Bovettus Org / Vitales Gratto Bovers / Beautop
| Geral | ||
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Nome Técnico:
Beauveria bassiana isolado IBCB 66
Registro MAPA:
8320
Empresa Registrante:
Nooa |
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| Composição | ||
|---|---|---|
| Ingrediente Ativo | Concentração | |
| Beauveria bassiana Isolado IBCB 66 (5 x 10⁹ UFC/g p. c.) | 300 g/kg | |
| Classificação | ||
|---|---|---|
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Técnica de Aplicação:
Terrestre, Drone
Classe Agronômica:
Inseticida, Acaricida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Pó molhável (WP)
Modo de Ação:
Microbiológico, Contato
Agricultura Orgânica:
Sim |
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Indicações de Uso
| Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico | Dosagem | Calda Terrestre | |
|---|---|---|---|
| Bemisia tabaci raça B (Mosca branca) | veja aqui | veja aqui | |
| Cosmopolites sordidus (Moleque da bananeira) | veja aqui | veja aqui | |
| Dalbulus maidis (Cigarrinha do milho) | veja aqui | veja aqui | |
| Hypothenemus hampei (Broca do café) | veja aqui | veja aqui | |
| Sphenophorus levis (Bicudo da cana de açúcar) | veja aqui | veja aqui | |
| Tetranychus urticae (Ácaro rajado) | veja aqui | veja aqui |
Embalagens
| Lavabilidade | Tipo de Embalagem | Material | Características | Acondicionamento | Capacidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Não Lavável | Saco | Plástico metalizado | Flexível | Sólido | 500 G |
| Não Lavável | Saco | Plástico metalizado | Flexível | Sólido | 1 / 2 / 5 / 10 / 15 / 20 / 25 KG |
INSTRUÇÕES DE USO
BOVETTUS ORG é um agente microbiológico de controle que pode ser usado em todas as culturas com ocorrência do alvo biológico de mosca-branca (Bemisia tabaci raça B), moleque-da-bananeira (Cosmopolites sordidus), ácaro-rajado (Tetranychus urticae), cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), gorgulho-da-cana ou bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) e broca-do-café (Hypothenemus hampei).
Broca-do-café (Hypothenemus hampei):
Beauveria bassiana é um fungo indicado para a redução das populações de Hypothenemus hampei (brocado-café) e a sua eficiência varia em função:
a) do nível de infestação pela broca: apresenta maior eficiência quando aplicado sob níveis de infestação baixos;
b) da dose utilizada: doses mais elevadas produzem melhores resultados (em doses mais baixas, o fungo normalmente necessita de um número maior de dias para matar os insetos que, durante este período, podem perfurar os novos frutos e produzir descendentes, caso encontrem as condições apropriadas para isto);
c) da distribuição dos conídios: uma boa cobertura na aplicação do fungo, sobretudo em folhas e frutos, cria uma camada de conídios que se aderem à broca quando ela caminha em busca de um novo fruto para perfurar, sendo essa a principal forma de contaminação do inseto;
d) das condições ambientais: o fungo é sensível à radiação solar direta, a temperaturas elevadas e à umidade relativa do ar abaixo de 60% no momento da aplicação ou nos dias seguintes a ela (aplicações no final da tarde ou à noite favorecem a adesão e a germinação dos conídios);
e) do tempo após a aplicação: uma redução na eficiência do fungo pode ser observada a partir dos 30 dias após a aplicação; se as condições ambientais estiverem desfavoráveis a ele, a redução pode ocorrer antes disso.
- Informações sobre o alvo biológico:
A broca-do-café ataca tanto a espécie Coffea arabica (café arábica) quanto a espécie Coffea canephora (café robusta, conilon), mas lavouras formadas por esta última tendem a sofrer um ataque mais severo. Frutos remanescentes da safra anterior que ficaram aderidos às plantas ou caídos no solo servem como abrigo e para a multiplicação do inseto na entressafra, e são a principal fonte de infestação na nova safra. Por esta razão, as práticas de repasse e de varrição são fortemente recomendadas como parte das estratégias de manejo sustentável da broca.
Embora o inseto possa se deslocar a longas distâncias, sobretudo com a ajuda de correntes de vento, ele tende a ficar próximo dos frutos de onde saiu, voando por curtas distâncias a uma altitude de 1 a 2 metros. Como o seu comportamento é gregário ("agregado"), é comum a formação de "focos" no início da infestação, os quais devem ser rapidamente controlados para que a broca não se reproduza e nem se dissemine por toda a área. A velocidade de infestação tende a aumentar com o tempo pelo surgimento de novas gerações e pela maior quantidade de frutos prontamente disponíveis para a perfuração pelo inseto.
- Monitoramento do alvo biológico:
1. O monitoramento é fundamental para o manejo sustentável da broca-do-café e pode ser realizado da forma mais adequada à situação específica de cada produtor, embora o método de amostragem/contagem de frutos seja mais preciso. Quando feito de forma preventiva, o monitoramento torna possível identificar o "período de trânsito" das fêmeas fundadoras e, também, se o ataque da broca está ocorrendo de maneira uniforme na área ou se existem pontos de maior concentração ("focos"), como objetivo de se direcionar as aplicações do fungo, caso o nível de controle seja atingido nessas áreas.
2. O início e a duração do monitoramento podem variar de um ano para o outro, sendo influenciados por fatores como a espécie e a cultivar de café, as variáveis climáticas, as características da lavoura e da região e a forma de cultivo (ex.: deve ser iniciado mais cedo em cultivares com maturação precoce dos frutos e estendido por mais tempo em cultivares com maturação tardia). A extensão do tempo de monitoramento também é necessária quando há parcelamento da florada, pois tal situação amplia o período com frutos em estágio compatível com o ataque da broca.
