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Nepal registra mortos e centenas de desaparecidos após forte enchente

Entre os estrangeiros desaparecidos estão 105 indianos


Foto: Reuters

Atualizada às 15h

As enchentes que atingem o Nepal deixaram ao menos 157 mortos, segundo um novo balanço divulgado pela polícia do país nesta quarta-feira (26). Na atualização anterior das autoridades, o número de mortes era de 100. As inundações atingiram diferentes regiões do país, incluindo Rasuwa, próxima à fronteira com o Tibete, ao norte de Katmandu, onde aldeias foram afetadas, estradas destruídas e veículos e uma ponte foram arrastados pela força da água.

As causas da inundação repentina na região de Rasuwa ainda são investigadas. Um terremoto de magnitude 4,4 e um possível bloqueio do rio Bhote Koshi provocado por um deslizamento de terra estão entre as hipóteses analisadas pelas autoridades.

A polícia do Nepal informou que várias equipes foram enviadas às áreas atingidas pelas enxurradas para realizar operações de busca e resgate, distribuir ajuda e registrar as mortes. Uma equipe de cães e quatro drones também foram mobilizados para auxiliar nos trabalhos.

Segundo a polícia, 28 agentes que estavam em Rasuwa continuam desaparecidos. As autoridades afirmaram que as buscas pelos policiais e pelas demais pessoas ainda não localizadas continuarão.

Informações divulgadas anteriormente pelo Conselho de Turismo do Nepal apontavam que 384 viajantes haviam sido dados como desaparecidos nas áreas afetadas. “Um registro preliminar por agência, recebido de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros e 93 cidadãos nepaleses, que foram dados como desaparecidos nas áreas afetadas”, informou o órgão em comunicado publicado na rede social X.

Entre os estrangeiros que constavam na relação de desaparecidos estavam 105 indianos. A agência de notícias Yonhap também informou que oito sul-coreanos estavam desaparecidos e outros dez haviam ficado ilhados. Eles trabalhavam em uma usina hidrelétrica instalada na região atingida.

Equipes de resgate atuam nas áreas afetadas e na região da fronteira entre Nepal e Tibete na tentativa de localizar sobreviventes. As condições do terreno, no entanto, dificultam o acesso às localidades mais atingidas. A força da água provocou danos em casas, estradas e outras estruturas, além de arrastar uma ponte de metal e diversos veículos.

As operações de resgate enfrentam dificuldades especialmente nas localidades de Syapru, Besi e Timure. As condições nas áreas atingidas chegaram a impedir o pouso de helicópteros, limitando o acesso das equipes aos pontos mais afetados.

Diante dos riscos, a polícia orientou a população a não se aproximar das margens de rios e córregos, de áreas afetadas pelas enchentes e de outros locais considerados perigosos. As autoridades também recomendaram que moradores acompanhem e sigam as informações e instruções divulgadas pelo governo do Nepal e pelas forças de segurança.

As causas da enchente em Rasuwa seguem sob investigação. O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que um deslizamento de terra bloqueou o rio Bhote Koshi e pode ter contribuído para a inundação.

Outro elemento analisado é um terremoto de magnitude 4,4 registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor ocorreu às 8h37, a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade, pouco antes de câmeras de segurança registrarem uma avalanche na região de passagem entre Nepal e Tibete.

Apesar da proximidade entre os acontecimentos, as autoridades ainda não confirmaram uma relação direta entre o terremoto, a avalanche e a enchente. A sequência dos eventos deve fazer parte das investigações conduzidas pelas equipes técnicas. Por ter ocorrido a apenas 10 quilômetros de profundidade, o tremor é considerado raso. Abalos com essa característica podem produzir vibrações mais intensas na superfície e contribuir para a instabilidade de encostas, aumentando o risco de deslizamentos.

Não há registro de brasileiros entre as vítimas

O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas das enchentes.

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