selecionados para representar suas respectivas safras, reforça a capacidade da vinícola de alcançar resultados expressivos em diferentes estilos de elaboração.

O desempenho se estende às demais amostras classificadas entre os 30% mais representativos da Safra 2026. Além do Chardonnay selecionado para a degustação comentada, a NOVA teve outros dois Chardonnay, um Sauvignon Blanc, três Tannat e um Cabernet Sauvignon reconhecidos no processo de avaliação. São quatro variedades que expressam a diversidade do trabalho desenvolvido pela vinícola, desde a seleção das uvas até as decisões técnicas de vinificação.

Para o enólogo-chefe André Gasperin, os resultados refletem uma busca permanente pelo aprimoramento da qualidade. “Nosso objetivo é evoluir a cada safra, respeitando as características de cada variedade e buscando a melhor expressão de cada vinho. Ter um Cabernet Sauvignon entre as 16 amostras no ano passado e agora um Chardonnay demonstra que estamos avançando em diferentes estilos. O fato de ser o único Chardonnay varietal selecionado nesta edição torna a conquista ainda mais especial. É um reconhecimento ao trabalho de toda a equipe, que começa no cuidado com a uva e segue por cada etapa da elaboração”, destaca.

Qualidade que avança em diferentes estilos

O desempenho na Avaliação Nacional de Vinhos acompanha uma trajetória de reconhecimentos conquistados pela NOVA em concursos nacionais e internacionais, com premiações que alcançam vinhos tintos, brancos e espumantes. Eleita Vinícola do Ano em 2025 pela Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS), a Nova Aliança vive uma fase de reposicionamento, com investimentos em qualidade, inovação, renovação do portfólio e fortalecimento de suas marcas.

“Estamos vivendo uma fase muito positiva, construída com planejamento, investimentos e o comprometimento das pessoas. Os resultados mostram que nossa evolução não está concentrada em um único vinho ou categoria. Estamos conquistando reconhecimento em diferentes estilos, o que demonstra a capacidade técnica da nossa equipe e a qualidade das uvas com as quais trabalhamos”, afirma o presidente da Nova Aliança Vinícola Cooperativa, Sidimar Fleck.

Fundada em 1929, a Nova Aliança é a vinícola cooperativa mais antiga do Brasil e reúne mais de 600 famílias cooperadas que cultivam uvas em mais de 20 municípios da Serra Gaúcha. A estrutura produtiva inclui ainda vinhedos próprios em Santana do Livramento, na Campanha Gaúcha, ampliando as possibilidades de elaboração a partir de diferentes terroirs.

Em contagem regressiva para o centenário, que será celebrado em 2029, a vinícola cooperativa alia sua trajetória histórica à modernização dos processos produtivos. Para Fleck, essa evolução é resultado de um esforço coletivo. “No cooperativismo, ninguém conquista nada sozinho. Cada resultado começa com nossas famílias cooperadas e envolve todos os profissionais que fazem parte dessa história. Preservar nossas origens também significa acompanhar a evolução tecnológica, investir em conhecimento e modernizar processos. É essa união entre pessoas, tradição e inovação que nos permite avançar e produzir vinhos reconhecidos entre os melhores do Brasil”, destaca.

Promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), que celebra 50 anos em 2026, a Avaliação Nacional de Vinhos reuniu 558 amostras de 83 vinícolas, provenientes de 10 estados e do Distrito Federal.

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