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Novos tempos - novos líderes


Atila Santos da Paz Rosa

Nos paises desenvolvidos a preocupação com a agricultura existe por vários fatores. Estes fatores dão sustentação à economia. Aqui no Brasil, os preços de serviços e Indústria subiram e os preços agrícolas caíram, com isso houve a redução sobre a pressão inflacionária. Mais uma vez  a agricultura “PAGA A CONTA”.

È de conhecimento de todos que o Brasil tem as condições de produção em larga escala, porém, como já dissemos e continuamos a observar, “NÃO SABEMOS VENDER O NOSSO PEIXE.” As pressões de comercialização, as parcerias de longo prazo, as condições psicológicas para que haja um grupo de elite que venha a formar o potencial intelectual de colocação de nosso país na linha de frente. Onde está? Quem poderia fazê-lo.

 Alguns líderes do setor agrícola dizem: “Não sei o que fazer”. Ótimo. Se não sabem, e não devem saber mesmo, devem buscar a forma de como obter este diferencial, esta informação, este agente criativo, buscando, elaborando, implementando novas soluções, e não colocando modelos antigos utilizados a 10 anos atrás para pedir ajuda do governo num tratoraço ineficiente. Os recursos gastos com este movimento poderiam ter sido destinados a um fim muito mais rentável a curto médio e longo prazo. Falta inteligência.

 A agricultura está em crise, e o que fazer? Existe uma infinidade de soluções, umas radicais, outras inteligentes, outras ineptas. Nesta gama de opções a que se visualizar qual o nosso objetivo, de curo médio e longo prazo, qual a nossa vocação, como poderemos participar com inteligência, protegendo as competências, incentivando o estudo a pesquisa, elaborando novos modelos de crescimento e continuidade, deixando de lado os participantes da LEI DE GERSON.

 A cadeia do complexo agroindustrial é muito importante, mesmo que não seja entendida pelos grandes centros. Já foi contado em verso e prosa que os alimentos para chegarem ao supermercado não saem de uma indústria. O Presunto é de um porco que se alimentou de uma ração que continha milho, e este milho foi plantado com trator que era conduzido por uma pessoa que estava em uma cidade que era essencialmente agrícola. Não só este porco, mas a roupas de fibras naturais, os calçados de couro, os móveis de madeira. Adam Smith, em Riqueza das Nações, de 1776, diz: “Sem o apoio de alguns artífices, o cultivo da terra não pode, na realidade ser levado a bom termo a não ser com grandes dificuldades e constantes interrupções. Ferreiros, carpinteiros, construtores de carros, e fabricantes de arados, pedreiros e cantoneiros, curtidores, sapateiros são todos pessoas cujos serviços são requisitados pelos camponeses.” O campo foi, é e sempre será importante.

 Uma vez que sabemos da importância da agricultura para a nossa nação, uma vez que sentimos da necessidade de líderes no verdadeiro sentido da palavra, e que necessitamos de novas realidades, novos conceitos, novos modelos, novas estruturas inteligentes, sábias, cercadas de princípios, moral, conduta impecável, que tal pensar em criar um meio onde estas virtudes não somente possam ser estimuladas, mas devam ser tidas, estudadas, concebidas como essenciais.

Está se formando o “momentum” para surgir uma INSTITUIÇÃO DE EVOLUÇÃO

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