Zelone CI

Geral
Nome Técnico:
Imazetapir; Imazapique
Registro MAPA:
16721
Empresa Registrante:
UPL
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Imazetapir 75 g/L
Imazapique 25 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Aérea, Terrestre
Classe Agronômica:
Herbicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
III - Produto perigoso
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Concentrado Solúvel (SL)
Modo de Ação:
Seletivo, Sistêmico
Agricultura Orgânica:
Não

Indicações de Uso

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 5 / 20 L

INSTRUÇÕES DE USO

ZELONE é um herbicida sistêmico, desenvolvido para uso exclusivo em cultivares de Arroz e Sorgo tolerantes ao grupo químico imidazolinona. Na cultura do Arroz o ZELONE pode ser aplicado em pós-emergência, em dose única, ou em aplicação sequencial em pré-emergência seguida de pós-emergência e no Sorgo em pré-emergência ou pós-emergência em aplicação única. ZELONE é recomendado principalmente para o controle do Arroz-vermelho e outras plantas infestantes como Junquinho e Capim-Arroz.


MODO DE AÇÃO DO PRODUTO

ZELONE foi desenvolvido para uso exclusivo em áreas plantadas com cultivares de Arroz e Sorgo tolerantes a Imidazolinonas. Essas cultivares já comercializadas foram desenvolvidas através de técnicas avançadas de melhoramento e seleção de plantas. As cultivares de Arroz e Sorgo tolerantes a Imidazolinonas não são plantas transgênicas, pois não contêm material genético (DNA) importado de outras espécies vegetais, animais ou bactérias. A ação herbicida do ZELONE é resultado da redução dos níveis de 3 (três) aminoácidos alifáticos de cadeia ramificada, valina, leucina e isoleucina, através da inibição do ácido hidroxiacético sintetase (AHAS), uma enzima comum na via biossintética desses aminoácidos. Esta inibição interrompe a síntese proteica, que por sua vez interfere na síntese de DNA e no crescimento celular. A biossíntese desses três aminoácidos e a enzima AHAS não ocorrem em animais, o que explica a baixa toxicidade aguda do produto em mamíferos. ZELONE é absorvido pela folhagem e raízes e translocado rapidamente através do xilema e floema para as regiões meristemáticas da planta, onde se acumula. Embora a interrupção de crescimento das regiões meristemáticas ocorra logo após a aplicação, a clorose das folhas novas e a necrose dos tecidos podem demorar em algumas espécies até duas semanas. Em plantas perenes, ZELONE é translocado para as partes subterrâneas das plantas (rizomas e tubérculos) o que permite a redução da população destas plantas infestantes. ZELONE possui atividade residual no solo, o que lhe confere ação herbicida sobre a sementeira das plantas infestantes.


NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

No caso de uma única aplicação na cultura do Arroz, esta deve ser realizada em pós-emergência da cultura e das plantas infestantes. O estádio das plantas infestantes recomendado para a aplicação é: ARROZ-VERMELHO e OUTRAS GRAMÍNEAS - até o 2º perfilho; e CYPERÁCEAS - entre 2 a 4 folhas.


Em aplicação sequencial: Duas aplicações é o número máximo permitido. Pré-emergência - a aplicação deve ser realizada em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes. Para garantir o bom funcionamento da aplicação em pré-emergência, a área deverá ser irrigada (banho), caso não chova o suficiente, até no máximo 5 dias após a aplicação. Na cultura do Sorgo a aplicação poderá ser feita em pré-emergência ou pós inicial da cultura e plantas infestantes até estádio de 2 a 4 folhas de ambas. Realizar apenas uma aplicação por ciclo.


