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Um Seguro Agrícola Eficaz para o Rio Grande do Sul


Carlos Roberto S. Corrêa
Primeira Parte
Um ditado diz que é melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão, por isto pretendemos acender um fogo-de-chão com todo o conteúdo histórico de nosso estado para uma roda ce chimarrão e conversar sobre este assunto que possui tanta repercussão na economia do estado.
Temos a pretensão de oferecer subsídios objetivos e técnicos para que se deixe a retórica e a inércia de lado e se inicie a discussão objetiva e produtiva sobre este tipo de seguro.
O desenvolvimento de um seguro agrícola deve ser mais do que eficiente, eficaz; pois envolve o gerenciamento de riscos. Necessariamente deve iniciar com a união em um trabalho conjunto de todo o setor produtivo, do governo do estado e das prefeituras; pois foi dito pelo novo presidente americano ao tomar posse que “o mundo mudou e precisamos mudar com ele”. Em minha opinião, seria no mínimo, imprudente ignorar estas palavras.
Estudamos este seguro desde fevereiro de 2004 e, a partir de um diagnóstico, identificamos os principais desafios e os riscos da agricultura do Rio Grande do Sul.
A partir desta relação desenvolvemos um Plano de Ação que possui a pretensão de enfrentar estas dificuldades que foi apresentado dia 19 de março de 2009 no seminário da Expodireto. A receptividade para minha surpresa foi além do esperado o que me motivou a procurar o Portal Agrolink.
Vamos divulgar estas idéias para que sejam conhecidas e assimiladas por toda a sociedade gaúcha e teremos o objetivo levar estas informações diretamente ao produtor rural sobre os benefícios da utilização deste seguro complexo e regulamentado.
Os principais riscos identificados até o momento, são:
01 – Produção,
02 – Preço,
03 – Crédito,
04 – Contrato,
05 – Ambiental,
06 – Transporte,
07 – Armazenamento,
08 – Segurança,
09 – Moral,
10 – Legal.
Os desafios mais importantes para a diminuição destes riscos, são:
01 – Falta de uma cultura de utilização desta ferramenta de redução do risco da atividade,
02 – Maior risco climático do país,
03 – Prêmio muito alto,
04 – NC (Nível de Cobertura) muito baixo,
05 – Índices de produtividade do IBGE,
06 – Capacidade reduzida.
O plano para Um Seguro Agrícola Eficaz possui como base o projeto que desenvolvemos desde que começamos a pesquisar este tipo de seguro e o formatamos em quatro áreas de abrangência para facilitar e sistematizar sua implantação, são:
A – Cadeia Produtiva,
B – Governos (Federal, Estadual e Municipais),
C – Mercado Segurador,
D – Política.
Acompanhamos as notícias sobre o agronegócio do país e a que mais nos chamam a atenção é a necessidade de mudanças na política de crédito rural e as sobre a liberação do zoneamento agroclimático da cana-de-açucar no estado onde se mencionam a necessidade de PROAGRO e de Seguro Agrícola.
Tenho a convicção pessoal que em algum momento do futuro próximo faltará alimentos e este esforço é minha colaboração pessoal para minimizar esta situação, mas sou consciente que todos teremos que tomar decisões difíceis, corajosas e empreendedoras.
Os que se omitirem por conveniência ou interesses pessoais acabarão relegados e esquecidos, principalmente os que exercem algum tipo de liderança, pois não fizeram uma leitura adequada do momento histórico que estamos vivendo.
A visão que tive permite mudar a lógica e a exatidão da frase "quando o campo vai mal a cidade também sofre" para: "quando a produção do campo esta garantida a cidade também prospera".
Vou detalhar, nas próximas colunas, as ações por área de abrangência deste plano que foi feito para enfrentar os principais desafios e os outros secundários relacionados a atividade agrícola no Rio Grande do Sul.
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