A conquista foi resultante do entrecruzamento de conhecimentos
microeconômicos e de conhecimentos macroeconômicos – agrícolas.
* O feito pode revolucionar a economia *
De fato, as investigações realizadas, entre 1986 e 2003, pelas empresas Peixe Vivo Aqüicultura Ltda., e, Intertrópico Sistemas de Integração Rural Ltda., de Muriaé, Zona da Mata, de Minas Gerais, conduzidas por um trabalho de equipe, lideradas por Paulo Braz de Andrade ( ver o perfil, na secção Colunistas), chegaram a conclusões surpreendentes, entre as quais, o Portal Agrolink , destaca e coloca em discussão as seguintes:
1. A primeira conseqüência positiva e direta, do balanço micromacrométrico econômico agrícola é estampar – objetivamente - as condições de combate e de real solução do problema da fome. Senão, vejamos:
A – Para a segurança alimentar – humana e animal – são necessários entre cerca de 400-500 quilos de grãos, por pessoa, ano. Somos, atualmente, uma população mundial de 6,2 bilhões de habitantes. Os estudos mais sólidos de demografia indicam que - a população mundial se estabilizará em cerca de 8 bilhões de habitantes ( no presente 43 países estão com taxa de crescimento populacional negativa).
B - Se somos cerca de 6 bilhões, e, carecemos de , entre cerca de 400-500 quilos de grãos, por ano, a necessidade mundial, anual, de grãos é de entre cerca de 2,4-3,0 bilhões de toneladas.
C – Se seremos 8 bilhões de habitantes, nos próximos 20-30 anos, precisaremos de, entre cerca de 3,2-4,0 bilhões de toneladas de grãos, por ano.
D – Entretanto, nos últimos dez anos, a produção mundial, anual, de grãos, está estabilizada e tem sido de cerca de 1,8 – 1,9 bilhões de toneladas, quando estamos necessitando de 2,4 – 3,0 bilhões de toneladas.
Portanto, a humanidade precisa, atualmente, de mais cerca de 0,6 – 1,2 bilhões de toneladas, de grãos, por ano.
E – E, saber-se que a humanidade precisa se preparar e se prevenir para produzir, nos próximos anos, mais, cerca de 1,5 a 2,00 bilhões de toneladas de grãos, é identificar e determinar o primeiro e o primordial "cromossomo" do "DNA" do agronegócio e da agricultura.
F – Porque ? 1– Porque além de essenciais para a alimentação humana, os grãos são também essenciais para a produção de animais que nos fornecem suas proteínas. ( Precisamos de , por pessoa, entre cerca de, 100 quilos de carnes (bovina, suína, aves, pescado) por ano, e de cerca de 100 litros de leite (in natura e in lácteos ).
2 – Porque a produção de grãos é a principal chave estruturadora das cadeias alimentares e dos agronegócios.
3 - Porque assegurar uma cota de grãos para cada país é garantir a segurança alimentar de seus nacionais e é essencial para garantir a dinâmica das cadeias de agronegócios e da agricultura que, por sua vez, estrutura a economia, ao formar um tripé – com a indústria e os serviços.
4 – Assim considerados, os grãos são "cromossomos" do DNA da própria economia, e a garantia de sua presença nos países, nos quantitativos acima estimados, é essencial para a sobrevivência e para o desenvolvimento econômico e social
5 – Porque a capacidade sustentável de produção de grãos, de cada país, é diferenciada. Depende das vantagens comparativas, das vantagens competitivas e das vantagens chamadas de vantagens absolutas ( fusão das duas vantagens, como é caso em que se enquadram o Brasil, os EUA e a Argentina, com a soja.)
6 - Porque é essencial contar-se com os seguintes fatores essenciais combinados na produção competitiva de grãos: - hectares de terras agricultáveis por habitante; litragem anual de água disponível ; clima e solaridade; tecnologia; investimentos; ( ou/e subsídios, como fazem os países da OCDE).
7 – Observação, urgente. A instabilidade climática, agravada, em decorrência do aumento do efeito estufa, exige tratamento especial de cuidados estratégicos da parte dos países– valorizando mais ainda esta necessidade de decifração das incógnitas da agricultura e do "DNA" do agronegócio.
8. Por outro lado, tornou-se , relativamente, fácil para a agricultura mundial, como um todo, produzir a totalidade dos grãos necessária, hoje, entre cerca de 2,5 -3,00 bilhões de toneladas.
9.Embora, para grande parte dos países (os países africanos e os populosos países asiáticos) tenha se tornado um desafio quase intransponível por lhes faltar parte dos fatores do item 6.
10 .Enquanto que, para alguns países – como acontece com a maioria dos ricos países da OCDE, além de relativamente fácil, custa-lhes parcela insignificante dos seus Pibs, podendo, com isso, subsidiar seus agricultores, gerando grandes volumes de produção de excedentes agrícolas.
