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Um Seguro Agrícola Eficaz


Carlos Roberto S. Corrêa
V09. 06/04/2009
Um ditado diz que é melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão, por isto pretendemos acender um fogo-de-chão com todo o conteúdo histórico de nosso estado para uma roda ce chimarrão e conversar sobre este assunto que possui tanta repercussão na economia do estado.
Temos a pretensão de oferecer subsídios objetivos e técnicos para que se deixe a retórica e a inércia de lado e se inicie a discussão objetiva e produtiva sobre este tipo de seguro.
O desenvolvimento de um seguro agrícola deve ser mais do que eficiente, eficaz; pois envolve o gerenciamento de riscos. Necessariamente deve iniciar com a união em um trabalho conjunto de todo o setor produtivo, do governo do estado e das prefeituras; pois foi dito pelo novo presidente americano ao tomar posse no começo do ano que “o mundo mudou e precisamos mudar com ele”.  Em minha opinião, seria no mínimo, imprudente ignorar estas palavras...
Estudamos este seguro desde fevereiro de 2004 e, a partir de um diagnóstico, identificamos os principais desafios e os riscos da agricultura do Rio Grande do Sul que com certeza os outros estados possuem em menor número.
A partir desta relação desenvolvemos um Plano de Ação para enfrentá-los que apresentamos dia 19 de março de 2009 no seminário da Expodireto.
Os principais riscos da agricultura identificados até o momento, são:
01 – Produção;
02 – Preço;
03 – Crédito;
04 – Contrato;
05 – Ambiental;
06 – Transporte;
07 – Armazenamento;
08 – Segurança;
09 – Moral;
10 – Legal;
11 - Externo.
Os desafios mais importantes para a gerenciamento destes riscos, são:
01 – Falta de uma cultura de utilização desta ferramenta de redução do risco da atividade;
02 – Maior risco climático do país;
03 – Prêmio muito alto;
04 – NC (Nível de Cobertura) muito baixo;
05 – Índices de produtividade do IBGE;
06 – Capacidade reduzida.
O plano que desenvolvemos foi formatado em cinco áreas de abrangência para facilitar e sistematizar sua implantação:
A – Governos (Federal, Estadual e Municipais);
B – Cadeia Produtiva;
C – Mercado Segurador;
D – Política;
E - Divulgação.
A área de abrangência dos Governos esta dividida em três subáreas: Federal, Estadual e Municipal.
A.01 - Federal:
Esta subárea também se subdivide em três áreas:
A.01.AA – O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Federal.
A.01.BB – Abertura do resseguro.
A.01.CC – Fundo de Catástrofe.
A.01.AA - O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Federal iniciou em 2005. O total recebido pelo Rio Grande do Sul desde sua implantação até 2008 foi de R$ 38.477.810,00 reais.
Acreditamos que o significativo aumento da área coberta que em 2006 foi de 17.071 ha, em 2007 de 60.137 ha e em 2008 saltou para 612.622 ha se deve a exigência dos agentes financeiros da contratação deste tipo de seguro para acesso ao crédito rural sendo que é comum a exigência de compra de outros produtos financeiros (reciprocidade).
Para 2009 estão previstos aumentos dos limites percentuais e financeiros por produtor o que nos leva a crer que haverá novo incremento significativo na contratação mesmo que a condição comercial oferecida continue deixando a desejar.
As culturas, os limites percentuais e financeiros por CIC ou CNPJ definidos para 2009 são:
- Grupo 01: Feijão Milho segunda safra e Trigo - 70% - R$ 96.000,00 reais por ano;
- Grupo 02: Ameixa, Aveia, Canola, Caqui, Cevada, Centeio, Figo, Kiwi, Maçã, Maçã, Nectarina, Pêra, Pêssego, Sorgo, Triticale e Uva - 60% - R$ 96.000,00 reais por ano;
- Grupo 03: Algodão, Arroz, Milho e Soja - 50% - R$ 96.000,00 reais por ano;
- Grupo 04: Alface, Alho, Amendoim, Atemóia, Banana, Batata, Berinjela, Berinjela, Beterraba, Cacau, Café, Caju, Cana-de-açucar, Cebola, Cenoura, Cherimóia, Chuchu, Couve-Flôr, Ervilha, Fava, Girassol, Goiaba, Graviola, Jiló, Laranja, Lichia, Lima, Limão e demais citrus, Mamão, Maracujá, Melância, Melão, Morango, Pepino, Pimenta, Pimentão, Pinha, Quiabo, Repolho, Sisal, Tangerina, Tomate, Vagem, Demais hortaliças - 40% - R$ 96.000,00 reais por ano;
- Pecuário: 30%  - R$ 32.000,00 reais por ano;
- Florestas: 30% - R$ 32.000,00 reais por ano;
- Aqüícola: 30% - R$ 32.000,00 reais por ano.
