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No Limite


José Eduardo Reis Leão Teixeira
Exercitando meus direitos e deveres como cidadão, tendo por interesses pessoais, profissionais e empresariais em que seja elaborado e aceito com rigor científico e prático um estudo real e preciso de cenários e soluções para a atividade produtiva cafeeira, tornando-a blindada às fragilidades costumeiras, tomo por decisão não apenas ficar nas retóricas de artigos ou manifestações verbais.
Reconhecendo a gravidade do momento para a cafeicultura brasileira, com ênfase ao arábica e observando claramente a impotência e incapacidade dos representantes e dirigentes da mesma, frente ao que deveria ser um momento de negociação necessária e fundamental,  precisa e correta, justa e firme em defesa da atividade junto ao governo federal, focando soluções permanentes através de ações corretivas, que levem a uma política agrícola consistente e solucionadora, passo a ser não apenas um articulista mas, como se faz como em qualquer outra atividade empresarial  e profissional, serei combativo e competitivo em prol  da atividade, com seus reflexos na sociedade como um todo; sendo esta uma reação típica, natural e procedente a qualquer empresário participativo em seus interesses e na sociedade como um todo.
Presenciando o abandono, a falência e o desespero de amigos ou outros, que possuem nesta atividade a sustentação financeira de suas famílias, me farei ouvir de uma forma ou outra, mesmo que seja necessário acionar o MP, o que para isto e se necessário for, acredito ser suficientemente inteligente e capaz para compor os elementos, entre fatos, que comprovem razões para investigações no sentido de oferecer denúncias públicas por incapacidade daqueles que se dizem representantes desta atividade, bem como do próprio governo, o qual através de inúmeras tratativas com o setor privado também divulga e defende custos aviltados, além de outros erros e falhas incoerentes e inadmissíveis, provocando a falência de uma atividade produtiva com reflexos negativos na sociedade, o que é extremamente grave para a nação.
Possuindo, como profissional capacitado e capaz, minhas análises e conclusões precisas e completas de cenários para a referida atividade, sendo revisadas periodicamente e há anos monitoradas, aponto comprovadamente através de análises e artigos publicados, também há anos, este atual momento e nunca atentado pelos representantes da cafeicultura, tendo chegado o momento de me manifestar com mais rigor e eficiência.
Considerando as inúmeras (in)conclusões ou conclusões erradas e inadequadas de estudos e avaliações anteriores, formuladas por grupos de trabalhos formados com este intuito, acredito firmemente que não chegarão, novamente, a cenários reais e muito menos a planejamentos estratégicos consistentes, aprofundando ao ponto de extinção esta atividade.
Diante do crítico momento provocado não pela crise mundial, mas pela crise há uma década vivida por esta cafeicultura em que, novamente, se cogita a criação de um novo grupo de trabalhos, para tentar elaborar um planejamento estratégico para esta atividade, será aconselhável a leitura abaixo.
Se elementos deste possível grupo a ser formado, como em outras ocasiões, não possuírem capacidade, experiência precisa e competência para tal finalidade que não assumam posição, pois o risco de análises e conclusões erradas provocará a extinção da atividade e serão responsabilizados nominalmente, de forma firme e rigorosa por isto.
Desta forma, transcrevo abaixo, conceitos básicos e mundialmente aceitos e aplicados, para refletirem e agirem.
No sentido de apresentar identidades conceituais em metodologias aplicadas, conforme também em meu livro, reforçando-as e cuja aplicação conduz à precisão absoluta em nossos planejamentos, apresento o texto abaixo de autoria de:
Nildo L. Miranda Filho, Mestrando em Marketing e Gestão Empresarial pela Universidade Internacional de Lisboa – Portugal, especialista em Marketing Estratégico.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
É cada vez maior o número de empresas que diante da complexidade no cenário empresarial e de tantas turbulências e incertezas, estão buscando ferramentas e técnicas para que as auxiliem no processo gerencial. O Planejamento Estratégico é uma dessas ferramentas. Ao contrário do que alguns pensam, esta contempla também as características das pequenas e médias empresas. Nas empresas competitivas verificamos que, uma importante condição para sua sobrevivência está ligada à clara definição de seus objetivos e ao traçado antecipado dos possíveis caminhos a serem percorridos para atingi-los.
Mas, o que vem a ser Planejamento? Planejamento é a destinação de recursos avaliados visando atingir determinados objetivos a curto, médio e longo prazo num ambiente altamente competitivo e dinâmico. Faz-se necessário a participação das lideranças e uma visão generalizada da atividade ou empresa em relação aos ambientes em que atua.
Por que devemos planejar? Para que saibamos para onde devemos caminhar. Se não soubermos para onde ir, não iremos para lugar nenhum. Seremos dragados e jogados para fora do mercado.
