A contribuição para um mundo melhor

Agronegócio

A contribuição para um mundo melhor

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A horta agroecológica instalada na Fazenda Platina, em Ribeirão Claro, é só o início de um projeto que a administradora Patrícia de Cairos Sogayar, fundadora da ONG Núcleo de Aprendizagem Paulo Sogayar (Naps), quer colocar em prática no local. ""É urgente fazer coisas importantes para o bem das pessoas e do meio ambiente"", observa Patrícia, lembrando que foi esse o sentimento que teve quando perdeu o pai, em 2003. A fazenda que era de propriedade do pai, há quase 30 anos, acabou ficando para ela e o irmão.

Patrícia que mora em São Paulo, passou a olhar de uma forma especial para o lugar. Para homenagear o pai - e preservar a fazenda - pensou em transformar a propriedade em um espaço que pudesse ensinar coisas boas para as pessoas. O sonho do pai de instalar no local um hotel ainda está sendo projetado. Mas Patrícia já separou 10 hectares da fazenda, que conta no total com 240 hectares, e inaugurou o Naps, no ano passado.

""A ideia do espaço é que ele possa servir para cultivar a vida, a relação com a terra, resgatar as relações entre as pessoas, resgatar valores de fraternidade"", define a administradora. Com experiência na implantação de projetos socioambientais - ela trabalhou nessa área em grandes empresas no Brasil - a essência do Naps foi definida depois de Patrícia conhecer a experiência de comunidades de diversos países. ""Aqui vamos trabalhar a consciência, incorporando projetos e atividades que trabalhem a cooperação entre as pessoas"", revela.

Para isso, foi inaugurado um restaurante escola no local. A intenção é oferecer cursos e apresentar práticas sustentáveis aos moradores locais. ""Vamos ensinar como plantar, produzir e destinar o lixo corretamente"", exemplificou Patrícia. O local ainda abrigará viveiro de muda, brinquedoteca, sala para produção de artesanato.

Ao aceitar e incentivar a implantação da Tecnologia do PAIS na fazenda, segundo ela, a ideia é que esse projeto seja a âncora para ""outros sonhos"". ""Queremos mostrar que é possível trabalhar o desenvolvimento de uma região e de uma forma sustentável trabalhando em comunidade"", afirma. Parte da produção da horta será destinada como matéria-prima para os cursos do restaurante escola. Outra parte será comercializada, sendo o recurso destinado para o funcionamento da própria ONG.


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