Bula Kyron 750 WG - CropChem

Bula Kyron 750 WG

Nicosulfurom
19517
CropChem

Composição

Nicossulfurom 750 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Seletivo, Sistêmico

Tipo: Barrica; Material: Papelão/Fibra; Capacidade: 1,0; 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0; 10; 15; 20; 25; 30 e 50 Kg
Tipo: Big Bag; Material: Plástico; Capacidade: 20; 50; 100; 200; 250; 300; 400; 500; 600; 625; 650; 700; 800; 900; 1.000
Tipo: Bulk; Material: Metálico/ Fibra/ Plástico; Capacidade: 20; 50; 100; 200; 250; 300; 400; 500; 600; 625; 650; 700; 800; 900; 1.000; 1.100; 1.200; 1.500; 2.000; 5.000; 10.000; 15.000; 20.000 Kg
Tipo: Cartucho; Material: Papelão; Capacidade: 0,48; 1,0; 2,0; 5,0 Kg
Tipo: Frasco; Material: Plástico; Capacidade: 0,1; 0,2; 0,25; 0,75; 1.0; 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0; 8,0 e 10 Kg.
Tipo: Galão; Material: Plástico; Capacidade: 5,0; 10; 15; 20; 25; 30 e 50 Kg
Tipo: Mini Bulk; Material: Metálico/ Fibra/ Plástico; Capacidade: 20; 50; 100; 200; 250; 300; 400; 500; 600; 625; 650; 700; 800; 900; 1.000; 1.100; 1.200; 1.500; 2.000; 5.000; 10.000; 15.000; 20.000 Kg
Tipo: Saco; Material: Hidrossolúvel; Capacidade: 0,05; 0,1; 0,2; 0,25; 0,75; 1.0; 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0 Kg
Tipo: Saco; Material: Aluminizado/ Polietileno/ Metálicp/ Plástico/Papel/ Poly-nylon/ Papel multifolhado; Capacidade: 0,1; 0,2; 0,25; 0,75; 1.0; 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0; 10; 15; 20; 25; 30 e 50 Kg
Tipo: Tambor; Material: Metálico/ Fibra; Capacidade: 1,0; 2,0; 2,5; 3,0; 4,0; 5,0; 10; 15; 20; 50; 100; 200; 250; 300; 400; 500

INSTRUÇÕES DE USO

KYRON 750 WG é um herbicida pertencente ao grupo químico das sulfoniluréias, seletivo para a cultura do milho e de ação sistêmica, sendo rapidamente absorvido através de folhas e raízes, com translocação por toda a planta. Age inibindo a enzima acetolactato sintase (ALS), responsável pela síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina. A inibição desta enzima interrompe a produção de proteínas, interferindo na divisão celular e levando a planta a morte. KYRON 750 WG é utilizado para controle em pós-emergência das plantas infestantes na cultura do milho, e também em pré-plantio da cultura de soja em manejo/dessecação de plantas daninhas.
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MODO / EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre: Utilizar volumes de 400 a 600 litros de calda/ha para pulverizador manual costal e 200 a 400 litros /ha para pulverizador tratorizado.
Tipos de bico: Leque (ex.: Teejet, XR Teejet, DG Teejet, Twinjet, TK ou TF) ou cone (ex.: Fulljet); utilizar de acordo com a recomendação do fabricante.

Obs: No caso de uso de outros equipamentos pulverizadores, estes devem proporcionar boa cobertura das plantas infestantes.

Aplicação aérea: Aplicar através de aeronaves agrícolas equipadas com barra e dotadas de bicos tipo cônico (D9 ou D10, core 44 a 46) ou atomizadores de tela rotativa (MICRONAIR), altura de vôo de 3 a 4 m sobre a cultura, largura da faixa de deposição efetiva: 15 m; diâmetro e densidade de gotas: 200 a 400 micrômetros, 10 a 30 gotas/cm², volume de aplicação: 20 a 40 litros de calda/ha.
• Condições climáticas: devem ser respeitadas condições de velocidade do vento inferior a 10 km/hora, temperatura menor que 25ºC e umidade relativa maior que 70%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação. Preparo da calda herbicida: Iniciar colocando água no tanque do pulverizador até a metade de sua capacidade com o agitador em movimento e adicionar o KYRON 750 WG. No caso de embalagens em frasco, recomenda-se uma pré-diluição em água antes da adição ao tanque do pulverizador. Após, adicionar mais água até três quartos da capacidade do tanque, antes de adicionar adjuvantes. Se houver necessidade de interromper a pulverização por algum tempo e aconselhável manter o agitador funcionando. Se esta interrupção for mais longa, e necessário reagitar a calda herbicida antes de reutilizá-la.

Lavagem do equipamento de aplicação

Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco de formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxague completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3. Complete o pulverizador com água limpa e adicione amônia caseira (3% de amônia) na proporção de 1% (1 litro por 100 litros). Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque evitando que este líquido atinja corpos d’água, nascentes ou plantas úteis.
4. Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
5. Repita o passo 3.
6. Enxague completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 2 vezes. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.
Recomendações para evitar a deriva: Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente. Importância do diâmetro da gota: A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (> 150 a 200 µm). A presença de culturas para as quais o produto não esteja registrado ou de culturas sensíveis, nas proximidades, condições climáticas estádio de desenvolvimento da cultura, etc. devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta.

