Vencer Duo CI

Geral
Nome Técnico:
Picoxistrobina; Protioconazol.
Registro MAPA:
3526
Empresa Registrante:
CropChem
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Picoxistrobina 400 g/kg
Protioconazol 340 g/kg
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre
Classe Agronômica:
Fungicida
Toxicológica:
4 - Produto Pouco Tóxico
Ambiental:
II - Produto muito perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Granulado Dispersível (WG)
Modo de Ação:
Sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Milho Recomendação Dosagem Produtos Similares
Phaeosphaeria maydis (Mancha foliar de phaoeosphaeria) veja aqui

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Não Lavável Saco Plástico Flexível Sólido 1 KG
Não Lavável Saco Plástico Flexível Sólido 5 KG
Não Lavável Saco Plástico Flexível Sólido 10 KG
Não Lavável Saco Plástico Flexível Sólido 15 KG
Não Lavável Saco Plástico Flexível Sólido 20 KG
Não Lavável Saco Plástico metalizado Flexível Sólido 1 KG
Não Lavável Saco Plástico metalizado Flexível Sólido 5 KG
Não Lavável Saco Plástico metalizado Flexível Sólido 10 KG
Não Lavável Saco Plástico metalizado Flexível Sólido 15 KG
Não Lavável Saco Plástico metalizado Flexível Sólido 20 KG

INSTRUÇÕES DE USO

VENCER DUO é um fungicida sistêmico composto por protioconazol (do grupo químico Triazolintiona, inibidor do succinato dehidrogenase no complexo II) e picoxistrobina (do grupo químico das estrobilurinas, inibidores da quinona externa no complexo III). A associação desses dois ingredientes ativos proporciona ação preventiva, ao inibir a germinação de esporos, e ação curativa, ao inibir o crescimento micelial de fungos patogênicos.
VENCER DUO atua como um inibidor da respiração mitocondrial de células de fungos, interferindo no ciclo de vida dos fungos, principalmente nos processos de germinação de esporos, infecção e crescimento de hifas. Além disso, interrompe a biossíntese do ergosterol, que é um componente essencial da parede celular dos fungos.


MODO / EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

VENCER DUO deve ser aplicado em pulverização na parte aérea e nas doses recomendadas nas culturas para as quais é indicado. A boa cobertura de todos os tecidos da parte aérea das plantas é fundamental para o sucesso de controle das doenças, independente do equipamento utilizado.
Desta forma o tipo e calibração do equipamento, estágio de desenvolvimento da cultura, bem como as condições ambientais em que a aplicação é conduzida, devem balizar o volume de calda, pressão de trabalho e diâmetro de gotas, a ser utilizado. O volume de calda poderá variar de acordo com a tecnologia de aplicação utilizada. Seguir as recomendações dos fabricantes dos equipamentos de aplicação e buscar acompanhamento de profissional especializado.

Aplicação terrestre:
Utilizar pulverizadores com tipos e espaçamento de bicos recomendados pelos fabricantes. A altura da barra deve obedecer às recomendações dos fabricantes devendo, em toda a sua extensão, estar na mesma altura e ser adequada ao estágio de desenvolvimento da cultura, de forma a permitir uma perfeita cobertura das plantas.
Mantenha a agitação do tanque e o registro do pulverizador fechado durante as paradas e manobras do equipamento, evitando desperdícios e sobreposição das faixas de aplicação ou deposição da calda de pulverização a culturas vizinhas.


CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

Devem ser respeitadas condições de velocidade do vento de 3 a 15 km/hora, temperatura inferior que 30ºC e umidade relativa superior a 55%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação. Não realizar aplicação em condições de inversão térmica e de correntes ascendentes. Não aplicar se houver rajadas de ventos ou em condições sem vento.


LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Inicie a aplicação somente com o equipamento devidamente limpo, calibrado e em boas condições de conservação, a fim de garantir a eficiência do tratamento e evitar contaminações cruzadas. Imediatamente após a aplicação, realize a limpeza completa de todo o equipamento de pulverização.
Com o pulverizador vazio, proceda ao enxágue completo do tanque e faça circular água limpa por todo o sistema, incluindo mangueiras, barras, bicos e difusores, assegurando a remoção de eventuais resíduos do produto. Todos os componentes e acessórios associados ao pulverizador, inclusive os materiais utilizados no enchimento do tanque, também devem ser cuidadosamente higienizados.
Durante todo o processo de limpeza, adote as medidas de segurança recomendadas, utilizando os equipamentos de proteção individual apropriados. A limpeza não deve ser realizada próxima a nascentes, corpos d’água ou plantas úteis, de modo a prevenir riscos de contaminação ambiental. Os resíduos provenientes da limpeza devem ser descartados em conformidade com a legislação estadual e municipal vigente.


RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR A DERIVA

Não permita que a deriva decorrente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações animais ou áreas de preservação ambiental. O potencial de deriva resulta da interação de diversos fatores relacionados ao equipamento de pulverização, às condições meteorológicas e às características operacionais da aplicação.
Cabe ao aplicador avaliar cuidadosamente todos esses fatores antes de decidir pela realização da aplicação, considerando, entre outros aspectos, as condições climáticas vigentes, o estágio de desenvolvimento da cultura e a proximidade de organismos não alvo ou de culturas para as quais o produto não esteja registrado.
O manejo adequado da deriva é essencial para a segurança e a eficácia do tratamento, sendo a sua prevenção durante a aplicação de inteira responsabilidade do aplicador.
Importância do diâmetro de gota:
A melhor estratégia para o gerenciamento da deriva é utilizar o maior diâmetro de gotas possível, desde que esse tamanho proporcione adequada cobertura do alvo. O uso de gotas de maior diâmetro reduz o potencial de deriva; contudo, não a elimina caso as aplicações sejam realizadas de forma inadequada ou sob condições ambientais desfavoráveis.
Assim, é fundamental seguir rigorosamente as orientações da bula quanto aos limites de velocidade do vento, temperatura, umidade relativa do ar e ocorrência de inversão térmica, adotando sempre as boas práticas de aplicação para minimizar riscos e garantir a eficácia do tratamento.
Tipo de bico e altura da barra:
Utilize o modelo de bico apropriado ao tipo de aplicação desejada, dando preferência, sempre que possível, a bicos de baixa deriva. A altura da barra deve ser ajustada para a menor posição que ainda permita cobertura uniforme do alvo, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e à ação dos ventos. Em aplicações terrestres, mantenha a barra devidamente nivelada em relação ao topo da cultura e opere o equipamento de forma a minimizar solavancos e oscilações, assegurando a adequada sobreposição dos jatos para garantir uniformidade na deposição da calda.
Ventos:
O potencial de deriva varia em função da velocidade e das características do vento. Diversos fatores, incluindo o diâmetro das gotas, a altura de aplicação, o tipo de ponta e o equipamento utilizado, influenciam o comportamento das gotas sob uma determinada condição de vento. Não realizar a aplicação na presença de rajadas de vento ou em condições de vento instável. Recomenda-se monitorar continuamente a velocidade do vento durante a operação.
Observações: As condições locais de topografia, presença de obstáculos, proximidade de corpos d’água e variações microclimáticas podem influenciar significativamente o padrão dos ventos. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de vento predominantes na área de aplicação e compreender como esses fatores podem afetar o risco de deriva, adotando medidas preventivas sempre que necessário.
Temperatura e umidade:
Condições de clima quente e seco aumentam o risco de evaporação das gotas finas, o que pode intensificar a deriva e reduzir a eficiência da aplicação. Nessas situações, regule o equipamento para produzir gotas de maior diâmetro e, sempre que possível, priorize aplicações em horários de temperaturas mais amenas e maior umidade relativa do ar. O monitoramento das condições meteorológicas antes e durante a aplicação é fundamental para garantir a eficácia do tratamento e a segurança ambiental.
Inversão térmica:
O potencial de deriva é elevado durante a ocorrência de inversão térmica. Nessas condições, há redução do movimento vertical do ar, favorecendo a formação de uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem próximas ao solo e se deslocam lateralmente, aumentando o risco de deriva.
As inversões térmicas caracterizam-se pelo aumento da temperatura com a altitude e são mais comuns em noites com pouca nebulosidade e ventos fracos ou ausentes. Geralmente iniciam-se ao pôr do sol e podem persistir até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela ocorrência de neblina ao nível do solo; na ausência de neblina, a inversão pode ser identificada pela observação do comportamento da fumaça proveniente de uma fonte próxima ao solo. A formação de uma camada de fumaça com deslocamento lateral indica a presença de inversão térmica, enquanto a rápida dispersão da fumaça com movimento ascendente indica condições favoráveis de movimentação vertical do ar.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

NÃO entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.


LIMITAÇÕES DE USO

- Uso exclusivamente agrícola.
- Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
- Fitotoxicidade: desde que sejam seguidas as recomendações de uso, o produto não causa fitotoxicidade nas culturas registradas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos C3 e G1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível.
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais e cultivares com gene de resistência quando disponíveis.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e/ou informados à Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO C3 FUNGICIDA
GRUPO G1 FUNGICIDA

O produto fungicida VENCER DUO é composto por Picoxistrobina e Protioconazol que apresentam mecanismos de atividade no complexo III: citocromo bc1 (ubiquinol oxidase) no sítio Qo e no C14- desmetilase na biossíntese de esterol (erg11/cyp51), pertencentes aos grupos C3 e G1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicida).

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