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Chuva ganha força no Brasil e pode superar 200 mm até sexta-feira

Ciclone muda o tempo a partir desta quarta-feira (09.09


Foto: Pixabay

A chuva no Brasil deve ganhar intensidade a partir de quarta-feira, 9 de setembro, com a formação de um novo ciclone e o avanço de uma frente fria. Segundo dados divulgados pelo O Tempo, o cenário mais severo se concentra no Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 200 mm em pontos do Paraná até sexta-feira (11), com risco de tempestades e granizo.

A mudança no tempo começa a se espalhar pelo Sul já na quarta-feira. O Rio Grande do Sul deve registrar aumento de nebulosidade e pancadas pontuais até o fim da tarde. Em Santa Catarina, a área atingida pela chuva aumenta, enquanto o Paraná terá precipitações ao longo do dia, com intensidade variável. A maior preocupação, porém, está concentrada entre quinta-feira (10) e sexta-feira (11). A atuação do ciclone e da frente fria associada ao sistema aumenta o risco de tempestades no norte gaúcho, em Santa Catarina e no Paraná.

O Paraná reúne os maiores volumes previstos.  Uma faixa entre o sudoeste e o nordeste do estado deve acumular mais de 100 mm até sexta-feira. Em pontos isolados, a chuva pode passar de 200 mm. Santa Catarina também aparece entre as áreas com maior volume de precipitação, com acumulados entre 60 mm e 140 mm. No Rio Grande do Sul, os valores previstos variam de 10 mm a 100 mm.

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O avanço das instabilidades também será sentido no Sudeste. Na quarta-feira, a presença de umidade mantém o tempo instável e aumenta a possibilidade de temporais no leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Espírito Santo pode registrar pancadas de chuva.

Na quinta e na sexta-feira, as precipitações continuam previstas para São Paulo e áreas próximas à divisa com Minas Gerais, com possibilidade de temporais. Os maiores acumulados do Sudeste devem ocorrer na divisa entre São Paulo e Paraná, onde os volumes podem superar 100 mm. Nas demais áreas da região, a previsão indica acumulados entre 20 mm e 80 mm. Ao longo de sexta-feira, o sol deve voltar a aparecer no oeste paulista, em grande parte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul passa a concentrar as condições mais favoráveis à chuva forte. Na quarta-feira, o estado pode registrar pancadas de intensidade moderada a forte nas áreas central e sul. Mato Grosso e Goiás terão predomínio de sol em grande parte do território, embora chuvas pontuais ainda possam ocorrer.

A situação muda de intensidade a partir de quinta-feira. A formação do ciclone deverá organizar um canal de umidade e elevar o risco de tempestades em Mato Grosso do Sul. O encontro entre massas de ar quente e frio favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas.

Na sexta-feira, principalmente entre a tarde e a noite, a frente fria avança sobre Mato Grosso do Sul e amplia a possibilidade de temporais. No sul do estado, os acumulados podem chegar a 100 mm.

Enquanto Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste enfrentam maior instabilidade, o Nordeste terá uma distribuição mais irregular das chuvas. O tempo seco segue predominando no interior semiárido, enquanto a faixa litorânea concentra as precipitações. A umidade vinda do oceano favorece a formação de nuvens entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte. Áreas do Maranhão e do Piauí também podem registrar chuva.

O sul da Bahia concentra os maiores acumulados do Nordeste. Os volumes podem se aproximar de 100 mm até sexta-feira com a influência de uma frente fria. No restante do litoral, a precipitação prevista fica abaixo de 30 mm. Na Região Norte, a umidade disponível na atmosfera mantém a formação recorrente de nuvens de tempestade. O noroeste e o sul do Amazonas, além do Acre, estão entre as áreas com maior risco de temporais.

O Amazonas deve registrar os maiores acumulados da região, podendo superar 60 mm. Pará, Roraima, Amapá e Acre têm previsão de volumes entre 5 mm e 25 mm. No Tocantins, a chuva retorna, mas os acumulados permanecem abaixo de 10 mm.

O período entre quarta-feira (9) e sexta-feira (11) será marcado por chuva em diferentes áreas das cinco regiões do país. O principal foco de atenção permanece no Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, onde a combinação entre ciclone, frente fria e elevados acumulados aumenta o risco de tempestades e queda de granizo.
 

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