Gasolina: importação e autossuficiência
Durante o governo Lula assistimos a duas declarações ufanistas, dentre tantas outras, que deixaram os brasileiros esperançosos e, muitos, com grandes dúvidas. A primeira, de que finalmente tínhamos alcançado a autossuficiência em petróleo. Ou seja, nossa produção permitia abastecer a demanda interna.
Segundo, a descoberta do pré-sal seria a redenção econômica do país e, mesmo, a porta para o tão almejado desenvolvimento. As duas situações são possíveis de ocorrer, porém, ainda não as alcançamos. Quanto a autossuficiência em petróleo, bastou a economia crescer um pouco mais do que 4% ao ano e já encontramos dificuldade no abastecimento do chamado “ouro negro”.
A Petrobrás não está dando conta de produzir o necessário diante de um aumento da demanda interna. Pior, o processo de refino é ainda menos eficiente. Tanto é verdade que, nesse momento, estamos importando, em média, 30.000 barris diários de gasolina. Isso porque, diante da redução na produção do etanol, devido a problemas na safra de cana-de-açúcar (outra situação que parecia salvadora), seus preços aumentaram e o consumo de gasolina subiu já que nossa frota automobilística é composta por 90% de carros flex.
O certo é que os preços da gasolina deveriam subir, porém, o governo, temeroso que a inflação, que está no limite, fuja do controle vem agindo para evitar esse movimento.
Gasolina: importação e autossuficiência (II)
Assim, visando segurar a inflação proveniente do aumento de preços do etanol, o governo, reduz a mistura deste produto na gasolina, a partir deste dia 1º de outubro, para 20%, contra 25% até então. Ou seja, o consumo de gasolina vai aumentar ainda mais, piorando ouro problema.
Isto é, como a nossa capacidade de refino está estrangulada, demonstrando os limites da Petrobrás e de nossa industrialização no setor, a importação cresce (em 2010 comprávamos no exterior 7.000 barris diários de gasolina). Além disso, o governo reduz o imposto Cide dos atuais R$ 0,23 por litro para R$ 0,19 buscando manter estável o preço dos combustíveis.
Quanto ao petróleo do pré-sal, se ele realmente confirmar sua existência em nosso subsolo marítimo, teremos que esperar pelo menos até 2020 para começarmos a retirá-lo de onde está.
Com o agravante de que o Estado brasileiro não tem os recursos para isso (por baixo, seriam necessários US$ 660 bilhões), se obrigando a privatizar parte do processo de extração. Ou seja, entre o ufanismo populista e a realidade sempre existe uma distância considerável. A população brasileira deve aprender rapidamente a distinguir essas diferenças. Aliás, os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 estão igualmente a confirmar tal realidade, além de outros inúmeros exemplos existentes país afora.
As coopertativas nas exportações nacionais
As cooperativas brasileiras registraram um novo recorde em exportações nos primeiros oito meses de 2011, confirmando a importância deste segmento na economia nacional.
O setor exportou 32% a mais do que em relação ao mesmo período de 2010, alcançando US$ 3,9 bilhões. Esse foi o melhor resultado registrado desde 2005, para o intervalo avaliado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado positivo se repetiu no saldo da balança comercial do segmento, que fechou em US$ 3,7 bilhões nos primeiros oito meses do ano, outro recorde, superando em 31,9% o de 2010, quando atingiu US$ 2,8 bilhões.
Espera-se que o ano termine com um resultado final de US$ 5,8 bilhões. Dentre os principais produtos exportados pelas cooperativas, encontram-se o açúcar, soja em grão e café, também em grão. Os mesmos representam 55,1% do total exportado por estas empresas no país.
No período comparativo em análise, entre os principais produtos exportados, houve crescimento significativo do trigo, café em grão, etanol, arroz e feijão, que, juntos, cresceram de US$ 405,2 milhões para US$ 975,5 milhões, representando incremento de mais de 140% no período.
As coopertativas nas exportações nacionais (II)
São 128 países que compram produtos oriundos das cooperativas brasileiras, com destaque para a China (vendas de US$ 476,5 milhões, representando 12,2% do total); Emirados Árabes (US$ 389,9 milhões, 10%); Alemanha (US$ 353,5 milhões, 9,1%); Estados Unidos (US$ 281,3 milhões, 7,2%); e Holanda (US$ 199,8 milhões, 5,1%).
O Paraná foi o estado com maior valor de exportações, US$ 1,33 bilhão, 34,2% do total das exportações do segmento. Em seguida, se tem São Paulo (US$ 1,31 bilhões, 33,7%); Minas Gerais (US$ 476,7 milhões, 12,2%); Rio Grande do Sul (US$ 292,1 milhões, 7,5%); e Santa Catarina (US$ 182,1 milhões, 4,7%).
Mas as cooperativas também importaram. A expansão das compras externas foi de 33,8% de janeiro a agosto deste ano, se comparadas ao mesmo período do ano passado, passando de US$ 165,6 milhões para US$ 221,6 milhões.
Entre os principais produtos importados pelas cooperativas nos primeiros oito meses de 2011, destacam-se os seguintes: cloretos de potássio (com compras de US$ 39,5 milhões, representando 17,8% do total importado pelas cooperativas); cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 10,7%); malte não torrado (US$ 17,7 milhões, 8,0%); e diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 17,2 milhões, 7,7%).
