Bula Style - Du Pont

Bula Style

CI
Hexazinona
1100
FMC

Composição

Hexazinona 750 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Seletivo

Sacos multifoliados, metálicos, de plástico, de papel, de nylon/poli, caixas e barricas de papelão, bombonas plásticas e tambores metálicos, contendo: 1,2,3,4,5,10,15,20, 25 e 50 kg.
Embalagens tipo "minibulk" e "bulk" metálicas, de fibra, de plástico contendo: 100, 200, 300, 400, 500, 1000, 2000, 5000 e 10000 kg.
Sacos metálicos multifoliados e de plástico contendo sacos hidrossolúveis, de 100, 200, 250 e 500 gramas, 1; 2; 2,5 e 3 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

Style® é um herbicida apresentado na forma de granulado dispersível em água, para o controle seletivo de plantas daninhas em pós-emergência e pré-emergência na cultura da cana-de-açúcar. É prontamente absorvido pelas raízes e folhas das plantas daninhas, mostrando ação de contato e residual. O grau de controle varia de acordo com a dose aplicada, nivel de infestação, condições de solo e clima.

Plantas daninhas controladas:
Style® é recomendado em pré-emergência para o controle de:
Acanthospermum australe (carrapichinho)
Amaranthus deflexus (caruru)
Amaranthus hybridus (caruru)
Amaranthus retroflexus (caruru)
Borreria latifolia (poaia-do-campo)
Brachiaria decumbens (capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (capim marmelada)
Commelina benghalensis (trapoeraba)
Digitaria horizontalis (capim colchão)
Eleusine indica (capim pé-de-galinha)
Euphorbia heterophylla (leiteiro)
lpomoea purpurea (corda-de-viola)
Panicum maximum (capim colonião)
Parthenium hysterophorus (losna-branca)
Portulaca oleracea (beldroega)
Senna obtusifolia (fedegoso)
Sida cordifolia (guanxuma)
Sida glaziovii (guanxuma)
Sida rhombifolia (guanxuma)

Style® é recomendado em pós-emergência inicial para o controle de:
Amaranthus deflexus (caruru)
Brachiaria plantaginea (capim marmelada)
Commelina benghalensis (trapoeraba)
Digitaria horizontalis (capim colchão)
Beusine·indica (capim pé-de-galinha)
lpomoea purpurea (corda-de-viola)
Portulaca oleracea (beldroega)
Sida rhombifolia (guanxuma)

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Style® é recomendado para aplicações em pré e pós-emergência inicial, em cana planta e cana soca conforme a bula.
(*) Observações para Pós-emergência:
- Usar espalhante adesivo de acordo com a recomendação do fabricante;
- Dose de 350 g/ha para gramíneas e folhas largas com 02 a 04 folhas;
- Dose de 450 g/ha para gramíneas antes do perfilhamento e folhas largas acima de 04 folhas até 10 cm de altura.
As maiores doses devem ser utilizadas quando o solo apresentar alto tear de matéria orgânica e/ou argila e alta pressão de plantas daninhas. As menores doses próximas a 200 g/ha devem ser aplicadas em condições de solos arenosos. O produto não deve ser utilizado em cana-planta em condições de solo leve.
Em pós-emergência das plantas daninhas, usar espalhante adesivo nas doses recomendadas pelo fabricante.
A aplicação deve ser feita quando as plantas daninhas tiverem até 10 cm de altura (folhas largas) e antes do perfilhamento (gramíneas), quando estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo, com umidade do ar superior a 70% e temperatura acima de 21ºC.
Sob a ameaça de chuva suspender as aplicações.
Tanto nas aplicações de pós como de pre-emergência, a uniformidade da calda e a boa cobertura das plantas daninhas e/ou solo, são fundamentais para se obter um bom controle das mesmas.
Style® deve ser aplicado antes da emergência da cultura até o estádio de "esporão" (cana planta) ou início de perfilhamento (cana soca) por serem estas as fases em que a cana-de-açúcar é mais tolerante aos herbicidas.
Quando o porte da cana estiver dificultando o perfeito molhamento das plantas daninhas ou do solo, recomenda-se a aplicação em jato dirigido com pingente, afim de se evitar o efeito "guarda-chuva".
Para o controle de plantas daninhas em áreas infestadas por Brachiaria plantaginea (capim marmelada) a aplicação deve ser feita quando as chuvas estiverem regulares.
Nas aplicações de pré-emergência o solo deve estar bem preparado, úmido, livre de torrões e restos de culturas. Style® pode ainda ser aplicado em condições de baixa umidade do solo quando em um período ao redor de 02 semanas as chuvas se tornarem regulares e ocorrer o fechamento da cana-de-açúcar.

