Concriz CI

Geral
Nome Técnico:
Beauveria bassiana, isolado IBCB 66
Registro MAPA:
21022
Empresa Registrante:
VSF
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Beauveria bassiana Isolado IBCB 66 50 g/kg
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre, Aérea
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Pó molhável (WP)
Modo de Ação:
Microbiológico, Agente biológico de controle
Agricultura Orgânica:
Sim

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade

INSTRUÇÕES DE USO

Concriz, inseticida e acaricida microbiológico, à base do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana isolado IBCB 66, atua sobre diferentes estágios de desenvolvimento dos hospedeiros, como larvas, pupas e adultos. Este fungo apresenta vantagem, em relação a outros agentes microbianos do controle biológico, porque não necessita ser ingerido para causar doença nos insetos. A infecção ocorre por adesão dos conídios fúngicos, e subsequente penetração na cutícula protetora dos insetos devido à produção de enzimas extracelulares e pressão mecânica exercida pelas estruturas de reprodução dos conídios. Essa infecção via tegumento, onde o fungo coloniza totalmente o inseto decorridas 72 horas, leva-o à morte. As recomendações de uso devem ser obtidas com o Departamento Técnico da empresa VSF Agricultura Sustentável e Comércio LTDA. E-mail: [email protected].

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES

MOSCA-BRANCA (Bemisia tabaci raça B): O produto deverá ser aplicado no início de infestação da praga, com umidade relativa do ar acima de 70%. Reaplicar em intervalo de 14 dias, e não devem ser efetuadas mais de que 4 aplicações por safra da cultura.

MOLEQUE DA BANANEIRA (Cosmopolites sordidus): A aplicação deve ser realizada na forma de pasta em iscas do tipo telha" no total de 100 iscas/ha. 9 Utilizar o volume de 50ml de pasta fúngica/isca (1 x 10 esporos /ml de pasta). Realizar 3 aplicações.

ÁCARO RAJADO (Tetranychus urticae): A aplicação deve ser realizada em baixas infestações da praga, com umidade relativa elevada, em seis pulverizações em intervalos de 3 a 4 dias, com o jato dirigido para a face inferior das folhas.

CIGARRINHA DO MILHO (Dalbulus maidis): As aplicações deverão ser realizadas no início de infestação da praga. Deverão ser realizadas mais de uma aplicação.

BICUDO DA CANA-DE-AÇÚCAR (Sphenophorus levis): Realizar uma única aplicação após 1 mês da colheita da cultura, após constatada a presença de adultos da praga na área. Deverá ser realizada a aplicação de 70% da calda no corte da soqueira Gato dirigido e 30% sobre as plantas, com bico leque. A umidade relativa no momento da aplicação deverá ser superior a 46%.

BROCA-DO-CAFÉ (Hypothenemus hampei): A aplicação de ser iniciada quando o resultado do monitoramento indicar nível de infestação entre 1 e 3,5% nos "focos" ou na área toda. Realizar três pulverizações com intervalo de 25 a 30 dias entre elas: a primeira deve ser direcionada à "saia" do cafeeiro; as demais devem ser em planta inteira, com boa cobertura dos frutos. Aplicar no final da tarde com umidade relativa acima de 60% ou à noite; em dias nublados, com
temperatura amena e umidade relativa acima de 70%, pode ser aplicado em qualquer horário. Em caso de ocorrência de chuva logo após a pulverização, é necessário reaplicar o produto. Continuar com o monitoramento, mesmo depois da
terceira aplicação; se os resultados indicarem que o nível máximo de infestação foi atingido, aplicar novamente.


MODO E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

APLICAÇÃO TERRESTRE: A aplicação deve ser realizada através de pulverizador terrestre equipado com pontas que reduzam as perdas por deriva e promovam uma cobertura homogênea, conforme as recomendações do fabricante.
APLICAÇÃO AÉREA: Para as aplicações foliares, utilizar avião agrícola equipado com barra com bicos, que promovam uma cobertura homogênea, conforme as recomendações do fabricante.

Modo de Preparo da Calda: Efetuar as aplicações de forma que possibilitem uma boa cobertura da parte aérea das plantas, sem causar escorrimento. Recomenda-se realizar uma pré-diluição. Ao abrir a embalagem, quebre os torrões, pressionando-a com as mãos; Em um recipiente de 20L limpo, adicione 1 Kg do produto (sem água). Na sequência, aos poucos e sempre agitando, deve ser adicionada água até o volume 10L. A agitação deve ser continua por no máximo 3 minutos ou até a completa diluição. Essa pré-diluição deve ser adicionada no tanque de aplicação com o sistema de agitação ligado, para em seguida, dar início a operação. Caso necessário utilizar mais produto, aumente o volume de água proporcionalmente (exemplo: 1 Kg - 10L / 2Kg - 20L). A adição do preparo do produto deve ser diretamente no tanque de pulverização de tal forma que a agitação proporcione a homogeneização da calda. Em situações de parada do equipamento de pulverização, a retomada da aplicação deve ser iniciada somente após a total homogeneização da solução da calda.

Limpeza do Equipamento:
Limpar muito bem os equipamentos a fim de eliminar resíduos de outros produtos e/ou moléculas químicas.
Atenção: Para descontaminação dos equipamentos de aplicação recomenda-se:
a) Não realizar a limpeza do pulverizador próximo de lagos, rios ou reservas de água.
b) Realizar esta limpeza em local adequado onde os resíduos tenham o destino estabelecido em legislação.
- A limpeza deve ser realizada antes do preparo da calda de pulverização, utilizando água e sabão neutro.
Posteriormente, enxaguar com água limpa usando como escoamento sempre os bicos. Nessa operação aproveitase para testar a regulagem da vazão.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS

Não se aplica para o caso de agentes biológicos de controle (organismos vivos).


LIMITAÇÕES DE USO

Em pulverização recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no início da manhã, final da tarde ou no início da noite, escolhendo os locais com alta população do inseto. Não aplicar sob vento forte. Nessas condições a exposição dos conídios (esporos) do fungo à radiação UV do sol é menor. O produto não é fitotóxico quando aplicado nas doses recomendadas. Para beneficiar a atuação do produto, protegendo o inóculo dos fatores climáticos e melhorando as condições microclimáticas, são recomendadas as seguintes práticas culturais:
• Após a aplicação, evitar a limpeza mecânica ou química do piquete, pois essas práticas podem diminuir a quantidade de inóculo;
• Conservar o produto refrigerado ou em lugar fresco e arejado. Nunca deixar o produto exposto ao sol;
• Lavar bem o pulverizador antes de usá-lo, ou usar um novo, sem resíduos de agroquímicos;
• Não aplicar em período de chuvas intensas;
• Evitar aplicação em condição de temperatura acima de 30 ºC ou na presença de ventos fortes (velocidade acima de 7 Km/hora), bem como com umidade relativa do ar abaixo de 70%.
• Aplicar com adjuvante com o intuito de melhorar a aplicabilidade e distribuição do produto.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir na sistemática de inspeção ou monitoramento e controle de pragas, quando a infestação atingir o limite de prejuízo econômico, outros métodos de controle de pragas (Ex.: controle cultura, biológico, rotação de inseticidas, acaricidas, etc.), visando o programa de Manejo Integrado de Pragas.

Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o organismo alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas e acaricidas:
- Qualquer produto para controle de pragas da mesma classe ou de mesmo modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

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