11. Faz parte do procedimento de análise - de "dna-ação' do movimento de desenvolvimento do agronegócio - , ressaltar que, pelo fato da produção de grãos exigir um ciclo curto de cultivo, menos de 6 meses, os países ricos da OCDE se apresentam com, relativamente, certa competitividade agrícola de produção (exceto a soja). E, por este motivo, numa necessária negociação e acordo de cotização, poderiam continuar com a produção alta e aumentarem ainda mais a sua participação, no sentido de se alcançar a meta, para a produção mundial de 400-500 quilos, por habitante, ano.
12. A tonelada de grão, atualmente, vale, em média, menos de US$ 150,00, custando aumentar a produção em cerca de mais 700 milhões de toneladas, menos de US$ 100 bilhões de dólares; isso para ajudar a acabar com a fome. Ou seja, acordando-se um programa mundial de erradicação da fome, implicará um custo de 0,3% do PIB mundial, no item quantidade de grãos faltante.
13. Na realidade, com a dissecação das componentes da questão agrícola, como se verá na seqüência desta abordagem, não exigirá doações a fundo perdido – para se eliminar, para sempre, o problema da fome e o problema da miséria. Pelo contrário, os recursos necessários são relativamente pequenos, e, deverão ser feitos como empréstimos para investimentos.
14 Será que se retirará coelho da cartola, ou , que se retirará cartas da manga, para se resolver a questão da fome e da miséria, ao se dissecar o DNA do agronegócio.? Não, nada disso, mas, como se verá o verbo retirar tornou-se necessário para resolver o problema da fome e da miséria e para completar o processo de decifração do DNA do agronegócio.
15. Dois tipos de retiradas deverão fazer parte do desenvolvimento econômico sustentável alto e evoluído das próximas décadas; ajudando a resolver, definitivamente e com precisão, o problema da fome e da miséria: - a retirada de Carbono da atmosfera e a retirada dos excedentes populacionais das megacidades, dos países em desenvolvimento, voltando para o interior para a atender as demandas de empregos agro-industriais sustentáveis. Isso, como parte do grande acordo agrícola mundial que se aproxima.
16. A soja passou a ocupar um lugar diferenciado, nas últimas duas décadas, dentro da questão agrícola, e, para a decifração dos impasses do comércio agrícola, devido a um conjunto de valores estratégicos: a) todos os países a querem, mas, poucos a produzem e possuem competitividade para produzi-la; b) EUA, Brasil e Argentina, produzem 80% da safra mundial de soja, cerca de 160 milhões de toneladas, de um total de cerca de 200 milhões; c) EUA ainda é o maior produtor, mas, estabilizou sua área produtiva e mesmo subsidiando, fortemente, deverá ser superado pelo Brasil e pela Argentina, nas exportações; d) a soja é alimento humano (sob diversas formas) e alimento animal (farelo), e, começa uma brilhante carreira como biocombustível; e) seu cultivo melhora ou recupera o solo: f) faz uma tabelinha perfeita em rotação de cultura com o milho (safra e safrinha – no Brasil) e com a cana de açúcar; g) grande produtora de proteína vegetal de alta qualidade, - a soja, preparada nas quatro formas milenares: shoyo, misso, tofu e fermentada no sal em grão (culinárias chinesa e japonesa) é muito saborosa e benéfica à saúde.
17.Por isso tudo, a soja contém guardada uma emergencial capacidade de acudir os famintos africanos, asiáticos e dos demais famintos, respondendo - com presteza, demandas de papéis de combate à fome.
18. Dentro de um programa mundial de agricultura sustentável, para ajudar a resolver a questão agrícola, - a soja poderia representar, cerca de 15 a 20%, do total da produção mundial de grãos futura, ou seja, entre, 600-800 milhões de toneladas ( se vier a ser usada em escala como biodiesel, expandiria seu percentual.
19. Num (no) futuro acordo mundial, a soja necessária à demanda do programa, poderia ser, preferencialmente, produzida no hemisfério Sul (América do Sul e África sub-sahariana), enquanto milho, e trigo e certos grãos forrageiros, no hemisfério Norte ocidental (Europa e os países da América do Norte); e, o arroz – reservado, preferencialmente, para os países asiáticos que têm tradição no seu cultivo.
G.) Mas, o papel e o fator de desenvolvimento – extraordinário, fenomenal e revolucionário - , da agricultura e da economia - futuras , decifrando e decidindo, incontestavelmente, os impasses da questão agrícola, do comércio agrícola, do problema da fome-miséria-e-pobreza – está reservado a um vegetal salvador - a cana de açúcar - a mocinha, a rainha, a menina dos olhos, a enfermeira, a bombeira e resolutora da sustentabilidade ambiental e dos empregos; heroína do século vinte e um. Mágica. Maravilhosa. Mãe misericordiosa.
