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Economia mundial sustentável de precisão relativa


Paulo Braz de Andrade

(Através de um novo arranjo agrícola)


 Fazer a economia global tornar-se sustentável, próspera e  de mercado justo, com relativa precisão – é um desafio político ,  concreto para a educação e para o exercício da cidadania.

 Num prazo menor que trinta anos, dá para renovar a face da terra e construir-se uma economia mundial brilhante e de desenvolvimento contínuo ,  assegurado por critérios de excelência – nos procedimentos de sua construção.

 Esta façanha é alcançável a partir da assinatura de um tratado agrícola, entre países parceiros da OMC , que se estruturem e que  se contratem para uma produção programada -  que assegure um determinado nível de consumo de grãos e de energia renovável, por ano,  per capita, por país.

 De grãos, os quantitativos de consumo, de cerca de 400/500 kg, per capita e por país, bastariam.

 De energia renovável ainda não se estimou  os cálculos dos quantitativos de  produção e de consumo (necessários  - para viabilizar o acordo e a passagem desta economia insustentável, para a nova economia sustentável) porque seria viável celebrar-se o acordo a partir do combinado, relativamente aos quantitativos dos grãos.

 Colocar a energia como componente da passagem -  desta ordem social  “onça brava” , para uma ordem “gata mansa”  -  já é um bônus e um aditivo -  facilitador da proeza,  e,  acelerador do tempo de mudança histórica.

 Na realidade, bastaria estabelecerem-se os quantitativos – de produção e de consumo de grãos - porque os seus níveis são estimáveis, pela nutrologia, tanto em relação ao consumo humano e tanto quanto ao consumo animal. E, por outro lado a agricultura de precisão veio assegurar a determinação do potencial agrícola, sustentável, de cada país e de cada propriedade.

 Com estes dois referenciais cria-se os fundamentos e as bases  para a transformação da economia agrícola e da economia – de imprecisas e insustentáveis – para sustentáveis e de relativa precisão.

 A determinação da produção e do consumo de energia renovável, entre os países, facilita e acelera a passagem da insustentabilidade para a sustentabilidade da economia mundial, porque amplia o leque de oportunidades,  de variáveis de negociação dos objetivos  - de se empreender uma iniciativa de desenvolvimento universal e ao mesmo tempo individual, participativa.

 Ou seja, tanto como empreendedor, quanto apenas como consumidor, um indivíduo pode se engajar na luta e no esforço de conquista de uma era de bonança, definindo e decidindo seus papéis e escolhas, tipo:  - “vou comer, beber, vestir e calçar produtos de tal origem sustentável”; e,  enquanto que, como cidadão,  exija dos representantes políticos – firmem os acordos que assegurem a passagem de qualificação política-econômica.

 Leitor, pode parecer que estou falando grego e divagando, mas, não duvide, chegou a época de se escolher entre os caminhos do bem bom e do bem mal, no esforço de produção de riquezas.

 Chegou a época de todos nos tornarmos cavaleiros da távola redonda de negociação do destino global e do bem estar individual e social.

 Chegou o momento de se poder escolher os melhores critérios de definição de – caminhos, cenários, enredos e papéis – em todos e em quaisquer palcos que estejamos, porque os conhecimentos estão se evidenciando e se tornando maduros, relativamente, às oportunidades de construção das riquezas, dos destinos e das sortes.

 E, é complexo, mas, não é  mais confuso: basta você como consumidor aprender e empreender seu contrato de adesão – espontânea – na escolha: do que comer, beber, vestir e calçar, optando, com sabedoria sobre a origem dos produtos, para,  de alvo, você tornar-se também arqueiro - lançador das setas contra uma ordem econômica insuficiente e que pode ser derrubada, ter cortada a cabeça, para ser colocada na parede – por cima da lareira ou do ventilador da sua morada, substituindo-a por outra – renovada e apoiada em novos fundamentos.

 Estes novos fundamentos  para o desenvolvimento da economia  é que podem torná-la sustentável,  e , de relativa precisão, primeiro,  precisam ser estabelecidos na agricultura e no comércio agrícola.

 A partir daí, esses novos fundamentos da economia e do comércio agrícola – criam as referências para o estabelecimento de uma nova base industrial e dos serviços.

 Nossas investigações e sugestões de novos fundamentos para a economia  são os seguintes:

1, Um novo modelo de desenvolvimento tecnológico da produção agrícola – sistêmico, integrado e integrador das relações com a Natureza e dos agentes produtores,  que denominamos de SIPPPALE – Sistema de Integração dos Produtores, dos Países, para a Produção de Alimentos, de Energia e de Lazeres ( modelo sobre o qual já se encontram disponíveis  2 artigos, neste site AGROLINK );

2. Uma nova categoria de valor econômico (multifacetado) para favorecer o planejamento e o alargamento das bases de produção de riquezas agrícolas, que denominamos de VALOR DE SUSTENTABILIDADE (  critério de valor sobre o qual o AGROLINK deverá publicar os artigos);

3. Uma sugestão de organização pragmática de desenvolvimento político dos indivíduos e dos pequenos grupos de interesses – locais e regionais, que denominamos de ODES – Organização para o Desenvolvimento Econômico e Social ( sobre a qual o Agrolink deverá publicar os artigos );

4. Uma sugestão de novo acordo comercial agrícola, entre os parceiros da Organização Mundial do Comércio (OMC), baseado na proteção da produção e no consumo mundial de grãos, através da cotização ( sobre o qual o Agrolink deverá publicar o texto),

5. E, finalmente, a sugestão de um plano e de um modelo estratégico de implementação do novo sistema de desenvolvimento da produção regional (o SIPPALE), primeiramente, em 20 regiões  ( num plano piloto inicial), depois em mais 80 regiões (concluindo o teste do piloto), para abrir os caminhos, de maneira que uma nova agricultura sustentável possa se alastrar pelo mundo inteiro ( esta sugestão de um plano e de um modelo estratégico regional, também deverá ser publicada, em artigos,  pelo Agrolink).