Este programa mesmo com os resultados incontestáveis apresentados pode ser aperfeiçoado, pois acreditamos que no momento que haja a publicação de estatísticas oficiais detalhadas com os dados completos das lavouras e das seguradoras que as seguraram permitirão uma análise mais adequada e incentivará a concorrência com a prestação de um serviço de melhor qualidade aos produtores.
A demora de 13 dias para perícias que ocorreram no final do ano passado nas lavouras de milho não se justifica.
A.01.BB – Abertura do resseguro.
Ocorreu no dia 17 de abril de 2008, mas em 2007 o Mercado Segurador já demonstrou que estava trabalhando com esta realidade. Os índices de sinistralidade publicados pela SUSEP indicam uma melhor subscrição de riscos e os resultados de 2003 à 2008 foram:
- BR = 0,66, MT = 0,01, PR = 0,65, RS = 0,51
A.01.CC – Fundo de Catástrofe.
– Versão 01 – 28/05/2008.
As matérias abaixo ilustram as dificuldades de implantação, mas acreditamos que deve se transformar em outra ferramenta importante para dar continuidade a diminuição dos riscos da agricultura brasileira.
Novo fundo não sai e trava seguro rural - 02/03/2009
Anunciada pelo governo como a principal medida para disseminar o uso de seguro no setor rural no país, a criação de um fundo de reembolso a seguradoras e resseguradoras em situações de catástrofes terá que ser reavaliada pelo governo antes mesmo de passar pelo crivo do Congresso Nacional.
O projeto de lei do novo fundo, enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2008, esbarra em fortes divergências entre as empresas sobre a formação de um consórcio único para gerir os recursos do mecanismo de ressarcimento.
...
... O PL prevê, ainda, a garantia da União sob forma de emissão de títulos do Tesouro Nacional e a cobertura suplementar para hipóteses de catástrofes.
...
Mauro Zanatta - Valor Econômico | SP
Fundo de catástrofe terá cinco audiências de discussão no país -  11/03/2009
O deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), relator do Projeto de Lei Complementar 374/08, que autoriza as seguradoras privadas a formarem um fundo de catástrofe para cobertura das operações de seguro rural, pretende realizar cinco audiências públicas sobre a proposta.
Elas devem acontecer em Cascavel (PR), Chapecó (SC), São Borja (RS), Campo Grande (MS) e Brasília (DF), em datas a serem anunciadas.
...
Micheletto argumenta que o grande desafio da proposta é encontrar um equilíbrio entre as participações pública e privada no seguro. Segundo ele, é preciso discutir quais serão os valores dos prêmios e das cotas dos produtores, seguradoras, resseguradoras e governo.
O fundo servirá para casos de catástrofes naturais, doenças e pragas. Moacir Micheletto ressalta que, como o Brasil tem dimensões continentais e diferentes biomas, é fundamental definir bem o conceito de catástrofe.
...
Agência Safras
Vamos contribuir com algumas sugestões ao relator em São Borja:
A.01.CC.01 – Que os recursos do fundo sejam exclusivamente para cobrir os riscos da produção de alimentos e frutas.
A.01.CC.02 – Que o critério de distribuição dos recursos sejam conforme o gerenciamento dos riscos da agricultura específicos de cada estado.
A.01.CC.03 – A obrigatoriedade da utilização dos preços das commodities praticados nos municípios de localização das lavouras, na falta destes dados sejam usados os da BM&F e somente após os dados da Bolsa de Chicago.
A.01.CC.04 – Que não haja contribuição dos produtores como estava previsto na primeira versão.
