Criso-Vit CI

Geral
Nome Técnico:
Chrysoperla externa
Registro MAPA:
11823
Empresa Registrante:
Vittia
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Chrysoperla externa 1000 Insetos/cartela
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre
Classe Agronômica:
Inseticida
Toxicológica:
Não Classificado
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Insetos vivos
Modo de Ação:
Inimigo natural, Agente biológico de controle
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Não Lavável Cartela Fibra celulósica Flexível Sólido INDIVIDUOS/CARTELA G

INSTRUÇÕES DE USO

CRISO-VIT (Chrysoperla externa) é um agente de controle biológico utilizado no controle do Pulgão verde (Myzus persicae), Psilídeo (Diaphorina citri), Bicho-Mineiro-do-Café (Leucoptera coffeella), Psilídeo-de-concha (Glycaspis brimblecombei), Ácaro-rajado (Tetranychus urticae) e Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) em todas as culturas com ocorrência dos alvos biológicos.


NÚMERO, ÉPOCA, INTERVALO DE APLICAÇÃO, MODO/ EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:

PULGÃO VERDE (Myzus persicae): No monitoramento, observar a presença do alvo biológico nas brotações e folhas mais novas e realizar a contagem dos pulgões em grupos de plantas espalhados no cultivo (para a identificação de locais com maior ou menor infestação e para o cálculo da dose), procurando contemplar toda a área cultivada; anotar os resultados em ficha de amostragem. As liberações do predador devem ser iniciadas assim que for detectada a presença do alvo biológico no cultivo. Se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 30 pontos por hectare, procurando cobrir toda a área cultivada.

INFORMAÇÕES SOBRE O ALVO BIOLÓGICO: O alvo pode ocorrer durante todo o período de cultivo e produzir uma nova geração em poucos dias. Esta espécie pode transmitir vírus às suas plantas hospedeiras, os quais são prejudiciais, particularmente, nas fases iniciais de desenvolvimento das culturas. Temperaturas mais elevadas aceleram o ciclo de vida do alvo biológico; nessas condições, de acordo com os resultados do monitoramento, pode ser necessário aumentar a quantidade de larvas (ou ovos) do predador ou a frequência das liberações.

PSILÍDEO-DE-CONCHA (Glycaspis brimblecombei): No monitoramento, observar a presença de indivíduos ou ovos na área. Utilizar a dose mais alta do produto em casos de população elevada. As liberações devem ser iniciadas assim que for detectada a presença do alvo biológico no cultivo. Se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 25 pontos por hectare, procurando cobrir toda a área cultivada.

INFORMAÇÕES SOBRE O ALVO BIOLÓGICO: As fêmeas desta espécie colocam os ovos de forma agrupada sobre a superfície foliar, reduzindo a eficiência fotossintética. Populações elevadas desta praga, somada ao nível de susceptibilidade da cultivar podem levar a deformação de folhas, seca dos ponteiros, desfolha e consequente redução da produtividade ou até a morte da planta.

PSILÍDEO (Diaphorina citri): No monitoramento, observar a presença de indivíduos e ovos principalmente na borda dos pomares, em brotos novos e folhas maduras. Utilizar a dose mais alta do produto em casos de alta população. As liberações do predador devem ser iniciadas assim que detectadas a presença do alvo biológico nos pomares. Se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 25 pontos por hectare, procurando cobrir toda a área cultivada.

INFORMAÇÕES SOBRE O ALVO BIOLÓGICO: Os psilídeos são normalmente encontrados nas brotações, onde se alimentam e reproduzem, mas também podem ser observados na face inferior de folhas maduras. As fêmeas podem colocar até 800 ovos e seu ciclo desde ovo até adulto dura cerca de 15 dias no verão e 40 dias no inverno. São transmissores das bactérias Candidatus Liberibacter spp., causadoras do greening (huanglongbing/HLB), doença que reduz drasticamente a produtividade da planta. O período entre final do inverno e primavera caracteriza época de surto vegetativo, onde há grande quantidade do inseto no pomar, podendo ser necessário aumentar a quantidade de ovos do
predador e a frequência de liberação.

BICHO-MINEIRO-DO-CAFÉ (Leucoptera coffeella): No monitoramento, observar a presença de folhas com minas ativas em grupos de plantas espalhados no cultivo (para a identificação de locais com maior ou menor infestação e para o cálculo da dose), procurando contemplar toda a área cultivada; anotar os resultados em ficha de amostragem. As liberações do predador devem ser iniciadas assim que for detectada a presença do alvo biológico no cultivo. Se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 25 pontos por hectare, procurando cobrir toda a área cultivada.

INFORMAÇÕES SOBRE O ALVO BIOLÓGICO: Após a eclosão dos ovos, as lagartas se alimentam no mesofilo das folhas do cafeeiro, criando as minas (lesões). Em poucos dias, as áreas com as lesões evoluem, levando a redução da área fotossintética e queda das folhas, comprometendo assim a produtividade. A maior incidência do alvo ocorre em períodos secos e quentes, principalmente sobre plantas de café com maior espaçamento. Estas condições aceleram o ciclo de vida do alvo biológico; nessas condições, de acordo com os resultados do monitoramento, pode ser necessário aumentar a quantidade de larvas (ou ovos) do predador ou a frequência das liberações.

