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Estado & Mercado > Desenvolvimento


Paulo Braz de Andrade
Quando a sintonia fina da compreensão de que o desenvolvimento sustentável,  alto e completo,  poderá se tornar uma componente estável do processo da realização histórica universal – a humanidade terá alcançado um estágio de plenitude social. Igual o que ocorre com o processo do êxito individual.

E o caminho para esta oportunidade, aos poucos, está se delineando. O mais surpreendente é que, tudo isso, está sendo preparado pela mão invisível, não do mercado, nem a pela mão visível do Estado, mas pelas cabeças e mãos  dos indivíduos e de ambas as entidades que, até agora se degladiam, com freqüência. Mais , para que tudo venha se dar e acontecer de modo vertiginante. Catalítico.
Por isso, e para isso, precisa-se compreender a lição do pingo é letra, ou seja, todos temos que nos preparar, demais e o tempo todo, para o advento de uma tremenda e fabulosa Nova Era. Este texto, é conseqüência e conseqüente , de outros que advogam a vinda de uma economia nova e sustentável, para substituir esta, eliminando seus fatores de desgaste.
O estado e o mercado em algumas situações já estabeleceram sintonia fina. No histórico da economia, o New Deal, o Plano Marshall, a explosão japonesa  e a explosão coreana, e agora, mais recentemente, os clusters que se instalaram e se instalam, e o ritmo fantástico de crescimento chinês, foram e são os exemplos da parceria e de sintonia fina que foi e é possível se estabelecer entre o público e o privado.

Mas, o que será mais importante é quando se compreender que há toda uma gama de oportunidades e de necessidades de se estabelecer uma imensa faceação fazedora dos dois poderes de realização do processo do desenvolvimento econômico e social.
É natural até que, durante algum  tempo, ocorra uma fase de uma influência estatizante que prepondere sobre o mundo da iniciativa  privada. Todos estamos ficando escolados e clarificados nos papéis de representavidade apropriada dos sujeitos, para dotar o conjunto social – mundial – da instrumentalidade que conduza ao advento de uma nova fase de boa História.
Do tripé básico que se analisa a economia  -  agricultura, indústria e serviços – é fácil constatar que a indústria e os serviços avançaram no caminho da competência e da completitude. Foi a agricultura que não conseguiu acompanhar o caminho da evolução processual de obtenção das excelências. Nela houve tópicos de realce de ocorrência, mas como um todo, por causa do protecionismo e dos subsídios ferrenhos e ferozes, aos agricultores da OCDE, nas últimas duas décadas, só alguns países completaram sua competência de obtenção de alta renda per capita. Mas, foi também, às custas de um sacrifício ambiental tremendo. No modelo de desempenho tecnológico que rege a economia atual, fortemente emissora de gases letais em exagero não reciclante, bem como na regência de um mercado exclusor de bilhões de agentes, dos benefícios do  progresso, não foi e não será nunca possível alargar as bases da produção anual de riquezas, de modo sustentável.
Mas, com o modelo de desenvolvimento tecnológico dos SIPPALES, já definidos, e com a compreensão das oportunidades de criação do novo fundamento para a economia -  o  Valor de Sustentabilidade - , veremos abrir-se um gigantesco leque de oportunidades do mercado e do  Estado, darem ás mãos e agirem de modo sintônico, sintético, sincrético, simpático, e simplesmente avançador, para estabelecer e erigir uma nova sociedade, uma nova economia e uma nova cultura, que conduzirão tudo para uma época de todos fazerem a história acontecer, do modo que agrade e contente a todos.

Não estamos mais fadados a aguardar, séculos, décadas, anos a fio – para a realização de uma grande mudança mundial benéfica. Não, os numerosíssimos fatores de sustentabilidade podem e devem ser alinhados para a deflagração dos movimentos regionais de desenvolvimento, e para a deflagração de um mesmo e grande movimento mundial de desenvolvimento sustentável. A miríade * ( * miríade = dez mil) de Sippales, não é um exagero e uma escolha arbitrária. É uma medida própria de escalonação,  para que o processo macroeconômico se veja e se espelhe, com antecedência estrategizadora. Facilitadora da e.commercialização.
De marinheiro só, que tenho sido, começo a ver outras boininhas e gravatinhas se chegando e saltitando, pela 5a.Avenida da fantasia e imagética da alegorização. Isso, num movimento pós bushesto. Que a vitória do estatismo belicante, seja efêmera e se desmonte, como um movimento de forte implosão. Que as torres de Babel caiam, uma, após a outra, permitindo que, mesmo entre as torres de marfim haja um movimento criativo, não de queda, mas de ponte e ponteação de ligações.
Estado e mercado, marcharão em passos bailarinos, quando o mundo dos indivíduos compreenderem a profunda sintonia fina que  pode haver, entre o interesse do todo, de todos, de cada um, com tudo e com tanto que se anseia – de realização do bem comum.
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