Destaquemos alguns dos seus papéis magistrais:
a) A cana de açúcar é, multíssimo, funcional , destacando-se seus papéis de produtora de energia limpa e de garantidora da possibilidade de gerar cerca de 100 (cem) milhões de empregos, diretos e eternos, nos trópicos, nos próximos vinte anos – resolvendo, antecipada e definitivamente os impasses do agronegócio e do comércio agrícola internacional.
b) A cana de açúcar começa substituir, com vantagens, os papéis do petróleo na economia e no mercado. Tratava-se de uma promessa que, de repente, se converteu , com ligeireza - em oportunidade carregada de poder consagrador - do sucesso de um desenvolvimento econômico-social-e-cultural, mundial, alto, sustentável, pacífico, e redentor. Emergente. Urgente. Real. Imediato.
c) A cana de açúcar permite que, adredemente, se simule e se avalie, para, em pouco o mundo se contrate para - um plano-programa-e-projeto, onde parcerias-públicas-e-privadas, envolvendo povos-países-e-pessoas, num grande mutirão de desenvolvimento econômico histórico dirigido, para a produção conjugada e sistemática – de alimentos e de energias.
d) A economia da cana de açúcar do século vinte e um não concorre com as terras de cultivo de alimentos, de cultivo florestal e nem de cultivo das pastagens. A cana, sendo uma gramínea, é uma superior forma de energia e cujos resíduos servem de pasto precioso para o gado. Das áreas de pastagens mundial (cerca de 3 bilhões de hectares ) precisar-se-á de converter em cultivo de cana, cerca de 30% das pastagens desgastadas dos países tropicais, resgatando sua fertilidade e sua organicidade, para abastecer 100% da atual frota mundial de automóveis, sem poluir o ar, as águas e as terras do Planeta.
Posto isto, como preliminar, sugerimos as seguintes providencias:
1. O Brasil e o Grupo de Cairns, devem mudar, diametralmente, de estratégia de política comercial agrícola e propor, junto a OMC, o protecionismo agrícola global e equalizador – para a produção das commodities alimentares e energéticas renováveis, estabelecendo-se critérios universais de cotização programada. ( O Portal Agrolink disponibilizará, em primeira mão, os gabaritos e os detalhes desta sugestão de nova orientação para as regras do comércio internacional agrícola, entre os parceiros da Organização Mundial do Comércio, a OMC).
2. A economia agrícola, de errática e exclusora, pode alcançar, em menos de duas décadas, o estágio e o estado de economia agrícola de precisão sustentável, com a incorporação da ferramentalidade da tecnologia de agricultura de precisão , utilizada, juntamente, com um rol de novos saberes aplicados à cultura universal dos agronegócios, (também o PA disponibilizará as informações de fundamentação da ousada afirmação).
3. Que, fundamentalmente, os dois itens acima afirmados, dependem, para a sua efetiva aplicação, da mudança de critérios e de gabaritos de medição e de aferição dos valores de quantificação e de qualificação dos produtos e dos processos produtivos, por parte dos organismos e instituições internacionais.
4. Para viabilizar mudanças de critérios consagrados e estratificados, os pesquisadores do "DNA" da agricultura e do "genoma" do comércio agrícola, apresentam um conjunto de sugestões inovadoras, ( cujos fundamentos e gabaritos estarão sendo disponibilizados pelo Portal Agrolink, mediante licença e franquia, por parte das duas empresas mencionadas e detentoras dos direitos e dos saberes do novo modo de realização em agronegócios) e, que são definidos como: 1) SIPPALE (Sistema de Integração dos Produtores e da Produção de Alimentos, de Lazeres e de Energias); 2) SIPPPALE (Sistema de Integração dos Países e dos Produtores para a Produção de Alimentos, de Lazeres e de Energias); 4) VALOR DE SUSTENTABILIDADE ( um novo fundamento para a economia e o comércio agrícola rolarem macio – no tempo e no espaço); 5) SIPPCCALE ( Sistema de Integração dos Procedimentos dos Produtores, dos Comercializadores e dos Consumidores de Alimentos, de Lazeres e de Energias); 6) CAL (Centros de Abastecimento e de Lazer) ( inovações na prática de atendimento de abastecimento e de integração aos agentes econômicos – produtores e consumidores); 7) MONTADORAS AGRO-INDUSTRIAIS; 8) CLUSTERS AGRO-INDUSTRIAIS ; 9) BANCO DE PLANOS DE NEGÓCIOS DE SIPPALE E DE CLUSTERS; 10) ODES (Organização de Desenvolvimento Econômico-social Sustentável) que se desdobram em OSEMs (Organização Sustentável da Economia dos Municípios), que se sub-estruturam em OSEDs (Organização Sustentável da Economia dos Distritos), em OSEBs, (Organização Sustentável da Economia dos Bairros), e em OSECRs (Organização Sustentável da Economia das Comunidades Rurais)
5. O movimento de desenvolvimento de geração de empregos e rendas desta auto denominada de Economia Agrícola de Precisão Sustentável (EAPS), se regerá por contratos de direito civil , comercial (nacional e internacional) e de direito ambiental, e, expressos livre e voluntariamente pelos indivíduos e pela pessoas ( naturais e jurídicas [privadas e públicas], que desejarem participar da aventura evolutiva histórica.
Paulo Braz de Andrade