3. Para o monitoramento, recomenda-se:
- Dividir a lavoura em talhões homogêneos, considerando as cultivares, a idade das plantas, a localização dos talhões (ex.: no topo, baixada, próximo à mata, ao terreiro de secagem), a modalidade de plantio (ex.: convencional, adensado, sombreado), dentre outros aspectos relevantes em cada cultivo;
- Iniciá-lo a partir da ocorrência dos primeiros frutos em estágio "chumbinho" ou, no máximo, entre os estágios "chumbinho" e "chumbão" (os da primeira florada, mesmo que seja parcelada).
Os frutos "chumbinho" não são adequados à postura de ovos pela broca, mas o monitoramento preventivo nesta fase tem como objetivo identificar o início da infestação, quando a fêmea fundadora sai do fruto onde passou a entressafra e fica mais exposta e vulnerável à ação do fungo, já que os frutos "chumbinho" da nova safra ainda não estão em estágio ideal para a oviposição;
- Realizá-lo mensalmente até a colheita, mas caso seja observado um aumento no nível de infestação, realizá-lo com periodicidade quinzenal;
- Manter um registro ano a ano dos resultados para identificar talhões que, historicamente, apresentem uma infestação mais acentuada.
4. O nível de infestação tende a variar entre talhões com diferenças na incidência de luz solar, umidade e ventilação. Atenção especial deve ser dada também aos talhões:
- Com histórico de "focos" ou de altos níveis de infestação;
- Limítrofes com outras lavouras, sobretudo as abandonadas ou submetidas a podas sem destruição dos restos vegetais;
- Adjacentes ao terreiro de secagem e instalações de beneficiamento, pois as brocas deixam os frutos que estão secando e voam para infestar novos frutos próximos;
- Nos quais, por qualquer razão, haja maior dificuldade na aplicação do fungo e na realização de uma boa colheita (deixando-se muitos frutos nas plantas ou no solo).
5. O nível de infestação para o controle com o agente microbiológico é de 1 a 3,5%.
MODO DE APLICAÇÃO:
Para preparar a calda:
1 - Adicionar a quantidade de produto a ser aplicada em um recipiente;
2 - Adicionar volume de água inferior ao volume de produto;
3 - Misturar até formar uma pasta homogênea;
4 - Adicionar o restante da água conforme volume de calda recomendado.
Preparar a calda imediatamente antes da aplicação. Manter a calda em agitação constante.
- Aplicação terrestre: utilizar pulverizador costal (manual ou motorizado) ou tratorizado. Utilizar bicos apropriados para aplicação de inseticida de contato, que proporcionem boa cobertura da área tratada. A calda variará conforme o alvo biológico: Mosca-branca, de 200 a 500 L/ha;
Ácaro-rajado, de 100 a 300 L/ha;
Cigarrinha-do-milho, de 200 a 500 L/ha;
Bicudo-da cana-de-açúcar, de 100 a 300 L/ha;
Broca-do-café, de 300 a 400 L/ha
- Aplicação aérea: utilizar aeronave agrícola ou aeronave remotamente pilotada (ARP). Utilizar bicos apropriados para aplicação aérea de inseticida de contato, ajustando a pressão de trabalho, a altura do voo, a velocidade de deslocamento e o volume de calda conforme recomendação técnica, para garantir uma boa cobertura da área tratada. Observar a legislação específica para aplicação aérea.
Durante a aplicação, manter a calda em agitação constante, independentemente do tipo de equipamento de aplicação. Calibrar o pulverizador previamente à aplicação, conforme recomendações do fabricante.
Realizar a aplicação nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no fim da tarde, à noite, ou em dias nublados. Evitar aplicar com temperaturas acima de 27 °C, umidade relativa do ar abaixo de 70% e com ventos fortes, ou seja, acima de 10 km/h. Ajustar a altura da aplicação e observar a direção do vento, de modo a evitar deriva.
O Engenheiro Agrônomo pode recomendar os equipamentos utilizados para aplicação, desde que sejam tomados os cuidados para evitar a deriva e perdas do produto pela evaporação da calda.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Não determinado em função da não necessidade de estipular o limite máximo de resíduo (LMR) para este ingrediente ativo.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado, aguardar pelo menos 4 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem completa da calda. Caso necessite entrar na área tratada antes deste período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para a aplicação do produto.
LIMITAÇÕES DE USO:
É recomendado a aplicação nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no fim da tarde ou em dias nublados. Aplicação em temperaturas acima de 27 °C, umidade relativa do ar abaixo de 70% e ventos fortes deve ser evitada.
Algumas práticas são recomendadas para proteger o produto e garantir a sua eficiência:
- Aplicar a calda no mesmo dia de seu preparo;
- Não aplicar imediatamente após irrigação e não irrigar logo após aplicação; - Conservar o produto ao abrigo do sol, em lugar fresco e arejado ou refrigerado; - Garantir a limpeza completa do pulverizador antes de usá-lo.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.
Sempre que houver disponibilidade de informações sobre o Manejo Integrado de Pragas - MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.
- Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o organismo alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas – IRAC – BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência de inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos produtos:
- Qualquer produto para controle de praga da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo Integrado de Pragas (MIP).
- Incluir outros métodos de controle (ex. Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de MIP, quando disponível e apropriado.