No Brasil há uma relação perversa entre a crise econômica mundial, o endividamento da população nacional, a necessidade de se fazer poupança e a corrupção desenfreada que grassa no país. Em primeiro lugar, é sabido de mais tempo os motivos da eclosão da atual crise mundial. Em resumo: o governo dos EUA injetou muito dinheiro na economia no início dos anos 2000, a juros baixos; parte desse dinheiro foi deslocado para o sistema especulativo e outra parte foi financiar o sistema imobiliário, nos dois casos sem controle; os bancos passaram a emprestar acima de suas possibilidades e as pessoas a tomar emprestado mesmo já estando inadimplentes; a bolha estourou gerando um efeito dominó no mundo todo; o capital privado se retirou do mercado e, para sair da crise trilhões de dólares foram injetados pelos Estados, com forte estímulo ao consumo; Estados já endividados pioraram sua situação, pois sempre gastaram mais do que podiam, gerando a crise fiscal; para sair dela volta o aperto de cintos e medidas de cortes estatais que geralmente atingem o social; a economia começa a frear e o desemprego aumenta.
Hoje a crise entra em uma nova fase: o do endividamento das pessoas e empresas, pois cresce o número das mesmas gastando tudo o que têm apenas para sobreviver. Ou seja, a essência da crise se inicia exatamente por causa do alto número de financiamentos. Assim está o mundo e o Brasil com ele, embora ainda estejamos enfrentando relativamente bem o problema, porém, temos nuvens pesadas no horizonte.
POUPANÇA, DÍVIDAS E CORRUPÇÃO (II)
Duas delas insisto em mostrar! A elevação constante da dívida pública sem uma contrapartida de ajustes estruturais no Estado brasileiro; e o alto endividamento da sociedade brasileira, gerando forte inadimplência. No primeiro caso, a dívida pública do governo já se aproxima de R$ 1,8 trilhão, chegando a cerca de 50% de nosso PIB, e não para de crescer.
Como o Estado na faz reformas, tem buscado aumentar sua receita, penalizando a sociedade de duas formas: não entrega serviços públicos adequados e aumenta os impostos. Ao mesmo tempo, a corrupção no setor público sangra o país. No primeiro caso, de forma sutil, vem se construindo uma mudança na remuneração da poupança, baixando seus rendimentos.
Assim, o poupador será obrigado, pois mais rentável, a se dirigir aos títulos de renda fixa. Ora, ao aplicar em renda fixa a pessoa compra títulos da dívida do governo e “ajuda” o mesmo a manter o seu “trem de vida” gastador. Por não cortar despesas, o governo tende a prejudicar o pequeno poupador, que não terá condições de migrar para a renda fixa, porque precisa continuar refinanciando sua dívida.
Quanto à corrupção, recente estudo divulgado mostra que em 10 anos, apenas na esfera pública, foram roubados R$ 750 bilhões do país (cf. Fiesp). Isso representa quase metade da dívida pública. O poder público brasileiro está entre os mais corruptos do mundo! Por fim, a população, embalada pelo apoio estatal, aumenta seu endividamento (apenas em automóveis os brasileiros já financiaram, somente neste ano, R$ 200 bilhões). E isso tudo irá estourar logo adiante!
Hoje a crise entra em uma nova fase: o do endividamento das pessoas e empresas, pois cresce o número das mesmas gastando tudo o que têm apenas para sobreviver. Ou seja, a essência da crise se inicia exatamente por causa do alto número de financiamentos. Assim está o mundo e o Brasil com ele, embora ainda estejamos enfrentando relativamente bem o problema, porém, temos nuvens pesadas no horizonte.
POUPANÇA, DÍVIDAS E CORRUPÇÃO (II)
Duas delas insisto em mostrar! A elevação constante da dívida pública sem uma contrapartida de ajustes estruturais no Estado brasileiro; e o alto endividamento da sociedade brasileira, gerando forte inadimplência. No primeiro caso, a dívida pública do governo já se aproxima de R$ 1,8 trilhão, chegando a cerca de 50% de nosso PIB, e não para de crescer.
Como o Estado na faz reformas, tem buscado aumentar sua receita, penalizando a sociedade de duas formas: não entrega serviços públicos adequados e aumenta os impostos. Ao mesmo tempo, a corrupção no setor público sangra o país. No primeiro caso, de forma sutil, vem se construindo uma mudança na remuneração da poupança, baixando seus rendimentos.
Assim, o poupador será obrigado, pois mais rentável, a se dirigir aos títulos de renda fixa. Ora, ao aplicar em renda fixa a pessoa compra títulos da dívida do governo e “ajuda” o mesmo a manter o seu “trem de vida” gastador. Por não cortar despesas, o governo tende a prejudicar o pequeno poupador, que não terá condições de migrar para a renda fixa, porque precisa continuar refinanciando sua dívida.
Quanto à corrupção, recente estudo divulgado mostra que em 10 anos, apenas na esfera pública, foram roubados R$ 750 bilhões do país (cf. Fiesp). Isso representa quase metade da dívida pública. O poder público brasileiro está entre os mais corruptos do mundo! Por fim, a população, embalada pelo apoio estatal, aumenta seu endividamento (apenas em automóveis os brasileiros já financiaram, somente neste ano, R$ 200 bilhões). E isso tudo irá estourar logo adiante!