‘Cam­po ­Limpo’ inau­gu­ra cen­tral de co­le­ta

Agronegócio

‘Cam­po ­Limpo’ inau­gu­ra cen­tral de co­le­ta

Novas instalações para processamento de embalagens vazias de agrotóxicos vão atender 50 municípios das regiões Norte e Noroeste
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A nova central de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos inaugurada ontem em Maringá como parte das comemorações do Dia Nacional do Campo Limpo - celebrado no último dia 18 - servirá de referência para produtores rurais de 50 municípios das regiões Norte e Noroeste do Estado. A correta destinação das embalagens usadas de defensivos é uma imposição legal aos fabricantes e alcança os diversos elos da cadeia produtiva.

As novas instalações - com 1,3 mil metros quadrados de área construída - resultam de investimentos da Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita) em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV). Tem capacidade projetada para processar 600 toneladas de embalagens vazias por ano com reciclagem e incineração.

O Dia Nacional do Campo Limpo foi criado pelo InpEV em parceria com a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para estimular a agricultura sustentável e a preservação do meio ambiente. O Brasil hoje é referência mundial no tratamento adequado e embalagens descartadas.

Na prática, a iniciativa é o desdobramento de lei federal que impôs aos fabricantes a obrigatoriedade de retirar do meio ambiente embalagens de defensivos utilizadas pelos agricultores. Diferente do que ocorreu, por exemplo, com as fábricas de pneus, igualmente alcançadas pela legislação para que dêem destino adequado os produtos inservíveis, no campo a lei vingou pelo esforço dos agentes evolvidos no processo produtivo.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil conseguiu destinar mais 17,3% de embalagens plásticas vazias de agrotóxicos à reciclagem ou à incineração, na comparação com 2008. De janeiro a junho de 2009, 14.161 toneladas de embalagens de defensivos agrícolas tiveram a destinação correta no país, de acordo com o InpEV. Desde 2002 já foram encaminhadas para o descarte ambientalmente correto mais de 150 mil toneladas de embalagens.

No Paraná, as 84 unidades de recebimento enviaram para destinação final (reciclagem ou incineração) 2,8 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos, volume 11% maior do que o destinado no mesmo período de 2008 (2.522 t). De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Estado, Rasca Rodrigues o Paraná tira do campo 95% das embalagens usadas, percentual acima da média nacional de 92%

""Mais do que respeitar a lei, o produtor rural se conscientizou da importância de dar destinação adequada às embalagens de agrotóxicos como forma de preservar ao meio ambiente e, por extensão, a sua qualidade de vida"", afirma o secretário, lembrando que o Brasil está na vanguarda desse processo e hoje ""exporta"" seu modelo de gestão para o mundo, referendando ações semelhantes em vários continentes.

O presidente do InpEV, João César Rando, lembra que, enquanto o Brasil retira do campo mais de 90% de embalagens, nos Estados Unidos esse percentual beira os 20%. Mas o custo do projeto ainda é alto: em média R$ 60 milhões por ano aos fabricantes e outros agentes envolvidos no processo de resgate das embalagens que, depois de recicladas, se transformam em diversos produtos, como mangueiras e conduítes.

O desafio agora para a cadeia produtiva é reduzir os custos com a manutenção do projeto, considerando que o retorno obtido com a reciclagem corresponde apenas a menos de 20% dos gastos. A produção de novas embalagens para defensivos a partir do material descartado se apresenta como a possibilidade mais imediata para equilibrar as contas do processo, ainda que o investimento proporcione incalculável lucro com a preservação do meio ambiente.

Serviço:Mais informações sobre o inpEV e o Sistema de Destinação Final de Embalagens Vazias estão disponíveis no site www.inpev.org.br


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