FATORES IMPORTANTES PARA O SUCESSO DO SISTEMA DE PRODUÇÃO DE ARROZ E SORGO TOLERANTES A IMIDAZOLINONAS ARROZ E SORGO

Aplique ZELONE somente nas cultivares de Arroz e Sorgo tolerantes a Imidazolinonas.
1. Na aplicação em pós-emergência, na cultura do Arroz, na dose recomendada, adicione sempre adjuvante.
2. Faça a aplicação dentro das condições climáticas e do período ideal do estádio de desenvolvimento das plantas infestantes e do Arroz e Sorgo.
3. Evite aplicações nas horas mais quentes do dia; baixa umidade relativa do ar e ventos acima de 10 km/hora.
4. Aplique todo volume preparado no mesmo dia, não deixe o produto dentro do tanque de um dia para outro.
5. Logo após o uso, limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra e os bicos) antes de utilizá-los com outros produtos ou em outros campos de arroz não tolerante a imidazolinona.
6. Limpe a semeadora e a plantadeira antes de utilizá-las com Arroz e Sorgo tolerantes a Imidazolinonas. Retire todo o resto de sementes de Arroz e Sorgo não tolerantes a imidazolinonas.

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicação Terrestre: Deve-se utilizar pulverizador costal ou de barra, com deslocamento montado, de arrasto ou autopropelido. Utilizar bicos ou pontas que produzam jato leque com indução de ar, visando à produção de gotas grossas a extremamente grossas. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. A faixa recomendada de pressão da calda nos bicos é de 2 a 4,7 bar. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. Para diferentes velocidades com o pulverizador, utilize pontas de diferentes vazões para não haver variação brusca na pressão de trabalho, o que afeta diretamente o tamanho das gotas. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta alvo, conforme recomendação do fabricante. Utilize tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Aplicação Aérea - Arroz e Sorgo: Recomenda-se um volume de aplicação entre 20 e 50 L/ha. A aplicação deve ser realizada somente por empresa especializada, sob orientação de um Engenheiro Agrônomo. As mesmas recomendações gerais para “Via Terrestre”, como tamanho de gotas, boa cobertura e uniformidade de deposição se aplicam nesta modalidade. Deve-se respeitar condições meteorológicas no momento da aplicação para que as perdas por deriva sejam minimizadas.


PREPARAÇÃO DA CALDA

Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Recomenda-se utilizar pontas ou bicos que possibilitem trabalhar com filtros de malha de 50 mesh, no máximo, evitando-se filtros mais restritivos no pulverizador. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até metade de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária do produto. Após despejar todo o conteúdo do produto no preparo da calda, deve-se fazer a adição de água dentro de cada embalagem para garantir que todo produto seja usado na pulverização e facilite a etapa seguinte de tríplice lavagem. Feito isso, deve-se completar o volume do tanque do pulverizador com água, quando faltar 3-5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada, respeitando-se uma proporção mínima de 3 litros de água por litro de produto a ser adicionado no prémisturador. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Lembre-se de verificar o bom funcionamento do agitador de calda dentro do tanque do pulverizador, seja ele por hélices, bico hidráulico ou por retorno da bomba centrífuga. Nunca deixe calda parada dentro do tanque, mesmo que por minutos. Havendo a necessidade de uso de algum adjuvante, checar sempre a compatibilidade da calda, confeccionando-a nas mesmas proporções, em recipientes menores e transparentes, com a finalidade de observar se há homogeneidade da calda, sem haver formação de fases. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador. Utilize produtos de sua preferência para a correta limpeza do tanque, filtros, bicos, ramais e finais de seção de barra.

CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

Realizar as pulverizações quando as condições meteorológicas forem desfavoráveis à ocorrência de deriva, conforme abaixo:
Temperatura do ambiente: máxima de 30ºC.
Umidade relativa do ar: igual ou superior a 55%.
Velocidade do vento: de 2 a 10 km/h. Se o vento estiver abaixo de 2 km/h, não aplique devido ao risco de inversão térmica.
Direção do vento: Observe a direção do vento e evite aplicar quando este estiver no sentido de alguma cultura ou organismos sensíveis não-alvo, caso haja restrição nesta bula.

