Em agosto de 2008 fizemos um primeiro balanço da efetiva implantação do registro dos Defensivos Agrícolas Genéricos pelo regime da Equivalência. Naquela ocasião, estudamos a evolução dos preços de jan.2006 a abr.2008. Os preços do grupo dos Produtos Equivalentes tiveram uma queda média de 32,40%, enquanto os do Grupo dos Produtos Exclusivos caíram 15,71%.
Agora, já temos mais produtos equivalentes no mercado e resolvemos fazer um segundo balanço. Vamos lá! O período considerado vai de jan.2006 a ago.2011. Os preços foram extraídos dos levantamentos do Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo. São preços à vista, sem descontos, tomados nos pontos de venda da rede de distribuição. É claro que, os preços “disputados” são menores que estes, mas para efeito estatístico é prudente usar um levantamento oficial e com metodologia confiável.


(*) Com o cancelamento do acaricida Cihexatin para controle do ácaro da leprose, esse produto tomou impulso no mercado.
Esses resultados demonstram que a queda de preços do grupo dos EQUIVALENTES foi bem maior que a queda do grupo dos Exclusivos, sendo a diferença entre os dois grupos de 28,66%. Isso comprova, indubitavelmente, a força dos produtos genéricos (equivalentes) sobre os preços, pois como se sabe, os genéricos são aqueles produtos ofertados por 3 ou mais empresas,o que acirra a concorrência.
Outra influência exercida sobre os preços é a variação cambial. Porém, como a dependência brasileira a produtos importados é muito grande (mais de 80%), a atuação do câmbio é a mesma para equivalentes e para exclusivos. Mesmo assim, vamos analisar mais detidamente essa influência relativa do câmbio versus a queda de preços dos dois agrupamentos.
O câmbio variou assim:
* Jan 2006 ? US$ 1,00 = R$ 2,274...marco zero desse levantamento
* Jan 2007 ? US$ 1,00 = R$ 2,138...queda de 5,99%
* Jan 2008 ? US$ 1,00 = R$ 1,774...queda de 17,03...acumulada de 21,99%
* Jan 2009 ? US$ 1,00 = R$ 2,340...aumento de 40,96%...acumulada de 2,90%
* Jan 2010 ? US$ 1,00 = R$ 1,740...queda de 25,64%...acumulada de 23,48%
* Ago 2011 ? US$ 1,00 = R$ 1,550...queda de 10,91%...acumulada de 31,83%
Os preços dos Produtos Genéricos caíram 10,60 pontos a mais que a variação da moeda no período. Enquanto os preços dos Produtos Exclusivos caíram menos que a variação cambial, exatos 16,24 pontos. Vejam o gráfico para melhor clareza destes dados.
Outra influência exercida sobre os preços é a variação cambial. Porém, como a dependência brasileira a produtos importados é muito grande (mais de 80%), a atuação do câmbio é a mesma para equivalentes e para exclusivos. Mesmo assim, vamos analisar mais detidamente essa influência relativa do câmbio versus a queda de preços dos dois agrupamentos.
O câmbio variou assim:
* Jan 2006 ? US$ 1,00 = R$ 2,274...marco zero desse levantamento
* Jan 2007 ? US$ 1,00 = R$ 2,138...queda de 5,99%
* Jan 2008 ? US$ 1,00 = R$ 1,774...queda de 17,03...acumulada de 21,99%
* Jan 2009 ? US$ 1,00 = R$ 2,340...aumento de 40,96%...acumulada de 2,90%
* Jan 2010 ? US$ 1,00 = R$ 1,740...queda de 25,64%...acumulada de 23,48%
* Ago 2011 ? US$ 1,00 = R$ 1,550...queda de 10,91%...acumulada de 31,83%
Os preços dos Produtos Genéricos caíram 10,60 pontos a mais que a variação da moeda no período. Enquanto os preços dos Produtos Exclusivos caíram menos que a variação cambial, exatos 16,24 pontos. Vejam o gráfico para melhor clareza destes dados.

Assim, embora o câmbio tenha influenciado nos preços para baixo, fica evidenciado que o grupo dos produtos EQUIVALENTES caiu muito mais que o grupo dos produtos EXCLUSIVOS. A linha dos produtos EQUIVALENTES ficou abaixo da linha do câmbio, enquanto a linha dos produtos exclusivos ficou acima. A diferença ou distância entre os dois grupos foi de exatos 26,84 pontos (10,60 + 16,24). Podemos dizer que esta é a medida da pressão para baixo que exerceram os produtos com oferta diversificada sobre os preços do mercado, relativamente aos produtos com uma única empresa a ofertar determinado produto.
Projetando essa medida em um mercado de US$ 7,3 bilhões como foi em 2010, a Agricultura teria economizado US$ 1,95 bi, apenas no referido ano. No período seria cerca de US$ 10 bilhões. Se o sistema de registro fosse eficiente imagine qual a dimensão desses números.
Mas atenção, uma última pergunta é necessária: qual a vulnerabilidade aceitável para o agronegócio brasileiro que ano a ano confia a proteção de suas lavouras ao suprimento estrangeiro?
Projetando essa medida em um mercado de US$ 7,3 bilhões como foi em 2010, a Agricultura teria economizado US$ 1,95 bi, apenas no referido ano. No período seria cerca de US$ 10 bilhões. Se o sistema de registro fosse eficiente imagine qual a dimensão desses números.
Mas atenção, uma última pergunta é necessária: qual a vulnerabilidade aceitável para o agronegócio brasileiro que ano a ano confia a proteção de suas lavouras ao suprimento estrangeiro?