50ª ExpoLondrina deve comercializar R$ 190 milhões
50 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que se realiza de 1 a 11 de abril
Edição comemorativa da feira quer reforçar a importância da agroindustrialização para a economia do Paraná
A 50 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que se realiza de 1 a 11 de abril, deverá ter um volume global de negócios em torno de R$ 190 milhões, praticamente repetindo os resultados da feira de 2009, quando a negociação atingiu R$ 188 milhões. A estimativa é do presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Alexandre Lopes Kireeff, feita ontem durante visita à Folha. Na totalização, segundo ele, são somadas a comercialização de máquinas e equipamentos agrícolas, leilões, venda de veículos, parque de diversões e o comércio popular.
A entidade também aposta na manutenção do número de visitantes da feira de 2009, por onde passaram 457 mil pessoas. Kireeff afirma que a tendência de se manter o volume de negócios e o público do ano passado se justifica porque ''houve importantes expansões da Exposição ao longo dos últimos anos''.
Entre os destaques da 50 Exposição, o presidente da SRP coloca os eventos técnicos como os encontros regional de café, estadual de soja e o estadual sobre aquicultura - que poderá contar com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin. Estes encontros vão discutir a adoação de novas tecnologias para produção e o mercado de cada produto.
Kirreff considera o forum sobre agroindustrialização como um dos principais eventos que acontecem simultaneamente com a exposição. A proposta é discutir estratégias que favoreçam a transformação das matérias-primas aqui produzidas. Para ele, a região de Londrina tem boas experiências de agroindústrias se comparada a outras regiões do Estado e do País. Ele cita as torrefadoras de café, indústrias de café solúvel, de suco de laranja e de usinas sucroalcooleiras. Mas afirma que há uma necessidade de verticalização da produção, ''porque ainda há muito espaço a ser conquistado''. ''Dos 40 milhões de sacas de café produzidas no Brasil, 30 milhões são exportadas em forma de grãos que são processados em outros países. Isso é uma deficiência da nossa legislação tributária, que induz à exportação ao invés de incentivar a industrialização aqui dentro mesmo''.
A crítica do presidente da SRP se extende também ao complexo soja e a produção bovina. Para ele, é um absurdo tanto a exportação in natura de toda a soja produzida no País, quanto a venda externa de bois vivos. O incentivo à agroindustrialização, como defende, pode melhorar não só a renda do campo mas também a qualidade de vida da população das cidades. ''A comunidade urbana será definitivamente integrada neste processo, com o aumento da oferta da mão de obra nos escritórios, na construção, no transporte e nos setores de informática. A agroindustrialização vai causar um grande impacto também nas regiões metropolitanas'', prevê.