Limpeza do pulverizador:
Pulverizadores de barra:
1- Preencha todo o tanque com água limpa, ligue a agitação, adicione o produto limpante, agite por 20 minutos, e pulverize o conteúdo do tanque pelos bicos em local apropriado de coleta de água contaminada;
2- Remova e limpe todas as pontas da barra e suas peneiras separadamente;
3- Preencha todo o tanque com água limpa, ligue a agitação e pulverize o conteúdo do tanque pelos bocais abertos (sem os bicos) em local apropriado de coleta de água contaminada;
4- Limpe os filtros de sucção e de linha, recoloque os filtros de sucção, de linha e de bicos e recoloque todas as pontas. Neste momento, é importante escorvar o filtro de sucção com água para não entrar ar na bomba ao ser ligada novamente;
5- Preencha todo o tanque com água limpa, ligue a agitação e pulverize o conteúdo do tanque pelos bicos em local apropriado de coleta de água contaminada.
Observação: Nas etapas acima, ao perceber, pelo nível do tanque que o mesmo está quase vazio, desligue a bomba para que a mesma nunca trabalhe vazia. Se a bomba trabalhar a seco, mesmo que por segundos, esta poderá sofrer danos ou ter sua vida útil reduzida.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.


LIMITAÇÕES DE USO:
Seletividade: ZELONE é um herbicida seletivo para uso exclusivo em cultivares de Arroz e Sorgo tolerantes a Imidazolinonas - isto é, com sementes de Arroz e Sorgo certificadas como tolerantes a Imidazolinonas, desenvolvidas através de técnicas convencionais de melhoramento de plantas.
1. PRECAUÇÃO: Utilizar somente sementes de Arroz e Sorgo identificadas como tolerantes a Imidazolinonas.
2. ZELONE não é seletivo para outras cultivares que não sejam tolerantes a Imidazolinona.
3. Em Arroz, “como prática de manejo de resistência de plantas infestantes ao ZELONE, não plantar Arroz tolerante a Imidazolinona mais de 2 safras seguidas, recomenda-se a rotação com o Arroz não-tolerante a Imidazolinona, dessa forma evita-se o controle continuado do Arrozvermelho com o mesmo grupo químico e a mesmas práticas, dentro de um programa de manejo de plantas infestantes com herbicidas de diferentes modos de ação e diferentes práticas de manejo.
4. Rotação de culturas de inverno após a safra de Arroz tolerante a Imidazolinona: O Arroz tolerante a Imidazolinona foi desenvolvido principalmente para o manejo de Arrozvermelho, o que ocorre geralmente em áreas de arroz irrigado, no entanto, se houver rotação com outras culturas, até que novas informações estejam disponíveis, somente as culturas de inverno e verão abaixo relacionadas poderão ser feitas em sucessão/rotação com o Arroz tolerante a Imidazolinona na área tratada com ZELONE:

Culturas de inverno (sucessão): Azevém, trevo e cornichão.

Culturas de verão (rotação): Arroz tolerante a Imidazolinona, arroz não tolerante a Imidazolinona, soja, milho tolerante a Imidazolinona.

O Sorgo tolerante a Imidazolinonas foi desenvolvido para um melhor manejo de plantas infestantes nesta cultura. Para os plantios em sucessão/rotação com semeaduras posterior nas áreas de sorgo onde foi utilizado ZELONE, recomenda-se preferencialmente cultivares também tolerantes a Imidazolinonas como arroz, milho e soja. Para cultivares não tolerantes aos herbicidas do grupo das Imidazolinonas deste produto, seguir as orientações abaixo, até que novas informações estejam disponíveis:

Culturas de inverno (sucessão): aveia, azevém, trevo e trigo.
Culturas de verão (rotação): amendoim, arroz, cana, feijão, milho e soja. Aguardar para a semeadura no mínimo 6 meses após a aplicação do ZELONE, até que novas informações estejam disponíveis. Para culturas olerícolas, aguardar intervalo de 360 dias ou realizar canteiros prévios nas áreas aplicadas, para avaliar a seletividade da cultura após 6 meses desta aplicação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e/ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B HERBICIDA
GRUPO B HERBICIDA

O produto herbicida ZELONE é composto por Imazapique e Imazetapir, que apresentam mecanismos de ação dos inibidores da ALS (acetolactato sintase) (ou acetohidroxidoácido sintase AHAS), pertencentes aos Grupo B, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas), respectivamente.

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