28ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Agronegócio

28ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador

Maior evento equestre da América Latina promete movimentar 5 milhões de reais em dez dias
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Entre os dias 16 e 25 de julho o Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, será palco do maior evento equestre da América Latina, a 28ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, promovida pela Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), que comemora 60 anos de atividade em 2009.

O evento deste ano promete ter número recorde de inscrições, com a participação de cerca de 600 expositores de todo o Brasil e mais de 1.400 animais participantes de julgamentos em pista, provas funcionais, leilões e shopping de animais. O público estimado para os dez dias de evento é de 150 mil pessoas.

Programação técnica e social - Para a edição 2009 da Nacional, a diretoria da ABCCMM, que tem como presidente o criador Magdi Shaat, trouxe ainda mais novidades. Além do painel eletrônico, instituído em 2008, que mostra em tempo real os resultados dos campeonatos dando maior transparência aos julgamentos, pela primeira vez os animais serão julgados por 5 árbitros, e não haverá mais seletiva, possibilitando mais animais disputarem a grande final. A Nacional 2009 contará também com uma comissão Européia e Americana que acompanhará as provas. De acordo com o presidente Magdi Shaat, será uma excelente oportunidade para divulgar o potencial do marchador em grandes mercados mundiais. “Esse convite surgiu durante a Equitana 2009, realizada na Alemanha, onde pela primeira vez a ABCCMM participou com stand para divulgar o MM e fundou a Associação Européia do Mangalarga Marchador”, afirmou Magdi.

A fórmula de sucesso elaborada pela atual diretoria da Associação para o evento de 2008 será mantida este ano. O podium da exposição premiará três animais disputando os três primeiros lugares: campeão, reservado campeão e 1º prêmio.

Além disso, buscando divulgar a funcionalidade da raça, o “test drive de animais” estará disponível para que o público interessado possa montar para conhecer a Mangalarga, além das festas típicas na Alameda dos Núcleos, onde os criadores de todo o Brasil terão espaço para troca de experiências, reunindo cerca de 50 núcleos do Marchador. O Evento contará também com palestras e seminários, bazar da solidariedade, rodeio show e passeios turísticos programados pelo roteiro da Estrada Real.

Negócios - A previsão é de que os negócios superem o resultado da edição de 2008 e girem em torno de 5 milhões de reais, entre os leilões, shopping de animais e feira de produtos e serviços, com presença de empresas da saúde, nutrição, tecnologia e genética animal, como Tortuga, Vetnil, Ouro Fino, Guabi, e ainda patrocinadores de peso, como Banco Alfa, Itaú, Fiat e Claro.

Os cinco leilões programados prometem movimentar os negócios, principalmente com a realização do 1° Leilão Nacional de animais de Marcha Picada e das Linhagens Favacho, que vem produzindo grandes campeões em pista. Ainda de acordo com Magdi Shaat, o grande desafio da ABCCMM é superar a cada ano as expectativas de criadores e visitantes do evento. A Nacional é a vitrine da raça. Animais campões da exposição são muito valorizados, gerando lucro para seus criadores e para o Haras, seja na venda de embriões, prenhezes e até na participação de exposições internacionais”, afirmou o presidente.

Os cinco leilões desta edição contam com média de 50 lotes cada, e prometem alavancar os negócios, principalmente com a realização do 1° Leilão Nacional de animais de Marcha Picada e das Linhagens Favacho, que vem produzindo grandes campeões em pista. Ainda de acordo com Magdi Shaat, o grande desafio da ABCCMM é superar a cada ano as expectativas de criadores e visitantes do evento.

No mercado, o Mangalarga Marchador pode ser encontrado com preços a partir de R$1,5 a R$2 mil reais. Não existe um limite de preço estipulado para a raça, o que varia de acordo com a genética, características individuais do animal e premiações conquistadas, existindo animais comercializados a R$700 mil reais.

O diferencial do Marchador está em sua funcionalidade, sendo um cavalo rústico, excelente para prática de esportes, passeios e para a o trabalho em campo. Sua docilidade e trote confortável conferiram ao Marchador o título de Cavalo de Sela do Brasil.

A raça é originária do Sul de Minas, e o Estado possui o maior plantel do Brasil, cerca de 40% dos 392 mil Marchadores do país. Os leilões da raça realizados em 2008 somaram faturamento de R$43 milhões, e volume total de negócios da raça ficou em cerca de R$185 milhões de reais.

Sustentabilidade, responsabilidade social e cultura - Outra grande novidade para este ano será o stand do Museu Nacional do Mangalarga Marchador, que será inaugurado na cidade de Cruzília, berço da raça, aprovado pelo Ministério da Cultura. No stand os visitantes do evento poderão conhecer toda a história do MM, sua evolução e crescimento ao longo de 200 anos.

Além disso, O Projeto Caminhos das Gerais, cavalgada com trajeto de quase 100 quilômetros com a participação de cerca de 200 cavaleiros, também fará parte do evento. O projeto chega sua terceira edição e acontece entre os dias 10 e 19 deste mês, na zona rural das cidades do Vale do Jequitinhonha e em Belo Horizonte, durante as atividades da 28a edição da Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, que acontece no Parque de Exposições da Gameleira. Dentro do Caminhos das Gerais, uma das atividades é o campeonato Sela de Ouro, competição tipo cross country que este ano conta com quatro cavaleiros da Europa.

Uma competição de cavaleiros e cavalos, em que os participantes ficam hospedados, comem e compram produtos e artesanato local, fomentando a economia local.