ÁCARO RAJADO (Tetranychus urticae): No monitoramento, observar a presença de ácaros na face inferior das folhas, assim como áreas cloróticas na face superior. As liberações do predador devem ser iniciadas assim que for detectada a presença do alvo biológico no cultivo, cerca de 1 a 3 ácaros por folha (ou 30% de folhas infestadas). Se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 25 pontos por hectare e procurando cobrir toda a área cultivada.

INFORMAÇÕES SOBRE O ALVO BIOLÓGICO: As fêmeas do ácaro rajado medem cerca de 0,5 mm de comprimento, possuem coloração amarelo-esverdeada com duas manchas escuras no dorso do corpo. Os machos são menores do que as fêmeas. Vivem principalmente na página inferior das folhas e tecem teia. Os ovos possuem formato esférico; a postura, geralmente, é realizada diretamente nas folhas, nas proximidades das nervuras ou sobre as teias que são tecidas pelos adultos. Os indivíduos, geralmente, localizam-se na face abaxial das folhas. Altas temperaturas e ausência de chuvas favorecem o desenvolvimento desta praga, acelerando seu ciclo. Provocam a descoloração (pontos cloróticos que evoluem para necroses) e queda das folhas. Podem levar a cerca de 80% de perdas na produtividade. Nessas condições, de acordo com os resultados do monitoramento, pode ser necessário aumentar a quantidade de larvas (ou ovos) do predador ou a frequência das liberações.

CIGARRINHA-DO-MILHO (Dalbulus maidis): O nível de controle da cigarrinha-do-milho ainda não foi estabelecido, portanto a primeira liberação deve ser feita logo que os primeiros insetos forem observados em campo. Se for verificada a ocorrência homogênea do alvo biológico em toda a área cultivada, liberar o predador de maneira uniforme sobre as plantas em, pelo menos, 25 pontos por hectare, procurando cobrir toda a área cultivada.

INFORMAÇÕES SOBRE O ALVO BIOLÓGICO: A cigarrinha-do-milho é um inseto sugador da ordem Hemiptera. Os adultos de D. maidis medem cerca de 4,0 mm de comprimento, apresentam coloração amarelo-palha, possuem duas manchas negras circulares na parte dorsal da cabeça as quais facilitam a identificação do inseto, bem como seus hábitos característicos de deslocar-se lateralmente sobre as plantas quando perturbado e de manter-se preferencialmente no cartucho das plantas de milho.
As fêmeas de D. maidis, que geralmente são maiores que os machos, realizam postura endofítica inserindo os ovos no mesófilo das folhas de milho podendo ovipositar entre 400 e 600 ovos. As ninfas, normalmente, passam por cinco instares que duram em média 17 dias. Sob condições adequadas a cigarrinha-do-milho pode produzir de 4 a 6 gerações, durante o cultivo do milho. Uma característica biológica importante que confere a passagem das populações de uma safra para outra é a longevidade dos adultos, que pode chegar a 77 dias.
Os surtos populacionais de D. maidis nas lavouras são fortemente favorecidos com o cultivo de milho nas duas épocas (primeira e segunda safra), plantas de milho “tiguera” não controladas por herbicidas e pelas falhas de controle por mal manejo com os inseticidas. O principal dano da cigarrinha se dá com a transmissão de patógenos durante a alimentação, sendo esses o procarionte Spiroplasma kunkelii Whitcomb (Corn Stunt Spyroplasma), causador do enfezamento pálido e o Fitoplasma (Maize bushy stunt phytoplasma), causador do enfezamento vermelho, além do Maize rayado fino virus – MRFV, agente causal da risca do milho.


CUIDADOS NA APLICAÇÃO: As liberações devem ser realizadas, preferencialmente, no período da manhã ou final da tarde, evitando os horários mais quentes do dia. Não expor o produto ao sol.


SELETIVIDADE DE DEFENSIVOS E FERTILIZANTES

Quando liberado próximo a aplicações de químicos, por se tratar de um inseto, a utilização de produtos seletivos é de extrema importância, visando a melhor eficiência do controle biológico.


TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO

Os agentes benéficos são de uso imediato. A sua emergência pode variar de acordo com a temperatura do ambiente. A recomendação é manter as cartelas protegidas do sol, da umidade e do frio, em temperatura entre 8 °C a 10 ºC.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS

Não se aplica para o caso de agentes biológicos de controle (organismos vivos)


LIMITAÇÕES DE USO

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir na sistemática de inspeção ou monitoramento e controle de pragas, quando a infestação atingir o limite de prejuízo econômico, outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, rotação de inseticidas, acaricidas, etc.) visando o programa de Manejo Integrado de Doenças.

O inseto não desenvolve resistência ao seu próprio feromônio.

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