AS PERDAS DA SOJA
Os prejuízos que a seca deste verão 2011/12 provocou nas lavouras de soja, da América do Sul em geral e do Rio Grande do Sul em particular, são muito elevados. Os mesmos se equiparam aos da seca de 2005, a pior de todas nestes últimos 12 anos. Em termos da América do Sul, novos levantamentos reduziram substancialmente a produção estimada. Agora, a região deverá colher 123 milhões de toneladas, após 135,8 milhões no ano anterior e 142 milhões na expectativa inicial que existia ainda em dezembro passado. Isso representa uma quebra, que ainda pode evoluir, de 9,4% no primeiro caso e de 13,4% no segundo caso. Em volume as perdas ficam entre 12,8 e 19 milhões de toneladas conforme o ângulo de análise. É muita soja perdida junto à maior região produtora mundial, após os EUA já terem, um pouco antes, registrado uma safra menor em 7,4 milhões de toneladas em 2011/12, se comparada com o ano anterior. No Brasil, por enquanto, a quebra estimada é de 6,2 milhões de toneladas, no comparativo ao ano passado, porém, a mesma deverá crescer pelo menos 2 milhões de toneladas ainda, pois os prejuízos no Rio Grande do Sul estão subestimados. Na Argentina, as perdas ficam em 3,2 milhões de toneladas, se comparadas com o ano anterior, e em até 9 milhões de toneladas quando se considera a projeção que se fazia para a atual safra. No Paraguai, são de 3,4 milhões sobre a safra passada e de quase 5 milhões em relação ao potencial existente para a atual safra. Desta forma, ganha enorme importância o que os EUA irão semear neste novo ano.
Os prejuízos que a seca deste verão 2011/12 provocou nas lavouras de soja, da América do Sul em geral e do Rio Grande do Sul em particular, são muito elevados. Os mesmos se equiparam aos da seca de 2005, a pior de todas nestes últimos 12 anos. Em termos da América do Sul, novos levantamentos reduziram substancialmente a produção estimada. Agora, a região deverá colher 123 milhões de toneladas, após 135,8 milhões no ano anterior e 142 milhões na expectativa inicial que existia ainda em dezembro passado. Isso representa uma quebra, que ainda pode evoluir, de 9,4% no primeiro caso e de 13,4% no segundo caso. Em volume as perdas ficam entre 12,8 e 19 milhões de toneladas conforme o ângulo de análise. É muita soja perdida junto à maior região produtora mundial, após os EUA já terem, um pouco antes, registrado uma safra menor em 7,4 milhões de toneladas em 2011/12, se comparada com o ano anterior. No Brasil, por enquanto, a quebra estimada é de 6,2 milhões de toneladas, no comparativo ao ano passado, porém, a mesma deverá crescer pelo menos 2 milhões de toneladas ainda, pois os prejuízos no Rio Grande do Sul estão subestimados. Na Argentina, as perdas ficam em 3,2 milhões de toneladas, se comparadas com o ano anterior, e em até 9 milhões de toneladas quando se considera a projeção que se fazia para a atual safra. No Paraguai, são de 3,4 milhões sobre a safra passada e de quase 5 milhões em relação ao potencial existente para a atual safra. Desta forma, ganha enorme importância o que os EUA irão semear neste novo ano.
AS PERDAS DA SOJA (II)
Isso explica, em parte, a disparada dos preços da soja em Chicago nas últimas semanas, com o bushel ganhando US$ 1,60 entre o início do ano e meados de março. Por outro lado, no mercado interno brasileiro, por exemplo, os prêmios nos portos subiram, ao invés de recuarem como sempre acontece nesta época, diante da falta de produto. Aliás, nesse sentido é preciso considerar que, além da perda física, há uma enorme perda de qualidade no grão de soja que vem sendo colhido, particularmente no Rio Grande do Sul. A tal ponto que, no total, as perdas gaúchas com a soja, ultrapassam a 60%, chegando a 80% em muitas localidades do grande Norte/Noroeste do Estado, principal região produtora. Isso, e mais a desvalorização do Real, provocada pelo governo, elevou os preços internos da soja. No balcão gaúcho, a média em meados de março atingia a R$ 48,50/saco, contra R$ 41,50 ainda em dezembro passado. Ou seja, em três meses o produto ganhou R$ 7,00/saco. Entretanto, esse preço, infelizmente, não paga as perdas oriundas da seca. Tomando-se por referência o potencial esperado para a colheita, ao redor de 11 milhões de toneladas, e ficando apenas com uma quebra, por baixo, de 50%, o Estado gaúcho colherá 5,5 milhões de toneladas de soja neste ano. Numa colheita normal, aos preços de dezembro/11, o ganho bruto total seria de R$ 7,95 bilhões. Considerando a perda e os preços de março/12, o ganho bruto cai para R$ 4,44 bilhões. Ou seja, em valores, a perda ainda é de R$ 3,51 bilhões ou 44,2% do esperado. Na prática, isso deixará marcas a partir do segundo semestre!