Ferrugem do algodoeiro exige calendário baseado em risco
Histórico da área, clima e fase da cultura devem orientar o momento das aplicações
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O controle da ferrugem do algodoeiro não deve seguir um calendário fixo. A decisão sobre quando aplicar Fungicidas precisa considerar o estágio da cultura, o histórico da área, a presença de restos culturais e plantas voluntárias, além das condições de chuva e umidade.
A doença reduz a área foliar da planta e pode antecipar a queda das folhas, prejudicando o enchimento das maçãs e a produtividade. Os primeiros sinais costumam aparecer nas folhas mais velhas, na parte inferior da planta, onde há mais umidade e menor circulação de ar.
O monitoramento deve começar ainda na fase vegetativa. Em áreas com histórico de ferrugem, alta umidade e presença de restos de cultura, a proteção pode precisar começar antes do fechamento das linhas ou próximo ao início da formação dos botões florais, sempre com avaliação técnica.
No período entre o início dos botões florais e o florescimento, a atenção deve aumentar. Chuvas frequentes, orvalho e dossel fechado favorecem o avanço da doença. Em áreas de maior risco, aplicações protetivas podem ser necessárias antes que os sintomas se espalhem pela lavoura.
Durante o enchimento das maçãs, o objetivo é manter as folhas saudáveis pelo maior tempo possível. Se a doença estiver controlada e o clima mais seco, o número de aplicações pode ser reduzido.
Além do controle químico, o manejo inclui eliminação de tigueras, rotação de culturas, cuidado com restos culturais e ajuste da densidade de plantas. O uso de Fungicidas deve respeitar rótulo, bula, receituário agronômico e orientação de profissional habilitado.