Restrições de uso:
Fazer somente um tratamento por ciclo da cultura seguindo as recomendações para cada tipo de solo. Independentemente da prática adotada, seja ela aplicação tratorizada em área total em pré ou pós-emergência, não ultrapassar os limites máximos de dose em kg/ha recomendados nas instruções de uso.
A cana-de-açúcar em que foi aplicado Style® não deve servir para alimentação animal.
As aplicações em cana-soca devem ser feitas após o enleiramento da palha e cultivo.
Para cana planta, recomenda-se que as aplicações sejam feitas após as primeiras chuvas depois do plantio para se evitar concentração excessiva do produto no sulco de plantio, em decorrência do assoreamento, obtendo-se assim maior seletividade a cultura, e uniformidade de controle nas entrelinhas.
Quando se aplicar em pós-emergência inicial em condições de solo leve, com menos de 1% de matéria orgânica, deve- se determinar a tolerância à variedade, antes de se adotar Style® como prática.
A tolerância de novas variedades deve ser determinada antes de se adotar Style® como prática.
Chuvas extremamente pesadas após a aplicação podem resultar em um baixo controle e/ou injúria à cultura, especialmente se aplicação for feita em solo seco.
Para a rotação de cultura observar o período mínimo de 01 ano após a aplicação para o plantio de outras culturas.
Não aplicar através de sistemas de irrigação.
Não utilizar o produto em desacordo às instruções do rótulo e bula.

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre:
• Equipamentos: pulverizador costal ou tratorizado de barra, com pressão constante (15 a 50 lb/pol²), variando conforme tipo de pulverizador e bicos utilizados.
• Altura da barra: deve permitir boa cobertura do solo e/ou plantas daninhas. Observar que a barra em toda sua extensão esteja na mesma altura.
• Tipos de bico: na pré-emergência usar pontas de jato plano (ex.: Teejet, XRTeejet, DGTeejet, TurboFloodjet); na pós-emergência usar pontas de jato plano (XRTeejet, Twinjet, TurboFloodjet), de acordo com as recomendações do fabricante.
Volume de aplicação: 200 a 600 l de calda/ha em pré e pós-emergência das plantas daninhas e da cultura.
Utilizar maiores volumes de calda de acordo com a infestação, espécie de plantas daninhas e porte da cultura. Obs.: É necessária continua agitação no tanque e fechamento do registro do pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento, evitando-se desperdícios e sobreposição das faixas de aplicação que podem duplicar a dose aplicada.

Aplicação aérea:
Equipamentos: aeronaves agrícolas equipadas com barra de aplicação apropriada, munidas de pontas tipo cônicas D8, D10 ou D12, core 45, ou bicos rotativos (Micronair®).
Taxa de aplicação: 30 a 40 I de calda/ha, em função do tipo de ponta escolhida.
Ângulo dos bicos em relação à direção de voo: de acordo com o equipamento e aeronave utilizados, e das condições climáticas no momento da aplicação.
Altura de voo: 3 a 5 metros sobre o alvo.
Largura da faixa de deposição efetiva: de acordo com a aeronave, de modo a proporcionar uma cobertura uniforme.
Evite a sobreposição das faixas de aplicação.
Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
Condições climáticas recomendadas:
temperatura: inferior a 25ºC
umidade relativa: superior a 70% velocidade do vento: inferior a 10 km/h
Optar por uma largura de deposição efetiva adequada que será determinada em função do tipo de aeronave, das pontas utilizadas, e as condições climáticas do momento da aplicação. A faixa de deposição total (FDt) escolhida deve proporcionar uma cobertura uniforme, evitando-se com isto a sobreposição incorreta das faixas de aplicação. Ensaios para determinação da dimensão mais adequada da Faixa de Deposição Efetiva e devem ser realizados localmente.
Nota: A critério do Engenheiro Agrônomo ou Técnico responsável, as condições poderão ser alteradas.
Preparo da calda:
O abastecimento do tanque do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até 1/3 da sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento e então adicionado o produto, completando por fim o volume com água. Caso indicado o espalhante deve ser o último produto a ser adicionado a calda. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Prepare apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação.
Nota: Antes da aplicação de Style® o equipamento de pulverização deve estar limpo e bem conservado, procedendo então a calibragem do equipamento com água para a correta pulverização do produto.

LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Antes de iniciar a aplicação, tenha certeza de ter o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, torna a limpeza mais difícil. A não lavagem ou mesmo a lavagem inadequada do pulverizador pode resultar em danos as culturas em aplicações subsequentes.
1. Esvazie o equipamento de pulverização. Enxague completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Solte e fisicamente remova os depósitos visíveis de produtos.
2. Complete o pulverizador com água limpa e adicione amônia caseira (AMONÍACO OU SIMILAR COM 3% de AMÔNIA) na proporção de 1% (1 litro para 100 litros de água). Circule esta solução pelas mangueiras, barras e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barra, filtros e bicos. Esvazie o tanque.
3. Remova e limpe bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza (citada no item 02).
4. Repita o passo 2.
5. Enxágue completamente o pulverizador, mangueiras, barra, filtros e bicos com água limpa no mínimo 03 vezes.
Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessária durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com legislação local.

RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A DERIVA

Evite que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e o clima. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
Importância do diâmetro de gota:
A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (> 150 a 200 µ). A presença de culturas sensíveis nas proximidades, condições climáticas e infestação podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não a previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições ambientais desfavoráveis. Leia as instruções sobre Condições de vento, Temperatura e Umidade, e Inversão térmica.
Controlando o diâmetro de gotas - Técnicas Gerais
Volume: Use bicos de vazão maior para aplicar o volume de calda mais alto possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores.
Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.
Tipo de bico: Use o tipo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Na maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.

Controlando o diâmetro de gotas - Aplicação aérea
Número de bicos: Use o menor número de bicos com maior vazão possível que proporcione uma cobertura uniforme.
Orientação dos bicos: Direcionando os bicos de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar produzirá gotas maiores que outras orientações.
Tipo de bico: bicos de jato cheio, orientados para trás produzem gotas maiores que outros tipos de bico.
Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder 3/4 do comprimento da asa - barras maiores aumentam o potencial de deriva.
Altura de voo: aplicações a alturas maiores que 4,0 m acima da cultura aumentam o potencial de deriva.
Altura da barra
Utilize a menor altura possível da barra para cobertura uniforme, reduzindo à exposição das gotas à evaporação e aos ventos. Para equipamento de solo, a barra deve permanecer nivelada com o alvo com o mínimo de solavancos, proporcionando sobreposição homogênea dos jatos dos bicos.
Ventos
O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento, inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior que 16 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. Não aplicar se houver rajadas de ventos ou em condições sem vento. Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.
Temperatura e umidade
Quando aplicar em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas maiores para reduzir o efeito da evaporação.
Inversão Térmica
O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com a altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas no pôr-do-sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de uma inversão térmica; enquanto se a fumaça é rapidamente dispersada e com movimento ascendente indicam um bom movimento vertical do ar.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de plantas daninhas (ex. controle manual, como roçadas, capinas, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Plantas Daninhas, quando disponível.

Style® é um herbicida composto por Hexazinona, grupo químico das triazinonas, age como inibidor da fotossíntese no fotossistema II e pertence ao Grupo C1, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C1 para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas (ex. controle manual, roçadas, capinas, controle de escapes, etc.).
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).