Durante o governo Lula assistimos a duas declarações ufanistas, dentre tantas outras, que deixaram os brasileiros esperançosos e, muitos, com grandes dúvidas. A primeira, de que finalmente tínhamos alcançado a autossuficiência em petróleo. Ou seja, nossa produção permitia abastecer a demanda interna.
Segundo, a descoberta do pré-sal seria a redenção econômica do país e, mesmo, a porta para o tão almejado desenvolvimento. As duas situações são possíveis de ocorrer, porém, ainda não as alcançamos. Quanto a autossuficiência em petróleo, bastou a economia crescer um pouco mais do que 4% ao ano e já encontramos dificuldade no abastecimento do chamado “ouro negro”.
A Petrobrás não está dando conta de produzir o necessário diante de um aumento da demanda interna. Pior, o processo de refino é ainda menos eficiente. Tanto é verdade que, nesse momento, estamos importando, em média, 30.000 barris diários de gasolina. Isso porque, diante da redução na produção do etanol, devido a problemas na safra de cana-de-açúcar (outra situação que parecia salvadora), seus preços aumentaram e o consumo de gasolina subiu já que nossa frota automobilística é composta por 90% de carros flex.
O certo é que os preços da gasolina deveriam subir, porém, o governo, temeroso que a inflação, que está no limite, fuja do controle vem agindo para evitar esse movimento.
Gasolina: importação e autossuficiência (II)
Assim, visando segurar a inflação proveniente do aumento de preços do etanol, o governo, reduz a mistura deste produto na gasolina, a partir deste dia 1º de outubro, para 20%, contra 25% até então. Ou seja, o consumo de gasolina vai aumentar ainda mais, piorando ouro problema.
Isto é, como a nossa capacidade de refino está estrangulada, demonstrando os limites da Petrobrás e de nossa industrialização no setor, a importação cresce (em 2010 comprávamos no exterior 7.000 barris diários de gasolina). Além disso, o governo reduz o imposto Cide dos atuais R$ 0,23 por litro para R$ 0,19 buscando manter estável o preço dos combustíveis.
Quanto ao petróleo do pré-sal, se ele realmente confirmar sua existência em nosso subsolo marítimo, teremos que esperar pelo menos até 2020 para começarmos a retirá-lo de onde está.
Com o agravante de que o Estado brasileiro não tem os recursos para isso (por baixo, seriam necessários US$ 660 bilhões), se obrigando a privatizar parte do processo de extração. Ou seja, entre o ufanismo populista e a realidade sempre existe uma distância considerável. A população brasileira deve aprender rapidamente a distinguir essas diferenças. Aliás, os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 estão igualmente a confirmar tal realidade, além de outros inúmeros exemplos existentes país afora.
As coopertativas nas exportações nacionais
As cooperativas brasileiras registraram um novo recorde em exportações nos primeiros oito meses de 2011, confirmando a importância deste segmento na economia nacional.
O setor exportou 32% a mais do que em relação ao mesmo período de 2010, alcançando US$ 3,9 bilhões. Esse foi o melhor resultado registrado desde 2005, para o intervalo avaliado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado positivo se repetiu no saldo da balança comercial do segmento, que fechou em US$ 3,7 bilhões nos primeiros oito meses do ano, outro recorde, superando em 31,9% o de 2010, quando atingiu US$ 2,8 bilhões.
Espera-se que o ano termine com um resultado final de US$ 5,8 bilhões. Dentre os principais produtos exportados pelas cooperativas, encontram-se o açúcar, soja em grão e café, também em grão. Os mesmos representam 55,1% do total exportado por estas empresas no país.
No período comparativo em análise, entre os principais produtos exportados, houve crescimento significativo do trigo, café em grão, etanol, arroz e feijão, que, juntos, cresceram de US$ 405,2 milhões para US$ 975,5 milhões, representando incremento de mais de 140% no período.
As coopertativas nas exportações nacionais (II)
São 128 países que compram produtos oriundos das cooperativas brasileiras, com destaque para a China (vendas de US$ 476,5 milhões, representando 12,2% do total); Emirados Árabes (US$ 389,9 milhões, 10%); Alemanha (US$ 353,5 milhões, 9,1%); Estados Unidos (US$ 281,3 milhões, 7,2%); e Holanda (US$ 199,8 milhões, 5,1%).
O Paraná foi o estado com maior valor de exportações, US$ 1,33 bilhão, 34,2% do total das exportações do segmento. Em seguida, se tem São Paulo (US$ 1,31 bilhões, 33,7%); Minas Gerais (US$ 476,7 milhões, 12,2%); Rio Grande do Sul (US$ 292,1 milhões, 7,5%); e Santa Catarina (US$ 182,1 milhões, 4,7%).
Mas as cooperativas também importaram. A expansão das compras externas foi de 33,8% de janeiro a agosto deste ano, se comparadas ao mesmo período do ano passado, passando de US$ 165,6 milhões para US$ 221,6 milhões.
Entre os principais produtos importados pelas cooperativas nos primeiros oito meses de 2011, destacam-se os seguintes: cloretos de potássio (com compras de US$ 39,5 milhões, representando 17,8% do total importado pelas cooperativas); cevada cervejeira (US$ 23,8 milhões, 10,7%); malte não torrado (US$ 17,7 milhões, 8,0%); e diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 17,2 milhões, 7,7%).