De acordo com o idealizador e coordenador do projeto turístico-cultural-assistencial, Lúcio Flávio Baioneta, a ideia é estimular o turismo na região, bem como o uso do Mangalarga Marchador. Segundo ele, em sua primeira edição, o Projeto levou assistência médica e odontológica, assistência social, jurídica, esporte, lazer e educação ambiental a cerca de 30 mil crianças e 13 mil adultos nos vales dos rios Jequitinhonha e São Francisco, graças à presença de alunos das universidades.

“Ao mesmo tempo, estimulou o turismo solidário, hospedando universitários, cavaleiros, equipe de apoio e familiares nas casas dos próprios moradores”, comenta o idealizador. A estimativa é que, nesta edição, o projeto movimente quase meio milhão de reais, dos quais pelo menos 80% devem permanecer nas mãos de empresários e moradores das localidades por onde passarão os tropeiros.

Nesta edição, a maior parte dos percursos são caminhos paralelos à Estrada Real. As rotas utilizadas no trajeto eram usadas por tropeiros e garimpeiros que queriam fugir do fisco, ainda nos tempos dos impérios. Um dos principais objetivos do projeto é exatamente gerar riqueza e fomentar o turismo em comunidades desenvolvidas ao longo destas rotas.

O campeonato funciona como etapa classificatória para o Circuito dos Diamantes, competição cuja etapa final acontece no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, na abertura da Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador. Em conjunto com as prefeituras, manifestações artísticas e culturais são estimuladas para que haja intercâmbio entre as populações locais, cavaleiros, universitários, equipes de apoio, equipes ligadas a preservação ambiental, e muitos acompanhantes, porque o cavalo, além do cavaleiro, leva consigo profissionais da área, como tratadores, veterinários, motoristas, parentes, amigos, curiosos, escritores, professores, jornalistas, fotógrafos, vendedores e tantos outros.

Ainda de acordo com a organização, o projeto recebeu a chancela de melhor Projeto Gerador de Fluxo Turístico em 2008, pelo Ministério do Turismo, e ganhou menções do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (IDENE) e da Câmara da Equideocultura da Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas. No final dos sete dias de competição, o troféu Sela de Ouro será concedido ao melhor animal, melhor cavaleiro e melhor tratador; também nas categorias cavalo, égua e cavalo castrado.

Programação: Abertura Oficial: 18 de julho ( sábado), às 16h. || Leilões: Shopping de animais- 16 a 25 de julho | Leilão de Animais de Sela - 19 de julho | Leilão de animais Marcha Picada - 22 de julho | Leilão criatório Haras Rebanho e convidados- 23 de julho | Leilão Linhagens Favacho – 24 de julho.

Rodeio Show: A partir de 19 de julho | Bazar Solidariedade: Durante todo o evento | Festas Típicas Alameda dos Núcleos: Todas as noites durante o evento.

Nacional em números – edição 2008: Animais Inscritos: 1,3 mil | Público Estimado: 110 mil pessoas | Leilões: 4 | Núcleos de todo o Brasil participantes: 49 | Negócios: Cerca de 4 milhões de reais.

O Setor – Agronegócio Cavalo no Brasil: Hoje, o Brasil detém o quarto maior rebanho equino do mundo, com 5,9 milhões de animais. Por ano, o setor movimenta R$ 7,5 bilhões de reais, gerando 3,2 milhões empregos diretos e indiretos. Na região Sudeste encontra-se 26,6% do rebanho equino brasileiro, sendo mais representativo o de Minas Gerais, cujo plantel é de 860 mil animais, o maior rebanho nacional, seguido pela Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul. O Brasil possuiu cerca de 22 mil criadores de Mangalrga Marchador.

ABCCMM - A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador foi fundada por criadores em 16 de julho de 1949, em Belo Horizonte-MG. Ostenta o título de maior entidade de criadores de equinos de uma mesma raça da América Latina. Com cerca de 5 mil associados, a entidade promove 200 exposições especializadas, 100 copas de marcha e 70 leilões por ano. Em 2009, a ABCCMM comemora 60 anos de atividades, marcados por muito trabalho pelo crescimento e evolução da raça.

História do Mangalarga Marchador - A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu há cerca de 200 anos na Comarca do Rio das Mortes, no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.

A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dócil e próprios para a montaria.

Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.

Minas Gerais já se destacava como centro criador de eqüinos desde o século XVIII e a chegada dos cavalos da raça Alter veio aprimorar ainda mais seus criatórios. A Comarca do Rio das Mortes tinha um potencial de ouro muito baixo, mas chamou a atenção dos colonizadores por causa das suas boas condições para a criação dos animais. Havia água em abundância e a vegetação era constituída de matas, capões e ervas pardacentas, adequadas para a produção de forragem.

O Mangalarga Marchador teve como berço a fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas. Ela pertencia a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça. A fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira. Outro fazendeiro importante na história do Mangalarga Marchador foi José Frausino Junqueira, sobrinho de Gabriel Junqueira. Exímio caçador de veados, José Frausino aprendeu a valorizar os cavalos marchadores por serem resistentes e ágeis para transportá-lo em suas longas jornadas.

Há várias versões para o nome Mangalarga Marchador, mas a mais consistente está relacionada à fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra que existia na região. Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares para os passeios elegantes realizados no Rio de Janeiro. Quando alguém se interessava pelos animais, ele indicava as fazendas do Sul de Minas. As pessoas procuravam os fazendeiros perguntando pelos cavalos da fazenda Mangalarga e esta referência se transformou em nome. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.


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