A.01.CC.05 – Que o Mercado Segurador contribua com parte de seu lucro como no FESR (Fundo de Estabilização do Seguro Rural).
A.01.CC.06 – Que haja uma padronização das CG (Condições Gerais) das apólices do ramo agrícola. As Particulares e Especiais ficam a critério de cada seguradora.
A.01.CC.07 – Que as perícias de sinistro sejam realizadas em no máximo 72 h após a comunicação oficial documentada do Aviso de Sinistro pela seguradora.
A.01.CC.08 - Que as Vistorias Prévias e as de Acompanhamento sejam realizadas pela Assessoria Técnica Profissional do produtor que atenda a lavoura a ser segurada.
A.01.CC.09 – Que não haja a cobrança de R$ 60 da taxa de emissão da apólice, pois desde 2006 (21.779 operações x R$ 60 = R$ 1.306.740), 2007 (31.637 operações x R$ 60 = R$ 1.898.220) e em 2008 (60.120 operações x R$ 60 = R$ 3.607.200) já foi repassado ao Mercado Segurador um total de R$ 6.812.160 sem nenhum benefício para agricultura brasileira.
A.02 - Estadual:
Planejamos duas ações nesta subárea de abrangência, são:  
A.02.01 - O Tesouro do Estado será uma fonte de custeio do FundoAgri que será detalhado no item da  Cadeia Produtiva.
A.02.02 - Um órgão estadual estará encarregado da elaboração de estatísticas de produção de grãos dos municípios do estado sendo que estes dados devem:
– Diferenciar os produtores que usam e os que não usam tecnologia,
– Serem de acesso público e sejam auditáveis.
A.03 – Municípios:
Implantar Programas Municipais de Subvenções complementares ao federal; pois temos 330 municípios em que a principal atividade econômica é a agropecuária e é importante ressaltar que estes programas agregarão o fator local aos debates deste seguro, em nossa opinião, fundamental para sua massificação.
A.03.01 - Devem buscar diferenciar os produtores que:
A.03.01.A - Usam e os que não usam tecnologia,
A.03.01.B - Possuem uma assistência técnica profissional,
A.03.01.C - Utilizam irrigação.
Convênios com a Receita Federal sobre o ITR pode ser uma fonte de recursos para estes programas. Alegrete, que possui 7.695 ha, receberá em 2009 o maior valor do estado R$ 633.600.
Um exemplo e a interpretação dos números para a cultura da soja demonstra a viabilidade econômica destes programas a nível municipal.
- LMI/ha = IS/ha = R$ 1.600,00 reais,
- Taxa do prêmio do seguro - 10% = R$ 160,00 reais,
- Subvenção Federal – 50% = R$ 80,00 reais,
- Subvenção municipal proposta – 10% = R$ 16,00 reais,
- Produtor Rural: paga R$ 64,00 reais e tem R$ 1.600,00 reais segurados,
- LMI - Limite Máximo de Indenização,
- IS - Importância Segurada.
O pagamento de R$ 16,00 reais pela prefeitura garante a circulação de R$ 1.600 reais no município por cada ha segurado. É possível visualizar benefícios econômicos e sociais de difícil mensuração nos municípios que implantarem estes programas.
Existe a idéia que os municípios estão quebrados, mas o exemplo de Carlos Barbosa indica que se pode ter resultados mesmo com poucos recursos. Implantou em 2007 um programa de ressarcimento de despesas do produtor na compra de sêmen de forma progressiva. Utilizou no ano de implantação R$ 35.090 beneficiando 180 criadores.
Também é tecnicamente viável a implantação destes programas em cooperativas, pois poderão oferecer a seus cooperados algumas vantagens que conseguimos identificar:
– Institucionais: 
- Diminuição dos principais riscos da atividade.
- Melhora do relacionamento com os cooperados e entre cooperativas.
– Financeiros:
- Diminuição do risco de crédito.
- Viabiliza uma taxa de juros diferenciada e a substituição do estímulo de 15% a mais de crédito por uma redução de 50% na taxa de juros.
- Base sólida para a negociação do prazo safra na compra de insumos.
- Os fornecedores podem ser beneficiários destas apólices.
– Sociais:
- Preservação e garantia de renda do produtor cooperado.
– Políticos.
Usando como exemplo os dados da Cotrijal podemos fazer simulações e determinar a viabilidade financeira destes programas específicos.
Para 100.000 ha (80.000 ha de soja e 20.000 ha de trigo) segurados nos 13 municípios de sua área de abrangência e considerando a implantação do FundoAgri temos os seguintes valores:
- IS (Importância Segurada):
- Mercado Segurador: - R$ 94 milhões. - NC de 50% do IBGE.
- FundoAgri: - R$ 28,2 milhões. - NC complementar de 30%.
- Total garantido ao produtor rural cooperado: R$ 122,2 milhões.
- Prêmio do seguro: 
- Total:   R$ 6,254 milhões.
- Subvenções:
- Federal:  R$ 3,4 milhões,
- Municipal:  R$ 1,114 milhões,
- Cotrijal:  R$ 557 mil.
A interpretação para estes valores é de que o governo federal paga R$ 3,4 milhões e garante que R$ 122,2 milhões circulem na economia do país.
Os 13 municípios pagam em conjunto R$ 1,114 milhões e garantem que R$ 9,4 milhões circulem em suas economias. A Cotrijal paga R$ 557 mil e garantirá R$ 122,2 milhões de renda para seus cooperados.
O prêmio referente aos 30% de complementação do NC oferecido pelo Mercado Segurador do FundoAgri esta previsto o pagamento pelo produtor rural.
B - Mercado Segurador:
Para a clara compreensão desta área de abrangência relacionamos algumas premissas:
B.01 – O Mercado Segurador desenvolve um produto para receber o prêmio e não para pagar sinistro. Seu negócio é a compra de riscos que podem ocorrer ou não.
B.02 – A aceitação de um risco exige estudos atuariais e estatísticos específicos.
O nível de detalhamento dos dados sobre a lavoura a ser segurada irá determinar a condição comercial sendo que no seguro agrícola a comprovação do uso de tecnologia através de documentos auditáveis é imprescindível.
A união de um grupo de produtores e o preenchimento de um questionário de avaliação de risco para cada lavoura que se pretenda segurar é a única forma de se conseguir uma condição comercial especial, pois esta massa de dados após ser formatada em um banco de dados poderá ser submetida ao mercado segurador para cotação.
O desafio da substituição dos índices do IBGE pela produtividade individual é maior no Rio Grande do Sul, pois nos é oferecida apenas 50% da média municipal o que não cobre nem o custo de produção. Negociamos duas opções de comprovação:
– Romaneio para o sistema cooperativista.
- Nota Fiscal do Produtor Rural (antiga Modelo 4).
- Com a implantação da nota fiscal eletrônica este desafio deve estar resolvido.
Nota eletrônica chega aos produtores rurais - 23/03/2009
Os processos de venda da produção dos agricultores gaúchos passarão por uma revolução em breve. Técnicos das secretarias da Fazenda e da Agricultura estão trabalhando no projeto de implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) na comercialização dos produtos colhidos e dos animais criados nas propriedades gaúchas.
Em fase final de elaboração, a nova sistemática deve entrar em testes em maio. No mês de outubro está prevista a realização de um projeto-piloto - primeiramente nas cadeias de suínos, aves e bovinos - e, a expectativa dos técnicos é de que a obrigatoriedade possa vigorar em 2010.
...
Padilha explica que nas operações de produtos vegetais o processo é mais simples. "Os produtores irão se credenciar como uma empresa qualquer e emitir a nota fiscal eletrônica na propriedade", diz.
...
Jornal do Comércio - Leandro Brixius
Os resultados oficiais de 2008 publicados pelo Mapa são reveladores, pois demonstram com clareza que uma maior área não significa necessariamente uma menor taxa de prêmio, pelo menos é o que se comprova com a soja.
A Aliança segurou 2.450.040 ha sendo que a taxa que praticou a nível nacional para a soja foi de 4,53% com um LMI de R$ 1.070 no entanto a Mapfre segurou 250.498 ha com uma taxa de 3,89% e um LMI de R$ 1.073.
Os dados do trigo do ano passado demonstram esta relatividade de forma clara, pois a Aliança praticou a taxa de 12,09% e um LMI de R$ 903 segurando 84.669 ha sendo que a Nobre fez 68.378 ha com a taxa de 3,98% e um LMI de R$ 1.595.
Portanto devemos considerar que existem outras variáveis que impactam as taxas como a quantidade e a qualidade de dados sobre as culturas a serem seguradas, a localização das lavouras, as coberturas desejadas, etc.
As Condições Gerais, as Particulares e as Especiais regulamentam os direitos e deveres do segurado e da seguradora.
C – Cadeia Produtiva:
Acreditamos que a implantação do FundoAgri – Fundo de Desenvolvimento da Agricultura do Rio Grande do Sul é uma solução viável para o desafio dos produtores terem os riscos da atividade progressivamente reduzidos a um mínimo adequado.
C.01 - Especificações:
C.01.01 - Objetivo principal:
- Complementar o NC (Nível de Cobertura) oferecido pelo
Mercado Segurador.
C.01.02 – Gestão:
- Comitê Gestor dos Riscos da Agricultura do Rio Grande do Sul.
C.01.03 – Instituições previstas com participação permanentes:
- FECOAGRO – OCERGS, FARSUL, FAMURS –
CONSEMA, Governo do Estado - Secretaria da Agricultura, ANDAV, Assessor Técnico e Convidados.
C.01.04 – Um RI (Regimento Interno) normatizará seu funcionamento:
- Todos os membros do Comitê não receberão nenhum tipo de remuneração.
- A presidência será exercida de forma colegiada por todos os representantes.
- Permitirá um auxiliar administrativo remunerado para tratar dos trâmites regimentais e legais.
- Todas as decisões serão tornadas públicas através da Internet inclusive os balanços.
- A aprovação de despesas exigirá orçamento e aprovação da maioria dos membros.
- A complementação do NC só se dará com a aceitação do risco pela seguradora selecionada.
- O mandato será definido no Regimento Interno.
- A utilização do fundo para pagamento de sinistros será a primeiro risco.
- O critério usado para escolha do banco que administrará o fundo será o número de benefícios oferecidos.
- A exigência de “reciprocidade” será proibida.
- Haverá prioridades para a busca de uma Cotação Comercial Especial no Mercado Segurador com a massa de dados (QAR´s).
- Não prevê nenhuma subvenção ao prêmio aos produtores que aderirem.
– Isenção de impostos federais, estaduais e municipais do FundoAgri.
– Permitirá que um percentual das contribuições sejam abatidos dos tributos federais, estaduais e municipais.
C.01.05 – Custeio:
- Aportes do Tesouro do Estado.
- Prêmio adicional pago pelo produtor para o NC complementar.
- Rendimentos de aplicações financeiras.
- Outros rendimentos ou doações.
- Imposto de Chuva - Falta e Excesso:
- O Produtor Rural será isento.
- Cobrado apenas da Cadeia Produtiva e da Porteira para fora.
- Taxação do arroz importado a exemplo das “Retenciones” cobradas  pelo governo argentino.
- Taxação de produtos supérfluos como Cigarro, Bebidas, etc.
- Filosofia: bebidas e cigarros por comida.
- Cada comprador de cerveja saberá que entre 10 a 15% do valor pago será aplicado na produção de alimentos.
- As ações de Marketing em associar esta bebida a juventude e a alegria, prevemos, trará um benefício indireto importante a este plano.
- Taxação de todos os vinhos importados em 30% para dar maior flexibilidade de preços as vinícolas nacionais permitindo uma melhor remuneração do produtor de uva.
Vitivinicultura avalia freio à importação - 05/04/2009
Lideranças do setor vitivinícola retomaram os debates sobre o aumento do piso mínimo para entrada de vinhos da Argentina no Brasil. O encontro, realizado em Buenos Aires, foi motivado pelo acirramento das relações comerciais depois que a Argentina adotou diversas barreiras para mais de 200 produtos brasileiros.
A proposta prevê a cobrança de 18 dólares por caixa.
Correio do Povo
C.01.06 - Os requisitos previstos para a seleção da seguradora com exclusividade são:
- Seguro de grãos e frutas;
- Cobertura Multirisco (seca, chuva excessiva, etc) e diferenciados.
- NC acima de 55%.
- Pagamento dos sinistros:
- Definição de percentual a ser pago a primeiro e segundo risco.
