No momento em que o Real volta a oscilar em torno de R$ 1,80 por dólar, e é chegado o final de 2011, a pergunta recorrente é se a moeda brasileira voltará a se fortalecer ou, finalmente, se desvalorizará um pouco mais. Embora difícil de responder, a mesma nos remete a algumas tendências já bem visíveis no horizonte de 2012. Em primeiro lugar, se tomarmos a paridade de poder de compra, o Real brasileiro, a R$ 1,90 (valor que chegou em alguns momentos deste segundo semestre), já teria encontrado sua paridade normal quando comparada com janeiro de 1999, momento em que entramos definitivamente no sistema de câmbio flutuante.
Assim, não haveria muito mais espaço para desvalorizações futuras, mesmo porque o governo brasileiro já deu sinais de procurar manter o câmbio, na pior das hipóteses, nestes níveis. Em segundo lugar, a recente ação coordenada dos bancos centrais dos países desenvolvidos, no final de novembro, definiu que será oferecido recursos em moeda estrangeira no sistema financeiro global, visando evitar a contração do crédito e, com isso, uma recessão mais aguda do que o esperado para esta virada de ano no cenário mundial.
O problema é que a base destas medidas é a emissão de dinheiro, mais especificamente de dólares. Dito de outra maneira, o mundo teria que conviver com um pouco mais de inflação e mais desvalorização do dólar diante das outras moedas, inclusive o Real. Tudo isso visando evitar “um colapso do crédito mundial”, que está se desenhando via União Europeia.
O Real continuará forte (?) (II)
Afinal, grandes bancos, credores de países europeus em dificuldades para rolar suas dívidas, encontram problemas para captar dólares, pois estão sob desconfiança dos investidores e das agências de risco. Estas medidas, iniciadas no último dia 05/12 e se estendendo até fevereiro de 2013, podem ajudar, porém, tenderão a valorizar o Real, assim como outras moedas em 2012.
Por outro lado, a agência de risco S&P acaba de decidir colocar em revisão negativa 15 economias da zona euro. E não são quaisquer países! Trata-se, dentre outros, da Alemanha (a locomotiva da Europa), França, Áustria, Finlândia, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal e Espanha. Isso leva o problema a outros dois caminhos: 1) se nada de convincente for feito na zona euro (fala-se em injeção de um trilhão de euros pelo Banco Central Europeu para aquecer a economia local), a moeda única europeia corre o risco de desaparecer, provocando uma corrida pelo dólar.
Isso fortaleceria a moeda estadunidense e desvalorizaria anormalmente moedas como o Real; 2) medidas ainda mais intensas e rápidas serão tomadas para encaminhar o problema europeu a uma solução, fato que poderia levar a um fortalecimento das moedas emergentes, como o Real. Dentre as principais medidas a serem tomadas está o cumprimento de uma das principais regras da União Europeia: respeitar, sob pena de punição severa (?), o limite de 3% do PIB para o déficit público. Podemos não gostar, mas os Estados não podem mais continuar a acumular dívidas impagáveis, que comprometem o seu funcionamento.
Assim, não haveria muito mais espaço para desvalorizações futuras, mesmo porque o governo brasileiro já deu sinais de procurar manter o câmbio, na pior das hipóteses, nestes níveis. Em segundo lugar, a recente ação coordenada dos bancos centrais dos países desenvolvidos, no final de novembro, definiu que será oferecido recursos em moeda estrangeira no sistema financeiro global, visando evitar a contração do crédito e, com isso, uma recessão mais aguda do que o esperado para esta virada de ano no cenário mundial.
O problema é que a base destas medidas é a emissão de dinheiro, mais especificamente de dólares. Dito de outra maneira, o mundo teria que conviver com um pouco mais de inflação e mais desvalorização do dólar diante das outras moedas, inclusive o Real. Tudo isso visando evitar “um colapso do crédito mundial”, que está se desenhando via União Europeia.
O Real continuará forte (?) (II)
Afinal, grandes bancos, credores de países europeus em dificuldades para rolar suas dívidas, encontram problemas para captar dólares, pois estão sob desconfiança dos investidores e das agências de risco. Estas medidas, iniciadas no último dia 05/12 e se estendendo até fevereiro de 2013, podem ajudar, porém, tenderão a valorizar o Real, assim como outras moedas em 2012.
Por outro lado, a agência de risco S&P acaba de decidir colocar em revisão negativa 15 economias da zona euro. E não são quaisquer países! Trata-se, dentre outros, da Alemanha (a locomotiva da Europa), França, Áustria, Finlândia, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal e Espanha. Isso leva o problema a outros dois caminhos: 1) se nada de convincente for feito na zona euro (fala-se em injeção de um trilhão de euros pelo Banco Central Europeu para aquecer a economia local), a moeda única europeia corre o risco de desaparecer, provocando uma corrida pelo dólar.
Isso fortaleceria a moeda estadunidense e desvalorizaria anormalmente moedas como o Real; 2) medidas ainda mais intensas e rápidas serão tomadas para encaminhar o problema europeu a uma solução, fato que poderia levar a um fortalecimento das moedas emergentes, como o Real. Dentre as principais medidas a serem tomadas está o cumprimento de uma das principais regras da União Europeia: respeitar, sob pena de punição severa (?), o limite de 3% do PIB para o déficit público. Podemos não gostar, mas os Estados não podem mais continuar a acumular dívidas impagáveis, que comprometem o seu funcionamento.