 Para ilustrar a idéia da nossa proposta, vejamos, sucintamente  o seguinte exemplo e caso: o CAFÉ

 O café , uma bebida revigoradora, é , hoje,  de consumo  individual recomendável   (até mesmo pela medicina nutrológica), em até seis xícaras, por dia.

 Com este dado de 6 xícaras diárias de consumo recomendável de café – temos como estabelecer o referencial de determinação de sua sustentabilidade econômica, porque:

A ) Seis xícaras diárias, por pessoa.

B ) Por ano, equivalem a 6 kg , por pessoa.

C ) Como 6,5 bilhões de pessoas, o consumo mundial máximo recomendável e  sustentável seria de 39 bilhões de quilos.

D ) Então, de café está sugerido um quantitativo de produção e de consumo anual ótimo – para a economia sustentável sinalizar e precisar um limite ao mercado- 39 milhões de toneladas ano.

E ) Para a produção e para os produtores está sugerida uma meta e um limite, depende deles e da realidade das propriedades,  a negociação das cotas de produção, entre eles, para ofertarem ao mercado uma quantidade ótima e de equilíbrio preciso.

F ) Se os consumidores vão contar e poder consumir estes quantitativos é uma outra questão e um outro referencial que não vamos tratar , aqui e agora, neste exemplo.  Queremos apenas ilustrar um aspecto do desenvolvimento econômico novo, por nós sugerido, com o modelo sippale, com o valor de sustentabilidade e com a proposta de novo acordo comercial agrícola, para ilustrar a nova base que  a economia esta necessitada.

G ) Atualmente, o consumo mundial de café, é de uma xícara por dia, por pessoa, ou seja , de cerca de 6,5 bilhões de quilos por ano, ou de 6,5   milhões de toneladas, cerca de 110 milhões de sacas de 60 kg.

H ) Os preços pagos aos produtores oscilam e são com freqüência baixos, enquanto os consumidores pagam caro e tem uma oferta cheia de artifícios, porque o mercado é controlado por um sistema de oferta e procura, cheio de incertezas e suspeições especulativas na comercialização. Alguns países e algumas empresas que não produzem café, são grandes comercializadores e até mesmo exportadores,. E, ditam as regras do jogo, de modo especulativo, manipulando o negócio, não permitindo que se estabeleça uma produção e uma oferta plena ótima.

I ) Sabemos que a questão é mais complexa e cheia de sutilezas cridas pelo atual sistema. Sem entrar no exame do mérito da questão do comércio, queremos concluir a exposição ressaltando os seguintes pontos; de sustentabilidade e de precisão relativa, determinando uma referência básica:

J ) Qual é o limite de crescimento ótimo para o negócio e o comércio do café se sustentarem  com relativa precisão  entre a oferta e a procura?

Cerca de 6 vezes maior? 39 milhões de toneladas?

K ) Na realidade, o horizonte ótimo e de precisão relativa e sustentável para a economia cafeeira – planejar e negociar com o mercado futuro é de - 48 milhões de toneladas de produção, anual, ideal, de café,  - porque a estimativa é de que a população mundial, nos próximos 30 anos, se estabilize em 8 bilhões de habitantes.

L ) Estabelecida esta visão de relativa precisão de uma meta de um quantitativo de café, oito vezes maior que o atual tamanho do mercado, para ser atingidos, no decorrer das próximas 3 décadas,  todos os atores da atividade produtora e consumidora – países, produtores, empresas e consumidores, se armam de conhecimentos para ajudarem a criar os instrumentos e formarem a bagagem de sustentação econômica de precisão,
para este negócio, produto e riqueza.

 Assim, este exemplo do café se aplica aos outros alimentos comodatícios, bem como aos combustíveis renováveis, criando-se ambiente de negociação renovada e renovadora da economia.

 Tudo isso, que contém uma complexidade muito maior do que o exposto – tornou-se café pequeno, para a nova economia, que está armada para enfrentar o desafio de assegurar a realização da produção e do consumo de riquezas fundamentais e necessárias ao bem estar material dos povos, das pessoas, de um e de todos.

 D´agora para o futuro,  o homem não precisa mais se guiar pelo temor da escassez , pela incapacidade de ter o que oferecer , mudando o questionamento.

 Ao invés do “ e se faltar?” , substituir pelo “quando se vai ter ? “
 
 E correr atrás de poder produzir e de poder consumir, de modo contratado e garantido, sustentado e resguardando-se os interesses recíprocos

 Exatamente!

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