Bula Granada - Laboratório de Bio Controle Farroupilha Ltda

Bula Granada

CI
Beauveria bassiana isolado IBCB 66
9815
Laboratório de Bio Controle Farroupilha Ltda

Composição

Beauveria bassiana isolado IBCB 66 1 10^10 UFC/g

Classificação

Terrestre
Inseticida microbiológico, Acaricida microbiológico
Não Classificado
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato

Saco de polietileno e alumínio - 250g; 500g; 1Kg e 5 Kg.

INSTRUÇÕES DE USO

GRANADA, inseticida e acaricida microbiológico, à base do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana isolado IBCB 66, atua sobre diferentes estágios de desenvolvimento dos hospedeiros, como larvas, pupas e adultos. Este fungo apresenta vantagem, em relação a outros agentes microbianos do controle biológico, porque não necessita ser ingeridos para causar doença nos insetos. A infecção ocorre por adesão dos conídios fúngicos, e subsequente penetração da cutícula protetora dos insetos devido à produção de enzimas extracelulares e pressão mecânica exercida pelas estruturas de reprodução dos conídios. Essa infecção via tegumento, onde o fungo coloniza totalmente o inseto decorridas 72 horas, e leva-o à morte. As recomendações de uso devem ser obtidas com o Departamento Técnico da empresa LALLEMAND SOLUÇÕES AGROBIOLÓGICAS LTDA. Telefone: 0800 940 4377 - E-mail: dm.brasil@lallemand.com

MODO DE APLICAÇÃO

Efetuar as aplicações de forma que possibilitem uma boa cobertura da parte aérea das plantas, sem causar escorrimento. Em pulverização recomenda-se a utilização de equipamentos terrestres, como pulverizadores costais, de arraste, autopropelidos e através de sistemas de irrigação.
Não é recomendado o preparo de calda. Recomenda-se a imersão do produto diretamente no tanque de pulverização em modo de agitação até a formação de calda homogênea. Caso ocorra a parada do equipamento de aplicação, recomenda-se, antes de iniciar a aplicação, a agitação para proporcionar homogeneização da solução da calda.
Limpeza do Equipamento:
Limpar muito bem os equipamentos a fim de eliminar os resíduos de outros produtos e/ou moléculas químicas.
Atenção:
Para descontaminação dos equipamentos de aplicação recomenda-se:
a) Não realizar a limpeza do pulverizador próximo de lagos, rios ou reservas de água.
b) Realizar esta limpeza em local adequado onde os resíduos tenham o destino estabelecido em legislação.
-A limpeza deve ser realizada antes do preparo da calda de pulverização, utilizando água e sabão neutro. Posteriormente, enxaguar com água limpa usando como escoamento sempre os bicos. Nessa operação aproveita-se para testar a regulagem da vazão.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não determinado devido à natureza microbiológica do ingrediente ativo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Intervalo de reentrada 4 horas, ou até a secagem da calda.

CUIDADOS ESPECIAIS

Em pulverização recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no início da manhã, final da tarde ou no início da noite, escolhendo os locais com alta população do inseto. Não aplicar sob vento forte. Nessas condições a exposição dos conídios (esporos) do fungo à radiação UV do sol é menor. O produto não é fitotóxico quando aplicado nas doses recomendadas. Para beneficiar a atuação do produto, protegendo o inóculo dos fatores climáticos e melhorando as condições microclimáticas, são recomendadas as seguintes práticas culturais:
• Após a aplicação, evitar a limpeza mecânica ou química do piquete, pois essas práticas podem diminuir a quantidade de inoculo;
• Conservar o produto em geladeira ou lugar fresco e arejado. Nunca deixar o produto exposto ao sol;
• Lavar bem o pulverizador antes de usá-lo, ou usar um novo, sem resíduos de agroquímicos;
• Não aplicar em período de chuvas intensas;
• Evitar aplicação em condição de temperatura acima de 27ºC ou na presença de ventos fortes (velocidade acima de 7 Km/hora), bem como com umidade relativa do ar abaixo de 70%.
• Aplicar com adjuvante com o intuito de melhorar a aplicabilidade e distribuição do produto.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponíveis e apropriados.

Qualquer agente de controle de pragas pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência.
O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas e acaricidas:
- Qualquer produto para controle de pragas da mesma classe ou de mesmo modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência;