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G Bio Sterminare CI

Geral
Nome Técnico:
Beauveria bassiana, isolado IBCB 66
Registro MAPA:
21925
Empresa Registrante:
Greenyield Agritech
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Beauveria bassiana Isolado IBCB 66 (1,4 x 10⁹ UFC/g p. c.) 100 g/kg
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre
Classe Agronômica:
Inseticida, Acaricida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Pó molhável (WP)
Modo de Ação:
Microbiológico
Agricultura Orgânica:
Sim

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Não Lavável Sachê Plástico metalizado Flexível Sólido 1 KG

INSTRUÇÕES DE USO:

G Bio Sterminare (Beauveria bassiana, isolado IBCB 66) é um agente microbiológico indicado para o controle de Bemisia tabaci raça B (Mosca-Branca), Cosmopolites sordidus (Moleque-da-bananeira), Tetranychus urticae (Ácaro-rajado), Dalbulus maidis (Cigarrinha-do-Milho), Sphenophorus levis (Bicudo-da-cana-deaçúcar) e Hypothenemus hampei (Broca-do-café), de acordo com a Especificação de Referência publicada através da Portaria 784, de 19 de abril de 2023.

MODO DE APLICAÇÃO:

Indica-se realizar uma pré-calda do produto, dissolvendo 100g do mesmo, em 20 litros de água, em um recipiente limpo, agitar até formar uma calda homogênea na forma líquida.
No tanque de pulverizador limpo, encher 2/3 do reservatório com água, com agitador ligado, acrescentar a calda preparada no reservatório e iniciar a operação de pulverização.
Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no final da tarde.
Em Bemisia tabaci B, aplicar em todas as culturas com ocorrência do alvo biológico. Eficiência agronômica comprovada para culturas de soja e pepino. A aplicação deve ser realizada com umidade relativa acima de 70%. Reaplicar em intervalo de 14 dias, e não devem ser efetuados mais que 4 aplicações por safra da cultura.
Para Cosmopolites sordidus, deve ser aplicado em todas as culturas com ocorrência do alvo e, eficiência comprovada para cultura da bananeira.
Para Tetranychus urticae a eficiência é comprovada para cultura do morango.
Para o alvo Dalbulus maidis, deve ser realizada mais de uma aplicação.
Para o alvo Sphenophorus levis, deve ser realizada uma aplicação.
Para o alvo Hypothenemus hampei, iniciar as aplicações quando o resultado do monitoramento indicar nível de infestac¸a~o entre 1 e 3,5% nos “focos” ou na a´rea toda. Realizar tre^s pulverizac¸o~es com intervalo de 25 a 30 dias entre elas: a primeira deve ser direcionada à “saia” do cafeeiro: as demais devem ser em planta inteira, com boa cobertura dos frutos. Aplicar no final da tarde com umidade relativa acima de 60% ou à noite; em dias nublados, com temperatura amena e umidade relativa acima de 70%, pode ser aplicado em qualquer horário. Em caso de ocorrência de chuva logo após a pulverização, é necessário reaplicar o produto. Continuar o monitoramento, mesmo depois da terceira aplicação; se os resultados indicarem que nível máximo de infestação foi atingido, aplicar novamente. Para a escolha da dose, o número de plantas por hectare deve ser levado em consideração; se o nível de infestação estiver em 3,5%, utilizar a maior dose indicada na faixa.

PREPARO DA PRÉ-CALDA E CALDA:

Realizar uma pré-calda do produto, dissolvendo 100g do mesmo, em 20 litros de água, em um recipiente limpo, agitar até formar uma calda homogênea na forma líquida.
No tanque de pulverizador limpo, encher 2/3 do reservatório com água, com agitador ligado, acrescentar a calda preparada no reservatório e iniciar a operação de pulverização.