- Programas com duração acima de 1 ano.
- Vistorias prévias e as de acompanhamento feitas pela assistência técnica profissional do produtor.
- As perícias em caso de sinistros serão feitas por peritos da seguradora com o prazo máximo de 72 horas após a formalização do Aviso de Sinistro.
- Contribuição de um percentual para o FundoAgri após a apuração do resultado das apólices no estado.
- A Capacidade oferecida e a distribuição nos municípios.
C.02 – Exemplo de funcionamento do FundoAgri:
- Trigo - Palmeira das Missões.
- Taxa fictícia do Prêmio para Multirisco = 20%.
- NC (Nível de Cobertura) = 50%
- Média do IBGE de 2003 à 2007 = 29,00 sc/ha.
C.02.01 - Sem comprovação (Condição Comercial de Varejo): 
- NC de 50% IBGE = 29,00 x 50% = 14,50 sc/ha.
- NC de 30% do FundoAgri = 29,00 sc/ha x 30% = 8,70 sc/ha
- NC Total = 14,50 + 8,70 = 23,20 sc/ha.
- Prêmio: 2,9 sc/ha (14,50 x 20%) + 1,74 sc/ha (8,70 x 20%) = 4,64 sc/ha.
- Pagamento:
- Subvenção Federal – 70% = 2,03 sc/ha.
- Subvenção municipal proposta – 10% = 0,29 sc/ha.
- Total da Subvenção = 2,03 + 0,29 = 2,32 sc/ha.
- Produtor = 4,64 – 2,32 = 2,32 sc/ha è 23,20 sc/ha segurados.
- Parcelado em até 3 vezes (1 + 2) = 0,78 + 0,77 + 0,77 sc/ha.
C.02.02 - Romaneio ou Nota Fiscal do Produtor (Modelo 4) = 40 sc/ha média 5 anos.
- NC de 50% do Romaneio ou NF Modelo 4 = 40 sc/ha x 50% = 20 sc/ha.
- NC de 30% do FundoAgri = 40 sc/ha x 30% = 12 sc/ha.
- NC Total = 20 + 12 = 32 sc/ha.
- Prêmio: 4,00 sc/ha (20 x 20%) + 2,4 sc/ha (12 x 20%) = 6,40 sc/ha.
- Pagamento:
- Subvenção Federal – 70% = 2,80 sc/ha.
- Subvenção municipal proposta – 10% = 0,40 sc/ha.
- Total da Subvenção = 2,80 + 0,40 = 3,20 sc/ha.
- Produtor = 6,40 – 2,80 – 0,40 = 3,20 sc/ha è 32 sc/ha segurados.
- Parcelado em até 3 vezes (1 + 2) = 1,07 + 1,07 + 1,06 sc/ha.
D - Político:
Apoiar, prestigiar e fornecer quaisquer subsídios as iniciativas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul principalmente a Comissão de Agricultura na busca por um Seguro Agrícola Eficaz, pois é o fórum que consideramos mais adequado para discussão do custeio do FundoAgri.
E - Divulgação:
Esta área de abrangência atende a necessidade de tornar conhecido este plano com suas inúmeras ações previstas, pois acreditamos que contribui com sugestões realistas para a discussão deste seguro no estado e no país.
Planejamos as seguintes atividades:
E.01 – Realização de palestras sobre este tipo de seguro principalmente em cooperativas, prefeituras, sindicatos rurais, revendas de insumos, etc com o conteúdo de Ijuí e São Sepé.
E.02 – Divulgação deste plano com suas especificidades como na Expodireto 2009.
O aquecimento global, em minha opinião, é fruto da insensatez de poucos que estão penalizando a todos. Quando morei em Córdoba na Argentina a alguns anos conheci um mecânico que disse uma frase que nunca esqueci, foi: Carlos, hay que sembrar siempre mismo que no sea nossotros a cosechar porque los otros que vengan despues de nossotros tendran como matar su hambre.
Os desafios que enfrentamos e se refletem nestas palavras foram intimidadores e não devem diminuir com o passar dos anos, mas este plano é o legado que oferecemos ao Rio Grande do Sul e ao Brasil.
Muito obrigado e um grande abraço.
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