E qual a metodologia a aplicar? Existem diversas. O método apresentado a seguir é um destes e consiste nas seguintes etapas:
1. Sensibilização da equipe que irá elaborar e implementar o P.E. mostrando-lhes a necessidade, as vantagens e o papel de cada um.
2. Definição da Missão, ou seja, a razão de ser da atividade ou empresa. Por que existimos? Quem somos? Qual a nossa função na sociedade?
3. Identificação dos fatores chaves para o sucesso. Estes são os principais fatores que podem influenciar o desempenho da atividade ou empresa e dos quais depende o sucesso do P.E.
4. Diagnóstico estratégico ou auditoria de posição. É a avaliação real da posição da atividade ou empresa. Nesta etapa deverão ser considerados os aspectos internos e externos com dados consistentes e verdadeiros. Vale ressaltar que estes não poderão ser "maquiados", "fabricados de última hora" ou "sonegados", pois será a partir dessa coleta e posterior análise a base para as etapas seguintes.
Inicialmente deve-se fazer o levantamento de dados internos da atividade ou empresa como sendo sua trajetória, seu modelo de gestão, sua estrutura e ambiente organizacional, seus resultados nas áreas comercial e financeira advindos das estratégias e operacionalização, da sua qualificação técnica e evolução, e dos seus processos produtivos.
Feitos a coleta e análise desses dados, serão identificados seus pontos fortes e pontos fracos. Os pontos fortes serão, posteriormente, bastante explorados e terão o reforço de outros que serão desenvolvidos. Os pontos fracos deverão receber tratamentos para que sejam minimizados ou eliminados. Para a coleta e análise de dados do ambiente externo devemos focar os fatores relacionados aos fornecedores, distribuidores ( se for o caso ), concorrentes, consumidores e clientes e as variáveis que impactam, ou poderão vir a impactar, a atividade ou empresa a exemplo da economia e da política, da legislação pertinente, ciência e tecnologia, aspectos climáticos, cultura, demografia, ecologia, etc.
5. Definição de objetivos. Nesta fase deverão ser listados os objetivos a serem alcançados. Estes deverão ser qualitativos e quantificados, realísticos e desafiadores quando referirem-se em termos de vendas, participação de mercado, lucro, etc., dentro do período previsto do planejamento.
6. Elaboração das estratégias. Esta é a fase em que deverão ser consideradas todas as etapas anteriores, caso contrário não haverá consonância. Visar sempre proporcionar aos clientes mais valor que o oferecido pela concorrência.
7. Planos de ação. Implementam as estratégias através de instruções claras estabelecendo-se o que, como, quando, quem será o responsável, quanto custará e o cronograma a ser seguido.
8. Controle. Deverá ser freqüente para conferir se as ações estão sendo executadas. Esta é a fase em que são medidos os desempenhos, checados os orçamentos, obtidas e analisadas as informações de cada responsável, apresentação de medidas para correção de rumo, caso seja necessário.
A estruturação do processo de P.E. será eficiente, eficaz e efetivo para uma atividade ou empresa se der o suporte necessário para a sua tomada de decisões. A agilidade freqüente e contínua da atividade ou empresa, em sintonia com as variáveis do seu ambiente, será a melhor forma de se minimizar a probabilidade de que as mudanças se constituam em surpresa. A flexibilidade do processo permitirá beneficiarem-se de oportunidades, existentes ou futuras, e prevenirem-se de ameaças reais ou potenciais. (fim da transcrição)
Concluindo: Há 10 anos elaborei um estudo de análise de cenários para a cafeicultura de arábica, por refletir diretamente em minha atividade, também como cafeicultor. As conclusões a que cheguei foram exatamente as encontradas atualmente, caso não fosse mudado o rumo desta atividade através de um planejamento estratégico implantado de forma ampla e geral. Tendo alertado para isto, verbal ou através da imprensa, os representantes ou lideranças nunca deram ouvidos, talvez até mesmo por alguns destes terem sido de meus relacionamentos pessoais e como diz o velho ditado “santo de casa não faz milagres”. Acreditaram ser melhor e mais cômodo continuar a pedir prorrogações de dívidas e se esqueceram do principal.
Durante este período, longo a meu ver, e de forma gradual, tal qual a formação de uma tempestade, as dificuldades e surpresas para os cafeicultores foram ampliando e as lideranças não mudavam o comportamento ou retóricas, mesmo tendo sido alertadas.
Sendo assim, questiono, por que e por qual razão nunca conseguiram elaborar um estudo preciso deste atual cenário? Se procurarem se explicar de uma forma ou outra, porém, nunca com justificativas aceitáveis, então por que não mudaram o rumo dos acontecimentos, sendo esta a razão básica para um planejamento estratégico? São tantas as perguntas e questionamentos, que agora absolutamente não possuem mais o direito de errar e precisam ser conscientes disto.
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