APLICANDO GOTAS DE DIÂMETRO MAIORES REDUZ O POTENCIAL DE DERIVA, MAS NÃO A PREVINE SE AS APLICAÇÕES FOREM FEITA DE MANEIRA IMPRÓPRIA OU SOB CONDIÇÕES AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS!

Veja instruções sobre Condições de vento, Temperatura e Umidade e Inversão térmica.
Controlando o diâmetro de gotas – Técnicas Gerais
Volume: use bicos de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores, de acordo com a pressão de trabalho adotada (ex: XR Teejet).
Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura.

QUANDO MAIORES VOLUMES FOREM NECESSÁRIOS, USE BICOS DE VAZÃO MAIOR AO INVÉS DE AUMENTAR A PRESSÃO.

Tipo de bico: Use o modelo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bico de baixa deriva.

Controlando o diâmetro de gotas – Aplicação aérea
Número de bicos: use o menor número de bicos com maior vazão possível e que proporcione uma cobertura uniforme.
Orientação dos bicos: Direcionando os bicos de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar, produzirá gotas maiores que outras orientações.
Tipo de bico: bicos de jato cheio, orientados para trás, produzem gotas maiores que outros tipos de bico.
Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder 75% da asa ou do comprimento do motor – barras maiores aumentam o potencial de deriva.
Altura do vôo: Aplicações a alturas maiores que 3 metros acima da cultura aumentam o potencial de deriva.
Altura da barra: regule a altura da barra a menor altura possível para obter uma cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos. Para equipamento de solo, a barra deve permanecer nivelada com a cultura, e com o mínimo de solavancos, observando-se também a adequada sobreposição dos jatos.
Ventos: O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior que 16 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento.

NÃO APLICAR SE HOUVER VENTOS FORTES OU EM CONDIÇÕES SEM VENTO.

Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva. Temperatura e umidade Quando aplicando em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas maiores para reduzir o efeito da evaporação. Inversão térmica O potencial de deriva e alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao por do sol e frequentemente continuam ate a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de uma inversão térmica; enquanto, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Milho: 45 dias.
Soja: Não especificado devido à modalidade de aplicação.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• Uso exclusivo para culturas agrícolas.
• Não aplicar o produto através de sistemas de irrigação.
• O produto não deverá ser aplicado quando a planta estiver passando por estado de estresse hídrico.
• Não aplicar o produto em plantas infestantes ou culturas sob estresse causado por frio, período de seca, excesso de chuvas, sequência de dias nublados, etc.
• Não aplicar o produto quando a temperatura estiver abaixo de 10ºC.
• Não aplicar o produto quando as folhas estiverem molhadas pela chuva ou quando houver orvalho nas folhas.
• A ocorrência de chuvas até uma hora após a aplicação do produto poderá diminuir sua eficiência.
• Não aplicar o produto nas culturas de sorgo, milheto e milho pipoca, nem em locais onde possa haver deriva para estes cultivos.
• Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
• Compatibilidade: A fim de evitar elevada fitotoxicidade na cultura do milho, respeitar o intervalo de sete dias entre a aplicação de KYRON 750 WG e a aplicação de produtos organofosforados bem como entre as adubações nitrogenadas e vice-versa. Caso nao seja respeitado este limite, poderá ocorrer elevada fitotoxicidade na cultura do milho.
• Fitotoxicidade: KYRON 750 WG é seletivo para a maioria das cultivares de milho, mas existem alguns híbridos/variedades que não devem ser tratados com o produto. Por isso, não aplicar KYRON 750 WG nas seguintes cultivares de milho: AG-2003, Agromen-210, C-211, CO-11, F1- 9043, P-3230 e ICI-8551. Antes de aplicar, verificar junto às empresas produtoras de sementes a existência de outros cultivares sensíveis ao nicossulfurom.
• Para os híbridos/variedades que são recomendados, em alguns casos poderão ser observados sintomas iniciais de fitotoxicidade, que desaparecem naturalmente sem interferir na produtividade.
• Para rotação de cultura, observar o prazo de 90 a 120 dias após a aplicação de KYRON 750 WG.
• Não aplicar mais que 80 g de KYRON 750 WG por hectare por ciclo da cultura.
• Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro de carvão ativado cobrindo nariz e boca, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle:
(1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde);
(2) mecânico ou físico (capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico);
(3) controle biológico;
(4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.

KYRON 750 WG é um herbicida composto por Nicossulfurom, pertencente ao grupo das Sulfoniluréias, que apresentam como modo de ação a inibição da enzima acetolactato sintase (ALS). Após a absorção, são rapidamente translocados para áreas e crescimento ativo (meristemas, ápices), ocasionando a morte das plantas devido a incapacidade de produzir os aminoácidos essenciais. Classificado no grupo B segundo classificação internacional do HRAC (Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas a Herbicidas). O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distinto do Grupo B para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B HERBICIDA