INFORMAÇÕES RELEVANTES

Beauveria bassiana e´ um fungo indicado para a redução das populações de Hypothenemus hampei (brocado-cafe´´) e a sua eficiência varia em função:
a) do nível de infestação pela broca - apresenta maior eficiência quando aplicado sob níveis de infestação baixos;
b) da dose utilizada - doses mais elevadas produzem melhores resultados (em doses mais baixas, o fungo normalmente necessita de um número maior de dias para matar os insetos que, durante este período, podem perfurar os novos frutos e produzir descendentes, caso encontrem as condições apropriadas para isto);
c) da distribuição dos conídios - uma boa cobertura na aplicac¸a~o do fungo, sobretudo em folhas e frutos, cria uma camada de conídios que se aderem à broca quando ela caminha em busca de um novo fruto para perfurar, sendo esta a principal forma de contaminac¸a~o do inseto;
d) das condic¸o~es ambientais - o fungo e´ sensi´vel à radiac¸a~o solar direta, a temperaturas elevadas e à umidade relativa do ar abaixo de 60% no momento da aplicac¸a~o ou nos dias seguintes a ela (aplicac¸o~es no final da tarde ou à noite favorecem a adesa~o e a germinac¸a~o dos coni´dios);
e) do tempo apo´s a aplicac¸a~o - uma reduc¸a~o na eficie^ncia do fungo pode ser observada a partir dos 30 dias apo´s a aplicac¸a~o; se as condic¸o~es ambientais estiverem desfavora´veis a ele, a reduc¸a~o pode ocorrer antes disso.
A broca-do-cafe´ ataca tanto a espe´cie Coffea arabica (cafe´ ara´bica) quanto a espe´cie Coffea canephora (cafe´ robusta, conilon), mas lavouras formadas por esta u´ltima tendem a sofrer um ataque mais severo. Frutos remanescentes da safra anterior que ficaram aderidos às plantas ou cai´dos no solo servem como abrigo e para a multiplicac¸a~o do inseto na entressafra, e sa~o a principal fonte de infestac¸a~o na nova safra. Por esta raza~o, as pra´ticas de repasse e de varric¸a~o sa~o fortemente recomendadas como parte das estrate´gias de manejo sustenta´vel da broca.
Embora o inseto possa se deslocar a longas dista^ncias, sobretudo com a ajuda de correntes de vento, ele tende a ficar pro´ximo dos frutos de onde saiu, voando por curtas dista^ncias a uma altitude de 1 a 2 metros. Como o seu comportamento e´ grega´rio ("agregado"), e´ comum a formac¸a~o de "focos" no ini´cio da infestac¸a~o, os quais devem ser rapidamente controlados para que a broca na~o se reproduza e nem se dissemine por toda a a´rea. A velocidade de infestac¸a~o tende a aumentar com o tempo pelo surgimento de novas gerac¸o~es e pela maior quantidade de frutos prontamente disponi´veis para a perfurac¸a~o pelo inseto.

MONITORAMENTO DO ALVO BIOLO´GICO:

1. O monitoramento e´ fundamental para o manejo sustenta´vel da broca-do-cafe´ e pode ser realizado da forma mais adequada à situac¸a~o especi´fica de cada produtor, embora o me´todo de amostragem/contagem de frutos seja mais preciso. Quando feito de forma preventiva, o monitoramento torna possi´vel identificar o "peri´odo de tra^nsito" das fe^meas fundadoras e, tambe´m, se o ataque da broca esta´ ocorrendo de maneira uniforme na a´rea ou se existem pontos de maior concentrac¸a~o ("focos"), com o objetivo de se direcionar as aplicac¸o~es do fungo, caso o ni´vel de controle seja atingido nessas a´reas.
2. O ini´cio e a durac¸a~o do monitoramento podem variar de um ano para o outro, sendo influenciados por fatores como a espe´cie e a cultivar de cafe´, as varia´veis clima´ticas, as caracteri´sticas da lavoura e da regia~o e a forma de cultivo (ex.: deve ser iniciado mais cedo em cultivares com maturac¸a~o precoce dos frutos e estendido por mais tempo em cultivares com maturac¸a~o tardia). A extensa~o do tempo de monitoramento tambe´m e´ necessa´ria quando ha´ parcelamento da florada, pois tal situac¸a~o amplia o peri´odo com frutos em esta´gio compati´vel com o ataque da broca.
3. Para o monitoramento, recomenda-se: - dividir a lavoura em talho~es homoge^neos, considerando as cultivares, a idade das plantas, a localizac¸a~o dos talho~es (ex.: no topo, baixada, pro´ximo à mata, ao terreiro de secagem), a modalidade de plantio (ex.: convencional, adensado, sombreado), dentre outros aspectos relevantes em cada cultivo; - inicia´-lo a partir da ocorre^ncia dos primeiros frutos em esta´gio "chumbinho" ou, no ma´ximo, entre os esta´gios "chumbinho" e "chumba~o" (os da primeira florada, mesmo que seja parcelada). Os frutos "chumbinho" na~o sa~o adequados à postura de ovos pela broca, mas o monitoramento preventivo nesta fase tem como objetivo identificar o ini´cio da infestac¸a~o, quando a fe^mea fundadora sai do fruto onde passou a entressafra e fica mais exposta e vulnera´vel à ac¸a~o do fungo, ja´ que os frutos "chumbinho" da nova safra ainda na~o esta~o em esta´gio ideal para a oviposic¸a~o; - realiza´-lo mensalmente ate´ a colheita, mas caso seja observado um aumento no ni´vel de infestac¸a~o, realiza´-lo com periodicidade quinzenal; - manter um registro ano a ano dos resultados para identificar talho~es que, historicamente, apresentem uma infestac¸a~o mais acentuada.
4. O ni´vel de infestac¸a~o tende a variar entre talho~es com diferenc¸as na incide^ncia de luz solar, umidade e ventilac¸a~o. Atenc¸a~o especial deve ser dada tambe´m aos talho~es:
- com histo´rico de "focos" ou de altos ni´veis de infestac¸a~o;
- limi´trofes com outras lavouras, sobretudo as abandonadas ou submetidas a podas sem destruic¸a~o dos restos vegetais;
- adjacentes ao terreiro de secagem e instalac¸o~es de beneficiamento, pois as brocas deixam os frutos que esta~o secando e voam para infestar novos frutos pro´ximos;
- nos quais, por qualquer raza~o, haja maior dificuldade na aplicac¸a~o do fungo e na realizac¸a~o de uma boa colheita (deixando-se muitos frutos nas plantas ou no solo).
5. O ni´vel de infestac¸a~o para o controle com o agente microbiolo´gico e´ de 1 a 3,5%.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Entrar na a´rea apo´s secagem completa da calda (no mi´nimo 4 horas apo´s a aplicac¸a~o). Caso necessite entrar antes desse peri´odo, utilizar os equipamentos de protec¸a~o individual (EPls) recomendados para o uso durante à aplicac¸a~o.

LIMITAÇÕES DE USO:

Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente final da tarde. Nessas condic¸o~es a exposic¸a~o dos coni´dios (esporos) do fungo à radiac¸a~o UV do sol e´ menor, propiciando a manutenc¸a~o da viabilidade do fungo. O produto na~o e´ fitoto´xico quando aplicado nas doses recomendadas. Aplicar fungicida ou herbicida somente 1 semana apo´s aplicac¸a~o do produto.
Para beneficiar a atuac¸a~o do produto, protegendo o ino´culo dos fatores clima´ticos e melhorando as condic¸o~es microclima´ticas, recomenda-se as seguintes pra´ticas culturais:
• Usar a calda no mesmo dia do seu preparo;
• Aplicar com umidade relativa do ar acima de 65%;
• Conservar o produto sob refrigerac¸a~o ou lugar fresco e arejado;
• Nunca deixar o produto exposto ao sol;
• Lavar bem o pulverizador antes de usa´-lo, ou usar um novo, sem resi´duos de agroqui´micos;
• Na~o aplicar em peri´odo de chuvas intensas;
• Na~o aplicar sob vento forte.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, envolvendo todos os princi´pios e medidas disponi´veis e via´veis de controle, como o controle cultural, controle biolo´gico (predadores e parasitóides), controle microbiano, controle por comportamento, uso de cultivares resistentes e controle qui´mico, sempre alternando produtos de diferentes grupos qui´micos, com mecanismo de ac¸a~o distinta.

Na~o ha´ relatos de desenvolvimento de resiste^ncia a fungos entomapatoge^nicos. Pore´m, para evitar o surgimento de insetos com resiste^ncia, o Comite^ Brasileiro de Resiste^ncia à Inseticidas - IRAC-BR - recomenda algumas estrate´gias:
• Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ac¸a~o, na~o deve ser utilizado em gerac¸o~es consecutivas da mesma praga.
• Utilizar somente as dosagens recomendadas no ro´tulo/bula do produto.
• Sempre consultar um Engenheiro Agro^nomo para direcionamento das recomendac¸o~es locais.
• Incluir outros me´todos de controle de insetos (controle cultural por ex.) dentro do programa de manejo integrado de pragas (MIP), quando disponi´veis.

Válido por 150 dias à 27ºC.

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